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O esfriamento
“E, POR SE MULTIPLICAR A INIQUIDADE, O AMOR SE ESFRIARÁ DE QUASE TODOS.” (MT 24: 12)
Nos primeiros dias, meses, ano em que aceitamos a Cristo são os melhores tempos, digo isto, pois, no começo de nossa fé, é o momento em que vamos a todos os dias de culto, sendo os primeiros a entrar e os últimos a sair, assim como crianças somos “hiperativos”, queremos fazer parte de todas as coisas e fazer tudo quanto pudermos, este é o tempo em que oramos mais, chegamos a orar três, até mais vezes que isto, por dia, é o tempo em que todas as pregações e louvores fazem-nos sentir o calor e a presença do Espírito Santo.
Porém, há um tempo em que parece que no momento em que o pregador anuncia o texto que irá usar como base, soltamos um suspiro cansado, sua voz se torna chata e cansativa, pois, nós — achamos — que sabemos o quê ele irá dizer, e, pelo nosso tempo de Igreja chegamos em nosso pensamento a completar as pregações e até mesmo identificar o quê será dito, passamos a ver algumas pregações como clichês, chegando ao ponto de falarmos o quê o pregador está para dizer,aqueles cultos que antes ferviam a alma parecem esfriar, se tornam monótonos, cansativos, as várias orações que fazíamos durante o dia começam a diminuir e desaparecer ao ponto de orarmos apenas nos dias em que vamos ao culto, paramos de frenquentar a Igreja pela semana, pois, há coisas “melhores” para se ver na TV.
Aos poucos, sem perceber, aquela chama que ardia continuamente dentro de nós, que nos fazia esperar ansiosos até o dia de culto desaparece, passamos a nos tornar insensíveis a presença do Espírito Santo e à sua ação dentro da Igreja, e, em dado momento vem-nos o Espírito Santo revelar à nós o nosso estado, como estamos, e, corremos ao espelho para nos vermos, e, dizemos a nós mesmos: “Como isto foi acontecer?”.
“E, POR SE MULTIPLICAR A INIQUIDADE, O AMOR SE ESFRIARÁ DE QUASE TODOS.” (MT 24: 12)
Jesus nos responde esta pergunta, a iniquidade aumentou, se multiplicou, com isso não quero dizer que na época dos apóstolos era muito mais fácil viver, porém, lá eles não tinham tão fácil acesso às coisas como hoje nós temos, o celular, por exemplo, ele está em nossos bolsos, basta pegarmos ele, e, o quê queremos está em nossas mãos, assim como podemos usá-lo para ver coisas úteis, podemos também usá-lo para nossa condenação, não é para jogar os celulares fora, mas para usá-lo com sabedoria, o quê nossos olhos tem visto quando nos sentamos na frente de um computador? O quê nós temos visto, procurado?
Hoje temos jogos, filmes, novelas, desenhos, enfim, uma série de coisas que nós pouco a pouco sem perceber deixamos nos envolver até que paramos de orar, de ler a bíblia para nosso próprio divertimento, para vermos o quê nos interessa, e é isto que Satanás tem feito, têm posto em nossos corações que é melhor e mais agradável os prazeres momentâneos, o que nos agrada de forma rápida, e, nos faz pensar que os cultos, a bíblia, que Deus é chato…
O maior problema de cair nestas ciladas é que, é fácil cair nelas, porém é difícil sair delas, Deus é justo, amoroso incondicionalmente, Ele não acorrenta ninguém ao seu lado, nem exige santidade de ninguém, nós temos o livre arbítrio de decidirmos o quê queremos fazer, e Ele respeita isto, porém Satanás não respeita da mesma forma, no momento em que cedemos às suas tentações ele nos enlaça, prende-nos ao julgo do pecado, e por ele somos escravizados, Satanás com sua suavidade quer nos fazer acreditar que servir a Deus é chato, quadrado, e nós, muitos de nós, temos acreditado, sem perceber nos desviamos do caminho reto e seguimos o caminho da morte, somos guiados ao inferno porque nossa carne, nossos desejos fazem-nos achar que a porta larga é mais “legal”, mais “prazeroso”.
Não vim dizer que vocês vão para o inferno, mas quero que entendam que estas coisas que achamos tão superficiais que fazemos e achamos que não irá causar mal algum são redes que vem nos envolvendo até chegar o ponto de sermos totalmente presos, peço que agora neste momento pense, ponha na balança o quê tem te dado mais prazer, as coisas de Deus ou os prazeres do mundo? Da mesma forma em que nós não gostamos de receber coisas de má vontade e com displicência, Deus não gosta de ser servido de qualquer maneira, por exemplo, comida de mãe, sempre é boa, e quando perguntamos o quê tem lá para ser tão bom ouvimos estas palavras: “O segredo é o amor”.
Quem ama não faz as coisas com displicência, quem ama quer ver o outro feliz, ainda que sofra, ainda que passe por lutas, apenas para ver o sorriso de satisfação, foi isto que Deus fez por nós, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3: 16)
Cristo nos amando foi à cruz, sofreu por amor a nós, se entregou aos romanos, o grande problema de passarmos a achar a bíblia chata é que, Deus as escreveu, “Escrevi-lhe as grandezas da minha lei,” (Os 8:12a), se achamos a bíblia chata, então achamos Deus chato, e passamos a servi-lo de qualquer forma, e novamente a bíblia nos diz: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente…” (Jer. 48:10), mas, a palavra também diz: “Ouvi, SENHOR, a tua palavra, e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.” (Hc 3:2), Ele tem o poder para nos avivar, ainda que passemos por esta prova, ainda que passemos pelo momento de esfriamento, Ele pode nos avivar e nos fazer sentir como no dia em que aceitamos a Jesus, Ele é conhecido como o “Grande Eu Sou” e em Suas mãos estão todo poder, e eu creio que toda vez que Deus ouve alguém pedir o avivamento, pedir a chama de seu amor, Ele atende, e, eu quero te convidar a fazer este pedido, quero te convidar a sentir este poderoso amor, ouso dizer que, mais forte do que quando aceitou a Jesus, o real avivamento que creio que Ele pode e quer fazer.