Introdução
- Neste mês de agosto estamos refletindo sobre o tema: “Princípios de Autoridade”, que está baseado no Salmo 62:11: “Uma vez Deus falou, duas vezes eu ouvi, que o poder pertence a Deus”. Cremos que toda autoridade no universo pertence ao Senhor, pois o poder pertence a ele. Na realidade foi Deus quem instituiu todas as autoridades (Romanos 13:1).

- Apenas para relembramos, no primeiro domingo do mês (06/08) refletimos sobre a Autoridade Suprema, a soberania de Deus; no domingo passado (13/08) refletimos sobre a Autoridade na Família e suas implicações na vida de pais e filhos; neste domingo, pela graça de Deus, vamos refletir sobre a autoridade na igreja.

- Alguns motivos levam-nos a compartilhar com a igreja este tema tão importante: 1. Entendermos como a autoridade é exercida e praticada na igreja. 2. Estamos a uma semana das eleições de oficias (Presbíteros – Presbíteras/ Diáconos – Diaconisas), sendo importante, uma compreensão bíblica para participarmos desse momento tão importante na vida da igreja. 3. Entendermos porque devemos ser submissos às autoridade constituídas na igreja.

- Quando falamos de autoridade na igreja, estamos falando de algo que emana das mãos de Jesus, pois em Mateus 28:18-20 Jesus afirma que toda autoridade nos céus e na terra lhe foi dada (v.18). No v.19 somos comissionados para a pregação do Evangelho, somos revestidos dessa autoridade, isso significa que Jesus delega essa autoridade a todos os crentes e devemos exercê-la como Cristo (Filipenses 2:5-11), sendo servo. Isso é tão relevante que até dentro das grandes multinacionais e empresas do mundo inteiro, tem se enfatizado a necessidade do exercício da autoridade através da postura de servo (O livro “O Monge e o Executivo”). Algo que parece uma novidade foi pregado e anunciado por Jesus a cerca de 2000 anos!

- Ao lermos 1 Tessalonicenses 5:12-13 temos algumas considerações de Paulo que podem nos ajudar a compreendermos a autoridade na igreja, pois ele aconselha a igreja em sua postura para com aqueles que exercem autoridade, sua liderança. O que aprendemos com a exortação de Paulo a esta igreja?

I – Devemos respeitar a liderança escolhida por Deus (v.12)
- Paulo é enfático, claro e direto, dizendo que a igreja deve respeitar sua liderança, aqueles que trabalham entre eles (tessalonicenses) (v.12). Quem são essas pessoas para nós? Para nós são os pastores, superintendentes de área, supervisores, líderes de célula, presbíteros e diáconos. É sobre esta liderança que estamos nos referindo.

- Mas o que significa respeitar? Com toda certeza é considerar, é tratar bem, é ter estima, enfim, é valorizar. O Dicionário Aurélio define: “Tratar com reverencia ou acatamento; honrar. Ter em conta; considerar. Cumprir e acatar”. Uma das expressões que nos chamou a atenção foi o ter em conta, considerar, cumprir e acatar. Nesse sentido, gostaríamos de definir respeito à orientação que encontramos em Hebreus 13:17 (Obediência e Submissão).

- Devemos respeitar nossa liderança espiritual por um motivo muito relevante: eles não foram escolhidos por homens, mas sim, pela vontade soberana de Deus. Sempre que lemos o livro de Atos, nos impressiona o respeito que a igreja tinha para com sua liderança espiritual. Em Atos 2:42 lemos que a igreja se dedicava a receber o ensino dos apóstolos. No capítulo 4:36-37 José, um levita de Chipre, mais conhecido como Barnabé depositou o dinheiro da venda de uma propriedade sua aos pés dos apóstolos.

- Porque será que a igreja em Atos tinha esta postura? Porque eles respeitavam os apóstolos como líderes escolhidos por Deus (Lucas 6:13-16), pois foi Jesus quem delegou essa autoridade a eles, foi Cristo, a quem Paulo se refere como a cabeça da Igreja (Colossenses 1:18). Podemos dizer que Jesus governa através de pessoas escolhidas por ele. Na realidade, toda liderança de uma igreja é escolhida por Deus (1 Coríntios 12:28; Efésios 4:11). Basta nos lembrarmos da escolha de Matias como apóstolo no lugar de Judas Iscariotes (Atos 1:21-26) e também da escolha de Barnabé e Paulo para serem missionários da igreja de Antioquia, ao serem escolhidos pelo Espírito Santo (Atos 13:1-3).

- A igreja deve respeitar sua liderança, pois a mesma foi escolhida por Deus. Porém, da mesma forma que a igreja deve respeitar (obediência e submissão) sua liderança, como Paulo escreve em 1 Coríntios 16:15-16, a liderança não pode se esquecer que essa escolha de Deus não é motivo de soberba, não legitima opressão às ovelhas, o querer “mandar” nas pessoas, porque possui uma autoridade delegada por Jesus. A liderança foi escolhida por Deus para servir ao rebanho (1 Pedro 5:1-3).

II – Devemos reconhecer o trabalho realizado pela liderança (v.13ab)
- Ao iniciar o v.13 Paulo lança mão de algumas expressões para salientar a importância do reconhecimento da igreja para com sua liderança, por parte do trabalho realizado. A Bíblia Viva traduz o v.13 assim: “Tenham grande consideração por eles e dêem-lhes o seu amor de todo coração, porque eles estão se desgastando para ajudar vocês…”. Entende-se reconhecer por valorizar e aprovar.

- Paulo aconselha-nos, como igreja, a valorizar e reconhecer aqueles que trabalham entre nós e orienta-nos que o líder é reconhecido e respeitado como liderança pelo que ele faz. Neste caso, Paulo enfatiza que a liderança dos tessalonicenses estava trabalhando no ensino da igreja e guiando na caminhada (vv.12-13).

- Paulo em sua exortação à igreja de Tessalônica, incentiva os cristãos a reconhecerem o trabalho de seus líderes, tanto a liderança passada, quanto a atual (Hebreus 13:7). Como as horas mal dormidas dos pastores e pastoras, devido ao atendimento de pessoas; o empenho dos diáconos e diaconisas em entregar aquelas cestas básicas; a dedicação dos presbíteros e presbíteras reunidos como Conselho por horas para decidirem assuntos de extrema relevância para a caminhada da igreja; homens e mulheres, líderes de células, que pastoreiam os membros, orando e visitando; e supervisores e supervisoras que semanalmente visitam células e cuidam de seus líderes.

- Na Bíblia não vemos nenhum exemplo de homens e mulheres que são reconhecidos por Deus e pelo seu povo, sem terem feito algo no sentido de serviço. Samuel quando estava no Templo se preparando para o serviço do Senhor, já tinha o reconhecimento do povo de Israel (1 Samuel 3:20). Quando Estevão e outros seis cristãos foram escolhidos pela igreja para a função de servidores da mesa e distribuição das doações recebidas pela igreja, eles tiveram seus ministérios reconhecidos pela igreja (Atos 6:3-5). Aqui na 1ª IPI de Londrina sempre nos lembramos de um pastor, que serviu esta igreja por décadas, Reverendo Jonas Dias Martins. Ele, em vida, foi reconhecido pelo seu rebanho, porque serviu, porque realizou um trabalho para Deus. As ovelhas reconheciam nele a autoridade de líder não pelo título de Reverendo, que é importante, mas sim, pelo que ele fazia.

- Como igreja devemos reconhecer o trabalho realizado por nossa liderança. Paulo nos mostra em 1 Timóteo 3:1-13 e Tito 1:5-9, como reconhecer um líder e as principais posturas e característica que os que almejam servir a Deus na liderança da igreja devem possuir, para serem reconhecidos pela igreja.

III – Devemos viver em paz com nossa liderança (v.13c)
- Quando Paulo está escrevendo esta carta para os cristãos da igreja de Tessalônica, ele está preocupado em fazer algumas considerações finais no capítulo 5, em especial dos vv.12-28, porém nos vv.12-13 há uma orientação específica do relacionamento da igreja para com sua liderança, dentro disso, ele finaliza o versículo: “Vivam em paz uns com os outros”.

- Sobre esta expressão a Bíblia Viva diz: “E lembrem-se: Proibido Desavenças entre vocês”. William Hendriksen comentando esta expressão escreveu o seguinte: “Em conexão com o que precede imediatamente, isso deve significar: “Parem com as reclamações. Em lugar de criticar constantemente os líderes, segui suas instruções, de modo que a paz (nesse caso: ausência de dissensão) venha reinar”.

- Quando nos reportamos ao povo de Deus no Antigo Testamento, nos lembramos do povo de Israel e seu líder Moisés, em vários momentos desde a saída do Egito até a chegada na terra prometida por Deus. Pessoas se levantaram contra a liderança de Moisés causando tumultos, discussões e murmurações que, entre outras coisas, levaram o povo de Deus a peregrinar por quarenta anos no deserto, impedindo que aquela geração tomasse posse da promessa (Êxodo 14:11-12; Êxodo 16:3; Êxodo 17:6-7; Números 16:41; 1 Coríntios 10:1-10).

- Se não vivemos em paz uns com os outros e com nossa liderança, estamos em desacordo com a vontade de Deus. Nunca se esqueça que quando alguém tem algum conflito, reclamação ou murmuração contra sua liderança espiritual é com o próprio Deus que está se levantando (Êxodo 16:6-8). Muitos cristãos querem questionar a autoridade espiritual de seus líderes, causando tensões dentro da igreja, promovendo dissensões, partidarismo e murmurações. Porém, Paulo é taxativo em seu ensino, dizendo que devemos viver em paz, que é proibido desavenças.

- A paz é fruto do espírito (Gálatas 5:22). O salmista nos exorta no Salmo 34:14: “Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança”. Uma igreja que não vive em paz com sua liderança está propensa a perder o foco, por isso sempre em suas cartas Paulo ressalta isso, como em Romanos 12:18: “façam todo o possível para viver em paz com todos”. 1 Coríntios 14:33; 2 Coríntios 13:11; Efésios 4:3; 2 Timóteo 2:22 e a carta pastoral de Hebreus 12:14.

Conclusão

- Ao meditarmos a respeito do tema “A Autoridade na Igreja”, percebemos que o exercício de liderança em todos os níveis da igreja (liderança de células, oficiais da Igreja e pastores), vem de Jesus.

- Aprendemos que por crermos e entendermos essa autoridade: devemos respeitar a liderança escolhida por Deus, devemos reconhecer o trabalho realizado por essa liderança e devemos viver em paz com nossa liderança.

- Que Deus nos abençoe e nos ajude a colocarmos em prática esses conselhos que encontramos em 1 Tessalonicenses 5:12-13 e a respeitarmos esse princípio de autoridade, pois o mesmo foi projetado e arquitetado por Deus. Em nome de Jesus, Amém!

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