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		<title>Os que esperam no Senhor</title>
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		<pubDate>Wed, 01 May 2013 13:26:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Sermão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há momentos na vida que nos sentimos cansados de tudo! Ficamos sem ânimo para realização de qualquer tarefa e tudo nos parece pesado, como se não tivéssemos mais força alguma. Então somos tomados por um desejo de nos refugiar em algum lugar onde nada e nem ninguém possa nos alcançar ou incomodar. Alguns até se sentem esquecidos ou abandonados por Deus.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há momentos na vida que nos sentimos cansados de tudo! Ficamos sem ânimo para realização de qualquer tarefa e tudo nos parece pesado, como se não tivéssemos mais força alguma. Então somos tomados por um desejo de nos refugiar em algum lugar onde nada e nem ninguém possa nos alcançar ou incomodar. Alguns até se sentem esquecidos ou abandonados por Deus.</p>
<p>O texto fala justamente de um momento em que o povo Deus estava se sentindo assim, cansado. Eles estavam sofrendo e gemendo debaixo de condições impostas pelo exílio, reduzido ao desespero por anos de opressão que os levaram a acreditar que se trabalhassem muito seriam reconhecidos e viveriam melhor.</p>
<p>Mas, e você? Já se sentiu cansado ou desaminado? Alguns podem responder que esta é uma triste realidade que experimenta dia após dia. Mas afinal, qual a origem desse cansaço?</p>
<p>1. Uma das razões para o cansaço na maioria das pessoas reside no fato de que vivemos em uma sociedade que afirma que precisamos ser os melhores em tudo que fazemos, em todo tempo e em todos os âmbitos de nossa vida. Temos a necessidade de ter o controle de todas as situações que nos encontramos.</p>
<p>2. Mas a origem do nosso cansaço não está apenas no trabalho cotidiano, e sim na questão de que perdemos muito tempo nos preocupando, nos irritando, debatendo e digladiando, tentando encontrar soluções para questões que não nos cabe solucionar.  Cansamos porque tentamos resolver problemas que não nos dizem respeito ocupando o lugar e as funções de Deus, elevando nossos níveis de estresse e ansiedade. Fazemos como aquele povo do texto de Isaías, nós nos esquecemos da promessa.</p>
<p>Esta forma de viver é contrária aos ensinamentos de Deus. O profeta convoca o povo ao exercício de sua memória, de lembrarem de quem era Deus, do Seu poder. Isto significa que o Pai quer que lhe entreguemos todas as nossas preocupações e confiemos que Ele nos dará a solução. Se fizermos a nossa parte, o restante Ele o fará. Ele “faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” porque suas forças não estão em você e sim Nele.</p>
<p>Precisamos reaprender a entregar a Deus o controle de nossas vidas. E se você já entregou o controle remoto de sua vida para Ele, confie. Chegou à hora de você parar de se fadigar. Aqueles que “esperam no Senhor”, que deixam suas vidas totalmente nas mãos do Pai e por isto, têm suas forças renovadas.</p>
<p>Deixe as coisas que cabe a Deus resolver e resolva apenas aquelas que de fato cabem a você. Confia que Ele vem e faz o milagre.</p>
<p>Conclusão:</p>
<p>Por fim, Isaías queria que o povo enxergasse que Deus tinha um plano para eles e por isto diz que os que esperam no Senhor “sobem com asas como águias&#8230;”. Ele quis dizer que Deus daria a eles o poder da visão deste pássaro, que eles conseguiriam ver além das circunstâncias.</p>
<p>Deus quer que você espere Nele, porque se assim for, experimentaremos a renovação de nossas forças  para correr, e não iremos nos cansar, e seremos leves para voar como águias, além dos horizontes dos nossos problemas, das nossas dificuldades, de nossas preocupações, enfim, além dos limites dos nossos olhos, daquilo que podemos enxergar, porque voaremos envoltos às nuvens da Glória e da Graça de Deus.</p>
<p>Que o Senhor te abençoe e renove suas forças em Cristo Jesus.</p>
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		<title>Você está pronto para ser um servo?</title>
		<link>http://www.sermao.com.br/sermoes/voce-esta-pronto-para-ser-um-servo/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 May 2013 13:15:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Sermão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Sermões]]></category>

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		<description><![CDATA[Vivemos na época do personalismo ou individualismo. A sociedade nos cobra sermos independentes, autossuficientes, livres de qualquer domínio. Neste contexto, fica difícil para alguns cristãos entender e até aceitar a questão do senhorio, domínio ou dependência de Deus.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos na época do personalismo ou individualismo. A sociedade nos cobra sermos independentes, autossuficientes, livres de qualquer domínio. Neste contexto, fica difícil para alguns cristãos entender e até aceitar a questão do senhorio, domínio ou dependência de Deus.</p>
<p>Para entendermos e aceitarmos este fato tomemos como exemplo o próprio Jesus Cristo que “&#8230; subsistindo em forma de Deus não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo,&#8230;” (Filipenses 2.6s), sem direitos, sem apelação, dispondo-se a ser tratado como os homens assim o desejassem. Servindo ao Pai até o final de Seu ministério, com o propósito de levar o ser humano de volta à condição de “filhos de Deus”. Quando compreendermos o “esvaziamento pessoal” necessário para servirmos a Deus, pagar o preço e viver à sombra do Calvário, poderemos afirmar que somos Seus servos e servas.</p>
<p>Esta servidão implica em uma vida de humildade e disponibilidade à missão que Deus coloca em nossas mãos para realizá-la e posição que assumimos diante de nosso próximo. Quando Jesus ensinou aos Seus discípulos no passado esta forma de viver contou-lhes esta parábola: “Qual de vós, tendo um servo ocupado na lavoura ou em guardar o gado, lhe dirá quando voltar do campo: Vem já e põe-te à mesa? E que antes não lhe diga: prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo, depois comerás tu e beberás. Porventura terá de agradecer ao servo por ter feito o que lhe havia ordenado? Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer” (Lucas 17.7-10).</p>
<p>Aqui estão as marcas de um servo de Deus:</p>
<p>1. Disposto a receber uma “ordem” e trabalhar no Reino de Deus. O servo da parábola, após um dia árduo de trabalho no campo precisou preparar a ceia e servir o seu senhor.</p>
<p>2. Ele simplesmente obedeceu. Este servo não esperava ouvir uma palavra de gratidão, muito menos chamar o seu amo de egoísta, pois ele estava cumprindo a sua obrigação. Como agimos diferente! Quando o Senhor nos chama para realizarmos alguma tarefa damos desculpas, ou se a fizermos desejamos ser recompensados ou ouvir uma palavra de agradecimento pelo que estamos fazendo.</p>
<p>3. O Senhor está nos chamando para trabalhar em Seu reino. Há muito a ser feito, muitas pessoas precisam ser levadas à condições de filhos de Deus.</p>
<p>Conclusão:</p>
<p>Irmãos/ãs! Precisamos viver à sombra da cruz de Cristo! Não resistamos ao trabalho, que é colocado em nossas mãos para fazê-lo. Não permitamos que algo ou alguém nos impeça de realizá-lo.</p>
<p>Os ministérios estão abertos para sua participação. Seja aquele/a servo/a pronto/a a obedecer, constrangido pelo amor de Cristo, que não reteve nada de Si para nos salvar. Amemos o Senhor de tal forma que sejamos obedientes e dispostos a reconhecer: “&#8230; Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer” (Lc 17.10)</p>
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		<title>Bonita e  Inteligente</title>
		<link>http://www.sermao.com.br/ilustracoes/bonita-e-inteligente/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 May 2013 13:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Sermão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ilustrações]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde bebezinho ela chamava atenção pela sua beleza impressionante.Coitada!!! Naquele tempo a mulher não tinha dignidade alguma, portanto essa sua beleza só seria útil a seu pai.  Talvez por isso ele a tenha tratado tão bem e com tanto cuidado. Ela era mais um investimento do que uma filha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde bebezinho ela chamava atenção pela sua beleza impressionante.Coitada!!! Naquele tempo a mulher não tinha dignidade alguma, portanto essa sua beleza só seria útil a seu pai.  Talvez por isso ele a tenha tratado tão bem e com tanto cuidado. Ela era mais um investimento do que uma filha.<br />
Quanto mais bonita e perfeita, mais caro seria o dote pedido ao pretendente.  E deu certo; ela era linda, não tinha qualquer defeito ou cicatriz pelo corpo e, além de tudo, era muito inteligente.  Desde a sua infância era comum ver a sua casa freqüentada por todo tipo de homem interessado em tê-la como esposa.  Mas seu pai era muito ganancioso e imoral, e escolheu para marido dela um homem muitíssimo rico cuja fama porém, era terrível: alcoólatra, violento, mulherengo e achava que era dono do mundo.  Mas pagou o preço do dote pedido pelo pai de Abigail e levou com ele aquela adolescente linda e indefesa.  O nome dele?  Nabal, que quer dizer “homem de Satanás”.  Que pai colocaria um nome desses num filho?  Será que isso não dizia nada ao pai de Abigail quanto ao caráter daquele homem?  No entanto Abigail não era só bonita e inteligente, mas era temente a Deus.  Isso a preservou das loucuras do marido.<br />
Um dia Davi mandou dez funcionários seus pedirem um favor a Nabal, e ele os tratou mal e ofendeu a Davi, que ficou furioso e se preparou para destruir Nabal e tudo o que fosse dele.  Abigail foi avisada disso e, numa decisão rápida e inteligente, foi ao encontro de Davi e tratou de resolver a situação com a mais inteligente diplomacia.  Conseguiu resolver o problema e conseguiu impressionar Davi.  Quando Nabal ficou sabendo, teve um derrame cerebral e ficou paralisado por uns dez dias, quando então Deus o feriu de morte.     Davi soube disso e mandou emissários dizerem a Abigail que a queria como sua esposa.  Ela aceitou e foi viver com ele, tornando-se excelente companheira e conselheira, respeitada por Davi e por todos.<br />
Você, como mulher convertida, já se deu conta do quanto pode ser útil nas mãos de Deus, por mais dura que a sua vida tenha sido até aqui?  Já imaginou quanta desgraça você pode evitar se souber agir sob a direção de Deus?  Já pensou que você pode transformar o mundo?</p>
<p>Autor desconhecido</p>
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		<title>Deus é o senhor da vida</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Mar 2013 13:24:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Sermão</dc:creator>
				<category><![CDATA[destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Sermões]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[O ser humano é um ser essencialmente rebelde.  Uns mais outros menos, mas a verdade é que nós não gostamos de seguir ordens, de fazer o que os outros nos mandam.  Queremos fazer sempre a nossa vontade, não dar satisfações para ninguém e principalmente gostamos de mandar nos outros e ficamos contrariados quando pessoas fazem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1><span style="font-size: 13px; font-weight: normal;">O ser humano é um ser essencialmente rebelde.  Uns mais outros menos, mas a verdade é que nós não gostamos de seguir ordens, de fazer o que os outros nos mandam.  Queremos fazer sempre a nossa vontade, não dar satisfações para ninguém e principalmente gostamos de mandar nos outros e ficamos contrariados quando pessoas fazem alguma coisa diferente do que desejamos.</span></h1>
<p>Tendo isto em mente, podemos entender o porque Deus está constantemente nos recordando de que ele é quem é o Senhor da vida.  Precisamos reconhecer que com Deus é melhor e as nossas vidas ganham sentido quando lhe obedecemos.</p>
<p><strong>Transição:</strong></p>
<p>O sucesso de uma vida feliz está em seguir os mandamentos de Deus em três etapas: andar, guardar e praticar.</p>
<p><strong><em>Andar</em></strong><strong> nos caminhos de Deus. </strong></p>
<ul>
<li>que poderia ser melhor para nós do que trilhar nas mesmas pisadas de Cristo, por exemplo?</li>
<li>Ser reconhecido como alguém que é parecido com o Senhor deveria ser um prazer inestimável a todos nós.</li>
<li>Bem aventurada a pessoa cujo prazer está na lei de Deus e não no caminho dos pecadores.</li>
</ul>
<p><strong><em>Guardar</em></strong><strong> a palavra de Deus</strong></p>
<ul>
<li>Isto deve ser algo que devemos desejar profundamente, pois esta palavra irá nos auxiliar, mostrar direção, dar consolo e fortalecer nas lutas da vida.</li>
<li>Guardar a palavra também nos ajudará no processo de uma vida santificada. Guardei a tua palavra no coração, para não pecar contra ti.</li>
</ul>
<p><strong><em>Praticar</em></strong><strong> as virtudes cristãs.</strong></p>
<ul>
<li>Alguém que é cristão só no nome, na teoria, é alguém tremendamente frustrado, porque nunca experimenta as verdades de que fala a Bíblia.</li>
<li>Sem a prática diária dos valores da palavra, a nossa vida fica semelhante a qualquer uma outra.</li>
<li>mundo precisa de gente diferente. Gente que produz esperança.</li>
</ul>
<p><strong>Conclusão:</strong></p>
<ul>
<li>Seguir a Deus deve ser o desejo do seu coração hoje.</li>
<li>Tome uma decisão definitiva de ser um cristão autêntico.  O reino de Deus precisa de você como sal e luz do mundo!  Este é o grande desafio para os verdadeiros cristãos, pois o mundo já está cansado daquelas pessoas que dizem seguir a Cristo somente quando é conveniente.</li>
<li>Quem se comprometeu com Cristo não pode ficar olhando para os lados, mas tem que caminhar para frente tendo Cristo como o Autor e Consumador de sua fé.</li>
</ul>
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		<title>Os enganos da avareza</title>
		<link>http://www.sermao.com.br/sermoes/os-enganos-da-avareza/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Mar 2013 17:56:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Sermão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermões]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Tucídides, historiador grego que viveu no V século, a ganância e a ambição formam a força decisiva na atuação humana e no progresso da história. Adam Smith, filosofo e progressista escocês do século XVIII, tinha uma visão parecida, ele acreditava que a mão invisível que movimenta as relações econômicas em sociedade não é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para Tucídides, historiador grego que viveu no V século, a ganância e a ambição formam a força decisiva na atuação humana e no progresso da história. Adam Smith, filosofo e progressista escocês do século XVIII, tinha uma visão parecida, ele acreditava que a mão invisível que movimenta as relações econômicas em sociedade não é a generosidade daquele que tem algum bem que se demanda, mas sim a ganancia, pois é por meio dela que abrimos mão de um bem que valorizamos pouco para adquirirmos outro que valorizamos mais. É de Smith também a máxima econômica de que “bens escassos e fins alternativos” devem ser os dois binômios a combinar a fim de se ter uma economia mais produtiva atendendo a possibilidade da escassez em relação as necessidades constantes e variáveis.</p>
<p>Assim, para muitos eminentes pensadores desde séculos mais remotos até aos nossos<br />
dias, a forma mais prática de se maximizar a produção de bens (e serviços)<br />
respondendo as necessidades humanas passa pelo desejo de adquirir tudo aquilo<br />
que se admira ou deseja. Mas tal concepção tem muitos “porém” a serem<br />
considerados.</p>
<p>Na bíblia, desde o livro de Êxodo 20:2-17 até Judas 11, tal pensamento ou<br />
motivação é, chamada de avareza ou ganância. Jesus, continuando com a pregação<br />
profética de denúncia dos profetas do A.T. vai reprovar o desejo avarento,<br />
indicando em seus ensinamentos, de forma direta ou por parábolas que a avareza<br />
é contrária a vontade de Deus.</p>
<p>No evangelho de Lucas em particular, Jesus é apresentando como aquele que ouve e<br />
se importa com as minorias e os desfavorecidos, mulheres, doentes, samaritanos,<br />
até estrangeiros. Ele condena o desejo de poder e glória que as elites de seu<br />
tempo buscavam para si mesmos e manifesta então a boa vontade de Deus.</p>
<p>No N.T. a palavra traduzida como avareza é <em>pleonexia</em><br />
que é sinônimo de ganância, insaciabilidade, cobiça, que é referente a alguém<br />
com gula por bens, poder, reconhecimento. Assim aquele(a) que procede dessa<br />
forma está pecando contra Deus e contra o próximo.</p>
<p><strong>Transição:</strong></p>
<p>No texto lido, temos um exemplo desse tipo de pensamento humano sendo questionado<br />
e reinterpretado por Jesus. O homem que pede a Jesus que advogue sua causa de<br />
repartição de herança com seu irmão, ele o faz clamando por justiça, pois<br />
reconhecia em Jesus um “Rabi” (Mestre) e assim constituído de certa autoridade<br />
para julgar esse tipo de situação. Mas Jesus, que sonda os corações, sabendo<br />
sua real motivação, que nada tinha a ver com verdadeira justiça, repreendeu-o<br />
severamente.</p>
<p>Ele (o homem) já havia decido de que forma deveria ser feita a partilha dos bens e<br />
buscava apenas o apoio de alguém reconhecido de autoridade ou que tem<br />
influência sobre seu irmão para validar seu desejo sórdido. Mas Jesus adverte-o<br />
que: a boa vida não está nas quantidades de bens que se acumula.</p>
<p>Com essa advertência do versículo 15, Jesus conta então uma parábola para<br />
demonstrar a falácia que há nesse tipo de pensamento.</p>
<p>1-      O primeiro engano relacionado coma Avareza é que ela<br />
é <strong>contrária a lei divina</strong>.</p>
<p>Depois que o povo de Israel saiu do Egito liderados por Moisés, Deus ordenou a Moisés<br />
que se apresentasse a Ele no Monte Sinai pois de lá falaria com ele e lhe daria<br />
estatutos para o povo cumprir e assim viverem diante Dele. Assim Moisés recebeu<br />
de Deus as 10 leis que deveriam nortear a vida do povo de israelita.</p>
<p>Esses 10 mandamentos da bíblia, no Catecismo de Heidelberg de 1563, foram divididos<br />
em dois grupos. Um em relação a Deus (os 4 primeiros mandamentos) e outro em relação<br />
a vida comunitária (os 5 seguintes da lista, sendo o 6 sexto pouco claro quanto<br />
a aplicação) e nos dois grupos o pecado da avareza é identificado. No primeiro<br />
grupo é identificado como idolatria, afinal, idolatria é inverter ou ter alguma<br />
coisa em que se deposite confiança em lugar ou ao lado do único e verdadeiro<br />
Deus como concorda o texto de Paulo aos Efésios 5:5.</p>
<p>O coração minado pela avareza tende a “endeusar” coisas, pessoas ou bens, a<br />
despeito do único e verdadeiro Deus.</p>
<p>Corá, Datã e Abirão são exemplos do A.T. de homens contaminados pelo desejo de poder<br />
que decidiram ignorar a ordem estabelecida por Deus e fizeram um levante contra<br />
Moisés e seu irmão Arão. O homem que clama por justiça diante de Jesus,<br />
aparentemente o faz da forma mais justa possível, pois a lei mandava que assim<br />
procedessem aqueles que tivessem uma situação parecida. Mas a verdade é que ele<br />
movido pelo desejo de ter e ter mais, busca a Jesus como meio de satisfazer sua<br />
demanda,</p>
<p>Não muito diferente os nossos dias são marcados pela tônica do capitalismo<br />
consumista, onde por causa do desejo desenfreado pelo lucro (o fim) muitos usam<br />
todos os meios possíveis e necessários (ciência, política, forca militar, fé,<br />
etc.), quer seja financiado guerras e guerrilhas no continente africano,<br />
asiático e na américa do sul, quer seja vendendo medicamentos com validade<br />
expirada, ou ainda produzindo armas e doenças para assim venderem os antídotos<br />
e as baterias militares antiaéreas e afins, tudo para lucrarem e considerando<br />
as vítimas como danos colaterais.</p>
<p>A lei de Deus é a lei do Amor, e Jesus resumiu as 10 leis do A.T. em uma que se<br />
desdobra em duas: Ame a Deus amando o próximo. Mas para o avarento ou avarenta,<br />
seu “deus” são suas conquistas, seus ganhos, seus títulos, e o próximo é apenas<br />
o outro que é um concorrente a ser abatido e não é merecedor de nada do que<br />
conseguiu ou conquistou com muito esforço e suor.</p>
<p>A pregação enganosa da avareza é de que:  o<br />
que tenho é meu; ganhei-o com a minha força, como se pode compreender no<br />
monologo do rico da parábola nos versículos 17 e 18. Ele atribui a si mesmo a<br />
produção excedente dos seus campos ignorando que a terra e tudo que nela existe<br />
(ou que dela produz) são do Senhor e Ele dá a quem quer na medida que Ele mesmo<br />
decide; até sua própria vida, na verdade não é dele é emprestada de Deus, por<br />
isso ele deveria reconhecer a Deus como o verdadeiro dono de tudo que possuía e<br />
assim glorifica-lo com suas fazendas.</p>
<p>Mas, enganado pela avareza atribuiu a si mesmo tudo que na verdade veio de Deus.</p>
<p>2-      O segundo engano da avareza é que ela: <strong>é contrária a lei natural</strong>.</p>
<p>O solicitante de partilha, tinha em seu coração o desejo de acabar de uma vez por<br />
todas com os laços de relação que o unia a seu irmão, como salienta Kenneth<br />
Bailey (teólogo e pesquisador americano) em seu livro – A Poesia e o Camponês.<br />
Possivelmente ele só solicitou a Jesus porque não consegui chegar a um acordo<br />
amigável com seu irmão e tratando-se de uma divisão de terras (que é a<br />
possibilidade adiantada por Bailey), que era das situações que mais conflitos e<br />
divisões familiares causava nos povos daquela região, repartidos os bens entre<br />
os irmãos, possivelmente não haveria mais relacionamento entre ambos.</p>
<p>Movido pela compreensão de que é melhor ter as terras e os bens do que o amor de meu irmão,<br />
esse homem busca em Jesus um advogado, mas Jesus adverte-o que Ele não veio<br />
para ser um repartidor ou divisor social mas sim que Ele veio como<br />
reconciliador, da humanidade entre si e da humanidade com Deus.</p>
<p>Para o avarento o conceito de Sociedade ou Comunidade é pouco claro ou mesmo<br />
inexistente. Na argumentação de Adam Smith para a razão de ser da mão invisível<br />
da economia, está o individualismo. O indivíduo motivado por seu desejo<br />
ganancioso por mais, ira então empreender esforços para que seus anseios sejam<br />
concretizados sem necessariamente pensar na coletividade ou comunidade. Fruto<br />
do enriquecimento individual as sociedades também teriam um aumento de renda o<br />
que implicaria na riqueza da nação.</p>
<p>No nosso contexto de vida, as pessoas são valorizadas pelo que têm ou pela<br />
aparência. O “ser” deixou de ser importante e as pessoas são “coisificadas” e<br />
as relações quantificadas em termos de lucros e retornos financeiros. Vários<br />
são os exemplos das telenovelas onde Maria faz de tudo para separar Alberto de Ana<br />
com o intuito de se tornar sua esposa e assim também dona do império<br />
multimilionário de Alberto. A gula pelo dinheiro grita “ensurdecedoramente”<br />
mais alto que a doce voz do amor e assim aquilo que deveria ser algo tão belo e<br />
natural é descaracterizado pela avareza.</p>
<p>É motivo de muita conversa uma frase “twitada” por certo pastor e deputado<br />
federal a respeito de uma maldição contra os africanos. Questões teológicas e<br />
raciais a parte, maldição mesmo são os impérios construídos sustentados nos<br />
paraísos tropicais, financiados pelos diamantes de sangue da República<br />
Democrática do Congo e de Angola, maldição mesmo são as Ferraris, Lamborghinis,<br />
Audis, Mercedes e tantas marcas de automóveis onde desfilam crianças ao volante<br />
financiadas pelo tráfico de órgãos e pessoas nos continentes asiáticos e da<br />
américa do sul e central. Maldição mesmo é o pecado que impera nos corações<br />
obstinados pelo lucro e poder que vendem, roubam, traficam, matam e destroem<br />
vidas humanas indo contra a lei da convivência numa sociedade comunitária, onde<br />
apesar das diferenças de cor de pele (pois somos todos da raça humana), cor dos<br />
olhos e cabelo, grau de instrução ou ascendência, compartilhamos do mesmo<br />
planeta, dos mesmos recursos e das mesmas responsabilidades para com a vida na<br />
terra (o que é na verdade a primeira lei divina), fazendo de nos<br />
interdependentes.</p>
<p>Mas a avareza do rico da parábola dizia para ele que o que ele havia conseguido era<br />
dele e só para ele. Ele diz no verso 19 que tinha tudo para viver<br />
confortavelmente por longos dias, mas ele particulariza esse conforto. Apenas<br />
ele seria beneficiado. Ao seu redor poderiam existir várias pessoas no estado<br />
de pobreza, como era o contexto o daquela época, pois os historiadores vão<br />
apontar que a palestina não era a região que dava menos lucro ao Império romano<br />
não apenas por causa das restrições econômicas motivadas pela religiosidade do<br />
povo, mas também por o povo de fato vivia em pobreza (na região da sombra da<br />
morte) dedicando-se em sua maioria a pesca e a agricultura.</p>
<p>A convivência comunitária é preterida pelo avarento pois em sua avareza ele<br />
acredita que: o que tem é apenas para ele e só tem o suficiente para viver a<br />
boa vida para um. Enquanto Jesus ensinava a seus discípulos a se despojarem dos<br />
bens terrenos que pudessem atrapalhar e competir com o cumprimento da Missão.<br />
Ele advertiu certa vez a um que tinha duas túnicas que deveria repartir com<br />
aquele que não tinha nenhuma. Ele ensinou que um reino dividido não subsistira<br />
quando for atacado e só se unindo e sendo um esse reino teria vitória.</p>
<p>A pregação de Jesus é contrária a avareza porquanto ela ensina que a vida natural<br />
deve ser e só pode ser vivida em comunidade (pessoas cooperando juntas para o<br />
bem geral), onde o eu é substituído pelo nós. Ao ensinar seus discípulos a orar<br />
Ele diz Pai “nosso”, e vem a “nós”. O rico avarento disse “meus frutos”, “meus<br />
celeiros”, “minhas novidades”, “meus bens”, “minha alma”. Ele simplesmente<br />
tornou-se um planeta distante e autônomo sem nenhum semelhante à vista.</p>
<p>3-      O terceiro engano da avareza é de que: <strong>quanto mais melhor</strong>.</p>
<p>O evangelho de Marcos 8:36 registra a celebre pergunta de Jesus, “Pois, que<br />
aproveita ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?</p>
<p>A história registra vários reis e rainhas, imperadores, generais, políticos e<br />
leigos que conquistaram nações inteiras, reinos milenares, até mesmo quase<br />
continentes inteiros, mas que no final de sua vida reconheceram que para nada<br />
adiantavam tais conquistas pois o bem mais precioso que possuíam o haviam<br />
perdido.</p>
<p>Conta-se que nos últimos anos de vida Friedrich Nietzsche escreveu uma carta ao “Deus desconhecido” e nela ele reconhece não só a Deus mas também a sua insignificância perante o criador. Nietzsche conquistou<br />
multidões; Karl Marx, Vladimir Lenin e tantos outros conquistaram várias coisas<br />
mas no caminho perderam sua humanidade (que segundo Deus deve se voltar para<br />
ele em arrependimento) e ao fim de tudo suas vidas também.</p>
<p>Segundo Lucas, Jesus faz recurso a um jogo de palavras bem contundente para explicar a<br />
verdade a respeito da avareza. O homem rico diz que teve “<em>euphoreö</em>”, isso é abundância de bens, e com tal abundância viria<br />
então a “<em>euphrön</em>” a boa vida. E esse<br />
ainda é o pensamento de muitos.</p>
<p>Governos acreditam que produzindo mais poderão então dar as populações mais qualidade de<br />
vida, como é o caso do governo angolano que tem o slogan: “produzir mais para<br />
distribuir melhor” e o propagandistas do governo costumam vender a ideia de que<br />
a qualidade de vida em Angola aumentou tudo porque o PIB (produto interno<br />
bruto) também aumentou, mentindo descaradamente e confundindo as massas como se<br />
crescimento fosse sinônimo de desenvolvimento.</p>
<p>Vocês melhor do que eu podem dizer se o Brasil tem mais qualidade de vida. O governo<br />
brasileiro através da rede de televisão Globo está passando um comercial cuja<br />
suma é: “O Brasil não abandonou os pobres, por isso a pobreza está nos<br />
abandonando”. Mas importa ainda pensarmos de que pobreza se está referindo essa<br />
publicidade, pois se usarmos abordagem prática pobre vai significar uma coisa<br />
distinta se estivermos pensando mais em termos filosóficos.</p>
<p>Na bíblia mesmo, pobre é aquela pessoa que não conhece o amor de Deus nem desfruta<br />
da alegria de comungar com o próximo. Pobre mesmo, segundo a Palavra de Deus, é<br />
aquele rico que nem no crivo onde o camelo passou ele passa. O verdadeiro pobre<br />
para Deus não era o mendigo Lazaro mas sim o rico. Enquanto o homem rico da<br />
parábola acredita que a abundância de bens ira lhe proporcionar a boa vida,<br />
Deus o chama de “<em>aphrön</em>”, louco (sem<br />
mente, espírito e emoções). Pois na verdade esses bens lhe serviriam apenas<br />
aqui, e tal serventia nem sempre seria aprazível, pois tais riquezas aumentaria<br />
também suas responsabilidades e exigências.</p>
<p>E ignorando a eternidade, o avarento rico esqueceu o maior tesouro que o ser<br />
humano pode desejar em sua vida. Deus e seu amor.</p>
<p>E quando Deus interrompe o monologo desse avarento rico e decide emitir sua<br />
opinião, cobra dele o que é Dele por direito deixando assim, nosso avarento<br />
rico e o proponente da partilha sem um chão firma para se manter. Pois o<br />
avarento confunde quantidade com qualidade.</p>
<p><strong>Conclusão</strong>:</p>
<p>Vivermos em nosso contexto e cumprirmos a vontade da lei de Deus exige de nós uma<br />
renúncia constante, um tomar a cruz diário e seguir a Jesus em seu caminho<br />
contrários. As necessidades da vida são constantes e muitas vezes se mostram<br />
como verdadeiras muralhas intransponíveis, mas creiamos na lei do Senhor como a<br />
verdade pois ela revela o Deus fiel e poderosíssimo que vela por nós em todos<br />
os momentos.</p>
<p>Sabendo isso, vivamos com alegria celebrando a comunidade que se complementa,<br />
entrelaça, desafia, se renova e partilha das mesmas dadivas divinas e por isso<br />
deve compartilhar das graças que dos céus recebe, a fim de que independente do<br />
quanto temos ou venhamos a ter possamos nos alegrar pois maior tesouro temos em<br />
Deus, ali onde a traça e a ferrugem não destroem nem o ladrão pode alcançar, no<br />
coração de Deus e em seu amor tenhamos nossas esperanças, expectativas e a Ele<br />
dediquemos nossos esforços servindo seus filhos e filhas.</p>
<p>aluno da FTSA</p>
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		<title>No caminho da misericórida</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Mar 2013 17:36:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Sermão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermões]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem algumas experiências que marcam nossas vidas. Há oito anos atrás fui com meu antigo pastor a uma  assembléia da igreja em Maringá, e como seu carro estava com problemas ele pediu o do meu avô emprestado. Na volta pra Faxinal chovia muito, pista escorregadia, muita cerração, ele estava dirigindo há uns 80 km/h até [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">Existem algumas experiências que marcam nossas vidas.</p>
<p>Há oito anos atrás fui com meu antigo pastor a uma  assembléia da igreja em Maringá, e como seu carro estava com problemas ele pediu o do meu avô emprestado. Na volta pra Faxinal chovia muito, pista escorregadia, muita cerração, ele estava dirigindo há uns 80 km/h até que em uma curva o volante trava e passamos direto. Foi tudo muito rápido, um grande susto numa questão de segundos. Quando o carro parou olhamos um para o outro e vimos que ambos estavam bem. Então, ele saiu em busca de ajuda e eu fiquei dentro do carro, vendo a chuva cair e tudo o que tinha ao meu redor era o mato que<br />
cercava o carro. Depois de quase uma hora de espera chegaram algumas pessoas que moravam próximas ao local nos dizendo que já haviam visto muitos acidentes naquela curva, mas que éramos uns dos poucos que não haviam caído penhasco<br />
abaixo. Acho que não era “a minha hora”, rs. Quando sai do carro vi o que nos “parou”, um pedaço do tronco de uma árvore tinha nos segurado.</p>
<p>Uma estrada deserta, muita chuva, nervoso, com medo, perdidos, mas Deus providenciou pessoas para nos auxiliarem e hoje estou testemunhando de um dos milagres do Senhor na minha vida.</p>
<p>E olhando para o texto lido vemos um evento que com certeza marcou a vida daquele homem. Alguém que descia para Jericó, não sabemos muito a respeito dele, sua nacionalidade, se era rico ou pobre ou o que ele fazia. E de repente se vê numa cilada, sendo assaltado, espancado, ferido a ponto de ser dado como morto deixado à beira do caminho.</p>
<p>Jesus por onde passava ia carregando multidões e naquele dia não era diferente, as pessoas estavam ao seu redor ouvindo seus ensinamentos quando um doutor da lei se levanta para questioná-lo. A partir dali tem início o diálogo que antecede nossa parábola.</p>
<p>Ler Lucas 10 do verso 25 até o 29.</p>
<p>Não havia nada de novo no método de Jesus quanto ao uso das parábolas, era costume o uso delas nas sinagogas, de se usar situações ou coisas do cotidiano das pessoas afim de que pudessem assimilar seus ensinos.<br />
Naquele dia o Senhor transmitia uma mensagem aquelas pessoas. E hoje qual será sua mensagem para nós?</p>
<p>O caminho de Jerusalém para Jericó era de aproximadamente  27 km.<br />
Trajeto conhecido como o “Caminho de Sangue” por causa da insegurança e dos assaltos que eram freqüentes naquele lugar. Terreno íngreme, deserto, cheio de cavernas, local propício para criminosos se esconderem.  O caminho era bastante usado, por ser, então, a única subida do vale do Jordão para a Cidade Santa. Negócios, obrigações legais e religiosas faziam movimentar a estrada perigosa, onde os viajantes costumavam subir ou descer em grupos, para se protegerem. Muitos sacerdotes que prestavam serviços no templo de Jerusalém moravam em Jericó, assim como os levitas, que eram os serviçais e cantores do templo.</p>
<p>Poderíamos nos remeter a este caminho como todos o  faziam, um caminho de medo, de perigo e até mesmo de morte, mas hoje quero me  referir a esta passagem de forma diferente, agora como o <strong><em>Caminho da Misericórdia.</em> </strong>E  o que podemos aprender neste caminho? Convido você a passear comigo nesta estrada e sermos ministrados pelo Espírito Santo.</p>
<p><strong>NO CAMINHO DA MISERICÓRDIA</strong></p>
<p align="center"><strong>No Caminho da Misericórdia temos um encontro com a NECESSIDADE.</strong></p>
<p align="center"><em>Bem-aventurados<br />
os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.</em></p>
<p>O assunto central da parábola gira em torno de quem é o próximo do doutor da lei. Na verdade ele já tinha claro quem era o seu próximo, eram só familiares, os que tinham o mesmo sangue, os compatriotas observantes da Lei Mosaica, os pagãos que adotassem as leis, a fé e as tradições judaicas, desde que circuncidados. Ficavam excluídos os estrangeiros e os que exerciam<br />
certas profissões tidas por eles como impuras como a pesca, o pastoreio, curtimento de couro (e as demais que tivessem algum envolvimento com sangue), assim como os doentes, aleijados etc.</p>
<p>O que aquele fariseu queria era ouvir a opinião de Jesus, se ele era contra ou a favor das tradições judaicas para poder acusá-lo ou não.</p>
<p>Poderíamos aqui tentar justificar o sacerdote e o levita por não ajudarem aquele homem, devido a Lei, pois era ilícito tocar num morto, e afinal eles nem sabiam quem era ele. O fato é que o filtro o qual eles usavam para enxergar aquela cena era o da religião, da tradição do seu povo. Eles confiavam em si mesmos, consideravam-se justos e desprezavam os outros.</p>
<p>Lutero  já dizia: <em>“Um cristão enxerga em amor fraternal a necessidade das pobres almas em perigo, e não espera que&#8230; bispos lhe deem ordem ou cartas. Porque a necessidade rompe todas as leis e não tem lei”.</em></p>
<p>Não vivo eu, mas Cristo vive em mim. Precisamos agora enxergar com os óculos, com os filtros de Cristo. Ele olhava para as<br />
pessoas perdidas, como ovelhas sem pastor e se compadecia delas. Quantas vezes ao olharmos para a realidade daqueles que estão a nossa volta não sentimos ao mínimo vontade de ajudá-las em suas mazelas, sejam elas quais forem. Não nos<br />
colocamos no lugar delas, buscando sentir e vivenciar suas situações.</p>
<p>De acordo com o grego a palavra compaixão (<em>splagchnizomai</em>) significa ser movido pelas entranhas. Fala de algo que move de dentro para fora, que produz uma ação concreta que vai de encontro ao outro.</p>
<p>Quem é o outro? Quem devo ajudar? Quem é meu próximo?</p>
<p>À medida que caminhamos nessa vida, e nos deparamos com os que precisam de ajuda (espiritual, física e material), esses são os nossos próximos.</p>
<p>Onde há um necessitado, ali está o nosso próximo.</p>
<p>“O verdadeiro sentimento, de ser o próximo, não é uma questão de proximidade física, de local, mas de amor”.</p>
<p align="center"><strong>No Caminho da Misericórdia temos um encontro com a JUSTIÇA.</strong></p>
<p align="center"><em>Bem-aventurados<br />
os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.</em></p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong> </strong>A única justiça conhecida pelos fariseus e pelo seu povo era a praticada em nome da conservação da Lei e das tradições judaicas. Tudo ou todos que ferissem qualquer princípio seria passível de punição.</p>
<p>O samaritano assim como os judeus tinham suas tradições, suas leis. Eles obedeciam à mesma Torá que também diz que o seu próximo é o seu compatriota e consanguíneo. Ele está viajando na Judéia, ou seja, lugar menos provável de encontrar alguém que fosse seu próximo.</p>
<p>Aquele homem desconhecido, quase morto, mas um ser humano. Ali o samaritano demonstra um amor inesperado pela pessoa necessitada.</p>
<p>Naquele momento ele abriu mão de tradições religiosas, se era um inimigo do seu povo ou não, mas ele se deteu em ajuda-lo.</p>
<p>Quando todos passaram de longe, ele se aproximou. Quando o espancaram, ele atou-lhe as feridas, derramando azeite e óleo para amenizar as dores do necessitado. Quando o despiram, ele o vestiu. Quando o jogaram a beira do caminho, ele o colocou no seu próprio animal e o carregou até um lugar seguro. Quando levaram seus bens, ele pagou para que pudesse se recuperar.</p>
<p><em>“Nossa vocação é fazer justiça uns aos outros e não juízo uns dos outros”. (Paulo Junior – via twitter).</em></p>
<p>Podemos discutir coisas como pobreza e oportunidades de trabalho e, ainda assim, jamais auxiliar pessoalmente a alimentar uma família com fome nem ajudar alguém arrumar um emprego. Podemos discutir sobre a falta de amor e solidariedade e não sairmos dos discursos e músicas cantadas.</p>
<p>Como é fácil falar de ideais abstratos e deixar de resolver problemas concretos.</p>
<p><strong>No Caminho da Misericórdia temos um encontro com a OBEDIÊNCIA.</strong></p>
<p align="center"><em>Bem-aventurados os que ouvem a Palavra de Deus e a guardam.</em></p>
<p> Talvez até passou pela cabeça do sacerdote e do levita em ajudar aquele homem, mas poderia ser também uma emboscada para que eles por ventura fossem assaltados, mas nada justifica a negligência deles.</p>
<p>Não quero aqui fazer uma analogia com Jesus, a maioria dos autores que li, inclusive Karl Barth, também defendem a ideia de que Jesus não quis fazer uma pré-figuração Sua, mas seu intuito foi o de realmente falar a respeito do amor ao próximo. E é o que vemos no decorrer da parábola.</p>
<p>Um homem que tem seus afazeres, seus compromissos, suas crenças, que entende a necessidade de um semelhante. Arriscando ser o próximo alvo dos bandidos, podendo perder seus bens ou ser machucado também.</p>
<p align="center"><em>“A reconciliação que atravessa barreiras raciais, culturais e econômicas não é um aspecto opcional do evangelho”. (René Padilla)</em><em> </em></p>
<p>Somos chamados a amar o próximo e praticar a justiça. E isso vai além de qualquer barreira, seja em termos Denominacionais, políticos, ideológicos etc.</p>
<p>Sempre que nos propomos ajudar alguém estamos dizendo nas entrelinhas, eu me comprometo com você. E esse comprometimento requer de nós algumas atitudes como dispor do nosso tempo, do nosso descanso, do nosso lazer<br />
e quem está disposto a se comprometer com os problemas alheios? Quem está disposto a receber ligações em horários inadequados? Quem está disposto a chorar ou se alegrar com o próximo?</p>
<p>Lembro-me de um episódio na igreja, quando minutos antes de eu ministrar o louvor naquele domingo, apareceu na porta a Bete, uma mulher da rua, sempre suja, embriagada, que era sempre ajudada por uma senhora da nossa igreja. A Bete chegou perguntado pela D. Hanna e disseram que ela não estava, mas ela resolveu esperar. Quando vou com o pessoal na sala de oração dou de frente com ela, logo que me viu ela tentou me tocar, nisso me afastei com medo de que sujasse minha “linda” camisa azul. Meus irmãos e irmãs, os diáconos chegaram e a levaram de lá, mas quando dei conta de tudo aquilo e o<br />
que eu iria adorar de fato naquele culto, senti uma vergonha imensa, me ajoelhei, comecei a pedir perdão a Deus, por agir de uma forma tão mesquinha e hipócrita.</p>
<p>Por ventura não considerou Deus a humanidade o seu próximo?</p>
<p>Se comprometa em ajudar alguém, faça algo por uma pessoa.</p>
<p>Jesus nos diz ainda hoje, vá e faça o mesmo!</p>
<p>Algo que aprendi na FTSA e que nunca mais esquecerei é que o Cristianismo existe por causa do outro, sem o outro não existe<br />
Cristianismo. Viver para Deus significa viver para o outro.</p>
<p>Jesus ensinou nesta parábola que o cumprimento da Lei é o amor. Ele não veio para abolir ou revogar a Lei, mas para cumpri-la, para nos ensinar e praticar o amor uns aos outros.</p>
<p>Conclusão&#8230;</p>
<p><strong>No Caminho da Misericórdia nos encontramos com a NECESSIDADE.</strong></p>
<p><strong>No Caminho da Misericórdia nos encontramos com a JUSTIÇA.</strong></p>
<p><strong>No Caminho da Misericórdia nos encontramos com a OBEDIÊNCIA</strong>.</p>
<p>No evangelho de João, capítulo 13, verso 34, o Senhor diz aos discípulos que tem um novo mandamento para eles. Agora não é mais, ame o próximo como a ti mesmo, mas amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei.<br />
Que nisto conheceriam que de fato que eles eram seus discípulos, se tivessem amor uns pelos outros.</p>
<p>A partir deste novo mandamento as coisas mudam drasticamente, pois fala de um amor sacrificial, de um amor que exige entrega.<br />
Uma entrega que vai de encontro ao que tem uma NECESSIDADE, uma entrega que é agente da JUSTIÇA e uma entrega que nos leva a OBEDIÊNCIA.</p>
<p>Oração&#8230;</p>
<p>Convido você neste momento a abaixar sua cabeça, ter um<br />
momento de reflexão, porque muitas vezes seguimos uma lista de regras,<br />
esperamos que alguém faça algo por aquele que precisa de ajuda; quantas vezes nossos<br />
olhos contemplam os necessitados, mas nosso coração está tão distante; quantas<br />
vezes jogamos a responsabilidade para quem deveria de fato ajudar e não faz<br />
nada; quantas vezes não trocamos nossa zona de conforto para entrar num campo<br />
de batalha por um necessitado; quantas vezes&#8230;</p>
<p>Senhor, minha oração é que assim como esta Palavra falou<br />
a minha indiferença, ao meu comodismo e falta de atitude, que fale a outros<br />
corações e mentes que me ouviram e que possamos de fato nos lembrar da missão<br />
que temos, enquanto servos e servas do Teu Reino, de transformar a vida de<br />
pessoas. Amém!</p>
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		<title>Eu sou um sem vergonha</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2013 14:25:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Sermão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermões]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelístico]]></category>

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		<description><![CDATA[Afirmação Teológica: Uma das grandes verdades deste texto bíblico é esta: o cristão verdadeiro não tem vergonha de falar de Jesus Cristo, o autor da salvação. O Apóstolo Paulo relaciona os MOTIVOS de seu orgulho pelo Evangelho: 1. O Evangelho é o poder de Deus &#8211; vs 16 O poder de Deus não está no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Afirmação Teológica: Uma das grandes verdades deste texto bíblico é esta: o cristão verdadeiro não tem vergonha de falar de Jesus Cristo, o autor da salvação. O Apóstolo Paulo relaciona os MOTIVOS de seu orgulho pelo Evangelho:</p>
<p>1. O Evangelho é o poder de Deus &#8211; vs 16<br />
O poder de Deus não está no jejum, nas orações, nas confissões ou nas denominações.<br />
O poder de Deus está no Evangelho.</p>
<p>2. O Evangelho é&#8230; para a salvação de todo aquele que crê -  vs 16<br />
Jesus não discrimina ninguém.<br />
A salvação é para todas os povos, culturas e raças.</p>
<p>3. O Evangelho é a revelação da justiça de Deus &#8211; vs 17<br />
Uma justiça que é pela fé, do princípio ao fim.</p>
<p>Conclusão<br />
Assim como o Apóstolo Paulo, nós também devemos ter orgulho do Evangelho, pois o Evangelho&#8230;<br />
- É o poder de Deus<br />
- É&#8230; para &#8230;</p>
<p>Ronaldo Franco<br />
Fonte: <a href="http://www.sitedopastor.com.br/">http://www.sitedopastor.com.br/</a></p>
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		<title>Tudo ele tem feito esplendidamente bem</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2013 14:19:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Sermão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sermões]]></category>
		<category><![CDATA[Vida Cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Jesus nos ensina a fazer tudo esplendidamente bem. Se realmente queremos cumprir a nossa missão na vida com excelência, precisamos ter as mesmas ATITUDES de Jesus. 1.      Jesus se envolvia com a aflição dos aflitos &#8211; Atitude: Envolvimento. ·  Ele ouviu a súplica dos suplicantes. ·  Ele conversou com eles em particular. ·  Ele, literalmente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jesus nos ensina a fazer tudo esplendidamente bem. Se realmente queremos cumprir a nossa missão na vida com excelência, precisamos ter as mesmas ATITUDES de Jesus.</p>
<p>1.      Jesus se envolvia com a aflição dos aflitos &#8211; Atitude: Envolvimento.</p>
<p>·  Ele ouviu a súplica dos suplicantes.<br />
·  Ele conversou com eles em particular.<br />
·  Ele, literalmente, pegou o cego em suas mãos, botou “a mão na massa” (&#8220;comprou&#8221; o problema dele).</p>
<p>Se envolver com a igreja e com a religião é fácil e, muitas vezes, até gostoso.</p>
<p>Envolver-se com os problemas dos outros, é algo bem diferente, difícil, mas é o que Deus espera de nós (Leia Mateus 25.31-46).</p>
<p>2.      Jesus buscava forças no Pai &#8211; Atitude: Dependência de Deus.</p>
<p>·  Olhou para o céu.<br />
Forças, depois de um dia de trabalho, de uma semana cansativa.<br />
Forças para carregar a sua própria cruz.<br />
Forças para ajudar a carregar a cruz do outro.<br />
Força (poder) para fazer a obra, cumprir sua missão.</p>
<p>&#8220;Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece&#8221; – Filipenses 4.13. Muita gente usa este versículo para dizer que pode tudo (ter carro e casa nova, por exemplo) mas nunca pensam em ajudar os aflitos. Alegam que podem tudo, menos ser útil, ser bênção para os outros, ser como Cristo.</p>
<p>3.      Jesus amava as pessoas &#8211; Atitude: Amor</p>
<p>·  Suspirou de amor e compaixão (por isso o Pai sempre ouvia as suas orações).<br />
·  Curou o surdo (que imediatamente também começou a falar).</p>
<p>Poder e autoridade sobre os demônios e as enfermidades – Mt 10.1<br />
E para atender ao pobre e necessitado (ex.: multiplicação dos pães), visitar os enfermos e os presos etc.<br />
Determinação e amor ao próximo.</p>
<p>Conclusão<br />
Se queremos fazer uma obra esplendidamente bem, temos que ter as mesmas atitudes de Jesus:<br />
Envolver-se com a aflição dos aflitos, pedir forças ao Pai e suspirar de amor e compaixão pelos que sofrem.<br />
Deus seja louvado!</p>
<p>Ronaldo Franco<br />
Fonte: <a href="http://www.sitedopastor.com.br">http://www.sitedopastor.com.br</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dimensões do cuidado: amor fraternal, amor que se humilha</title>
		<link>http://www.sermao.com.br/estudos-biblicos/dimensoes-do-cuidado-amor-fraternal-amor-que-se-humilha/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2013 14:10:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Sermão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos Bíblicos]]></category>
		<category><![CDATA[Sermões]]></category>
		<category><![CDATA[Pastoral]]></category>

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		<description><![CDATA[Cuidado: múltiplas dimensões na Bíblia. É integral (ainda que seja redundância dizer isso). Esse texto enfoca um: o amor que se humilha em prol do outro. Fico pensando em como esse tema pode ser atrativo. Desisto de pensar e de tentar. Do ponto de vista de “atração” é o pior tema que poderíamos estudar. Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cuidado: múltiplas dimensões na Bíblia. É integral (ainda que seja redundância dizer isso).</p>
<p>Esse texto enfoca um: o amor que se humilha em prol do outro. Fico pensando em como esse tema pode ser atrativo. Desisto de pensar e de tentar. Do ponto de vista de “atração” é o pior tema que poderíamos estudar. Mas está na essência do Evangelho, que é o lugar da vergonha, dos despossuídos. Mas como viver isso numa cultura em que apenas o podium é celebrado? Numa cultura do custo mínimo possível e da vantagem máxima possível?</p>
<p>Comentando o texto:</p>
<p>O que Paulo pede aqui, em tom pastoral, não é nada fácil. Apela a denominadores comuns da fé.</p>
<p>(v. 1) “Se há” = se vocês sabem o que é isso, se já ouviram falar, se viram algumas vez, ainda que de relance&#8230; Quero saber se isso existe entre vocês!</p>
<p>Exortação (zelo, cuidado &#8211; “disciplino a quem amo”), consolação (estímulo na fé), comunhão no Espírito, ternos e entranhados afetos e misericórdias.</p>
<p>(v. 2) Então, “Completai a minha alegria” &#8211; benefício dele mesmo em nome de laços comuns.</p>
<p>Recomendações</p>
<p>Nutram aspirações em comum (v. 2, 5).<br />
Aqui entram: pensar a mesma coisa, ser unidos de alma e ter o mesmo sentimento.</p>
<p>(v. 5) Ele pede para que alimentemos o mesmo sentimento que houve em Jesus (hino, 6-11).</p>
<p>Nesse caso, as diferenças devem ser suprimidas em nome de um mesmo: Cristo.</p>
<p>Cristo deve ser o MDC (Máximo Denominador Comum) de todas as nossas aspirações.</p>
<p>Evitem ao máximo o orgulho (v. 3).<br />
Partidarismo = tomar partido facciosamente, criando picuinhas, divisões.</p>
<p>Vanglória = orgulho de quem só faz na busca do mérito e da glória para si.</p>
<p>Orgulho é um grande câncer na vida da igreja e do ser humano. Instaura competitividade e, em conseqüência, a inimizade entre as pessoas e com Deus.</p>
<p>C. S. Lewis disse que é o grande pecado: “o mais completo estado da alma anti-Deus”.</p>
<p>O antídoto para o orgulho: humildade (v. 4).</p>
<p>Mas, para ser humilde, antes é preciso reconhecer que somos orgulhosos.</p>
<p>Antes de passar a “considerar os outros superiores a si mesmo”, há que se reconhecer o quanto queremos ser superiores aos outros.</p>
<p>Antes de passar a ter em vista mais o que é dos outros, é necessário avaliar nosso nível de egocentrismo.</p>
<p>Ora, como podemos querer cuidar dos outros, em amor, senão conseguimos “cuidar” de nós mesmos, buscando se auto-conhecer, se auto-examinar, fazendo a média ponderada de “quem sou eu”?</p>
<p>Conclusão</p>
<p>Quando paramos para avaliar, podemos começar a percorrer o caminho da kenosis &#8211; esvaziamento, humilhação, retorno à nossa humanidade, cruz, morte.</p>
<p>Assumir uma postura como a de Cristo é admitir que devemos ser servos: que se encarnam, amam, sofrem e dão a vida pelos outros.</p>
<p>A pergunta final é a pergunta do começo: “Há entre nós” esses denominadores comuns?</p>
<p>Se sim, haverá gente disposta a nutrir o mesmo sentimento que houve em Cristo e seguir as suas pegadas.</p>
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		<title>Os verdadeiros significados do Natal</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Dec 2012 15:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Sermão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Pastor Josias Moura Lucas 2:7,10-13 1. Introdução Ao entrar em um Shopping fiquei deslumbrado com os efeitos produzidos pelas luzes, que apontavam diretamente para um imenso pinheiro enfeitado com caixas embrulhadas em papéis multicoloridos… Ao lado da árvore estava uma manjedoura com um boneco de uma criança, ao seu lado um casal… Do outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Pastor Josias Moura</p>
<p>Lucas 2:7,10-13</p>
<h1>1. Introdução</h1>
<p>Ao entrar em um Shopping fiquei deslumbrado com os efeitos produzidos pelas luzes, que apontavam diretamente para um imenso pinheiro enfeitado com caixas embrulhadas em papéis multicoloridos… Ao lado da árvore estava uma manjedoura com um boneco de uma criança, ao seu lado um casal… Do outro lado do pinheiro havia uma casa toda coberta de pequenas lâmpadas, ao seu lado um trenó puxado por renas, e dentro da casa um homem vestido de vermelho, com longas barbas brancas… Um gorro vermelho na cabeça… um saco vermelho nas costas…</p>
<p><strong>O quadro, trouxe-me à consciência o fato de que estamos às vésperas do Natal…</strong></p>
<p>Sinceramente percebemos que cada ano que se passa as representações se tornam mais confusas, a ponto de o significado do Natal estar cada vez mais sendo esquecido em detrimento dos novos personagens que compõem esta nova história’: Papai Noel, Mamãe Noel, luzes, enfeites, presentes, comércio, banquetes…</p>
<p>Então demos conta que no nascimento de Jesus, o Cristo, as circunstâncias também não eram diferentes… O fato que mudou a história da humanidade aconteceu na periferia de uma pequena vila, e os personagens mais próximos eram pastores de ovelhas, e alguns misteriosos reis do oriente… Nada de opulência! Nada de luzes! Nada de enfeites! Havia presentes, sim! O mais importante dos presentes! Aliás, o único que O Aniversariante continua esperando dos seres humanos: o LOUVOR!</p>
<p>Quero compartilhar com você algumas mensagens encontradas na Bíblia acerca do Natal.</p>
<h1>2. QUAIS OS VERDADEIROS SIGNIFICADOS DO NATAL:</h1>
<h2>I Precisamos dar lugar para Cristo. 2:7</h2>
<p>Lucas 2:7:  e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.</p>
<p>Que fato impressionante, temos aqui! Não havia lugar para o Filho Deus. Em toda Belém, não havia lugar para Ele.</p>
<p>Ninguém foi capaz de oferecer sua casa para Cristo. A cidade estava cheia de turistas ocupados com o recenseamento. Também haviam muitos comerciantes preocupados com os lucros que poderiam ganhar naquele momento. Porém, ninguém tinha um lugar para oferecer ao Filho de Deus.</p>
<p>Como é comum vermos pessoas hoje tendo a mesma atitude para com Cristo. “Não tenho tempo de ir a Igreja”. “Tenho a vida muito ocupada, nunca me sobra tempo para Deus”. É comum vermos pessoas dizerem isto quando falamos sobre Igreja e Deus. De fato, nos dias atuais não há lugar para Cristo em muitos corações dominados pelo amor ao dinheiro e a uma vida de sucesso material.</p>
<p>Neste Natal pergunto a você sobre qual tem sido o Espaço que Deus tem encontrando na tua vida. Jesus quer encontrar mais lugar na tua vida neste natal.</p>
<h2>II A Vinda de Cristo nos traz salvação, 2:11</h2>
<p>Lucas 2:11  é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.</p>
<p>Jesus é chamado de Salvador. É importante entendermos como o nosso Salvador nos vê: <em>“Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor.” (Mateus 9:36 RA)</em><em></em></p>
<p>Jesus nos vê com compaixão, Ele vê as nossas aflições, nossa exaustão física e espiritual. Diante das nossas fraquezas e necessidades ele propõe-se a ser o nosso Salvador e libertador.</p>
<p>Jesus, teu salvador te chama: <em>“Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias”. Is. 55:3</em></p>
<p>Jesus, nosso salvador, ainda diz: <em>“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”. Mt. 11:28</em></p>
<h2>III A vinda de Cristo nos ensina a importância das coisas simples da vida. 2:12</h2>
<p>Lucas 2:12  E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.</p>
<p>O filho de Deus, não nasceu em palácios, e sim num lugar simples, numa manjedoura. A manjedoura nos mostra que nosso relacionamento com Deus, baseia-se na simplicidade.</p>
<p>Em Lucas 10:21 Jesus fala sobre a necessidade de simplicidade e humildade na relação com Deus<em>:  “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos…. </em>”.</p>
<p>A manjedoura é um símbolo da simplicidade. Precisamos ser simples em nosso relacionamento com Deus, e com as pessoas.</p>
<p>No mundo de hoje, há muitas pessoas apegadas a coisas. Ao carro, ao emprego, ao dinheiro. O homem simples está mais apegado a Deus. Ele pode até ser próspero, mas seu coração está no Reino de Deus.</p>
<h1>3. conclusão</h1>
<p>Neste Natal, o maior aniversariante esta esperando receber o seu presente. O maior presente que poderemos dar a Cristo é a nossa vida, o nosso compromisso e amor pelo seu Reino.</p>
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