A religião no Brasil

O mundo moderno achou que se livraria facilmente da religião e que a “ignorância” humana seria substituída pela ciência e tecnologia. Isso foi um engano tremendo.

Estamos presenciando a cada dia que passa o papel que a religião desempenha no mundo. Vemos os radicais islâmicos matando até mesmo outro islâmicos. Conservadores atacando os liberais. Liberais desistindo da verdade do evangelho. Ateus fazendo de tudo para convencer pessoas que Deus não existe. Gente abandonando a igreja e gente se afiliando a uma igreja.

Ou seja, a religião continua e continuará fazendo parte da história da humanidade.

Quando voltamos os olhos especialmente para a religião no Brasil vamos encontrar uma confusão generalizada. Igrejas de todos os tipos e para todos os tipos de pessoas. Igrejas que beiram o ridículo, igrejas com cultos que parecem um carnaval, igrejas frias, igrejas fervorosas.

A pregação do evangelho de hoje está tão descaracterizada que quase não vemos Jesus nesse evangelho pregado. A Bíblia é usada para fundamentar o que a pessoa quer ou tem em mente. Os textos bíblicos são usados de forma aleatória. Além do mais, a pregação carece de estudos, de exegese. Não se faz uso das ferramentas de análise do texto sagrado.

A igreja renovada é um sonho que vai ficando sempre distante. Como renovar se as pessoas insistem em ver a igreja como um depósito de mercadorias divinas? Como renovar se as pessoas insistem em receber benefícios divinos?

As áreas de precisam de renovação estão esquecidas, tais como: oração, meditação, evangelização, estudos bíblicos, escola dominical etc.

Se existe esperança?

Naturalmente que ninguém pode perder as esperanças de um renovo, de um novo tempo, de um novo momento ou quem sabe de uma nova reforma. Para que isso aconteça é necessário olhar para a história do cristianismo. Em todos os momentos de renovação foi preciso que alguém pagasse um preço para que isso acontecesse.

Esse é o dilema atual. A nossa geração é a geração da folga, da tranquilidade, paz e amor, da religião voltada para o ego humano, para o prazer, para o sentimentalismo, para o diálogo que não leva a nada.

Eu diria que uma verdadeira renovação deveria começar nos púlpitos das igrejas. As tribunas eclesiásticas devem ser o lugar do grande evento cúltico. Uma exposição rigorosa e profunda da Palavra de Deus. Uma exposição autêntica das Escrituras.

Fica então o desafio aos pastores, pastoras, ministradores da Palavra de Deus.

Sem isso, o vazio se instalará completamente.

Antonio Carlos Barro

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