Setenta vezes sete

“Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” Mateus. 18:21.

O perdão tem se tornado raro tem sido “desmarcado” do coração humano. “Este acontecimento atinge também boa parte do povo Evangélico”. Se fizermos uma análise chegaremos a esta conclusão, pioramos a cada momento, a distância deste procedimento fica cada vez maior, a falta do carinho e compreensão. Ficamos tristes, pois o povo de Cristo, os instruídos no assunto, deve praticar este sem medidas, “O amor verdadeiro, o amor de Cristo”, sentimos que estamos longe do meu próximo. O nosso coração balança incerto de hora em hora. A “dureza” do coração já nos acompanha por onde andamos. Tem nos faltado a “coragem”, a humildade de pedir perdão, e muitos prefere deixar cair no esquecimento.

Como pecadores, devemos reconhecer nossas fraquezas, precisamos tratar nossos semelhantes com igualdade e de forma digna. Isto não tem acontecido, infelizmente, pela dureza do coração. Sabemos que Jesus se entristece, pois nos tornamos cruéis por demais, em nossos duros comportamentos. Não temos sido verdadeiros em nossos relacionamentos. Viver o perdão é lei para os nossos corações e dignifica nossa conduta frente aos ensinamentos de Cristo e também frente ao nosso próximo.

Hoje, perdoar tem sido uma tarefa que “balança as pessoas!” Cadê o meu amor? Precisamos refletir muito quanto ao “Eu”. Estamos uma vergonha? Sim! Estamos uma vergonha! Tenhamos a coragem de pensar e repensar muito, aceitar e mudar métodos. Sem Cristo em nosso viver, não podemos continuar assim e tentar ser um Servo fiel em que O Mestre confie, não podemos continuar “machucando” aos que necessitam do perdão, fazendo sempre o que eu acho certo.

Meditemos, pois nem sempre as pessoas que estão ao meu redor, irão concordar em quem deve ceder. Digo-te: Eu e você precisamos muito fortalecer nosso amor e comunhão com Cristo, colocando em prática urgentemente um renovado sentimento! O amar sempre sem distinção.

Um momento de reflexão se torna necessário. O ensinamento de Cristo é pratico rápido, sem fuga, isto é enfrentar de peito aberto minha conduta. Digamos: ir direto ao problema e não procurar “rodeios e desculpas incompetentes”.

Quando Pedro pergunta: “até quantas vezes devo perdoar meu irmão?” Jesus de forma amorosa e extensiva, como olhando para até o final da vida de Pedro diz: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18-21). Pedro quis ser generoso, pois as tradições dos rabinos falavam até três vezes. A resposta de Jesus, tomando-se em consideração o que Pedro disse, significa que o espírito de perdão vai muito além dos mesquinhos cálculos humanos.

Também Lucas em seu Evangelho faz citação sobre “sete vezes”, Lucas coloca a fé para uma melhor elucidação sobre o perdão e entendemos suas palavras que traduzimos de forma bem saudável nos toca sem limites (cf. Mateus 18-21). Temos a obrigação de perdoar o arrependido, assim como Deus perdoa (15: 1-32; Mt 6: 14,15).

A parábola do credor sem compaixão ensina o motivo pelo qual se deve perdoar sem limites. Nosso Pai celeste nos perdoou em vários momentos a ponto de nos conceder o dom gratuito da Salvação em Cristo sem olhar o passado de cada pessoa. Devemos reconhecer que o dever do perdão é o mínimo que podemos praticar a favor do meu próximo.

Devemos refletir e visualizar a bondade, procurarmos a conduta realmente divina, que precisa ser derramada em nosso viver, mas se não ajudarmos com nossas práticas, impedimos a ação do Espírito Santo. Pratiquemos com urgência o dom do perdão. É necessário que o perdão esteja em primeiro lugar em nossas vidas. Assim, estaremos sendo obedientes ao Pai Glorioso através do Filho.

Pratiquemos o perdão.

Rilvan Stutz

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