Sermões e estudos bíblicos para sua edificação.

INTRODUÇÃO:

1. A Ceia do Senhor, é uma ordenança dada à Igreja pelo próprio Senhor Jesus, e visa manter a unidade dos membros do Corpo de Cristo.

2. Nesta noite, estaremos participando da Ceia do Senhor. “QUEREMOS VER ALGUNS ENSINOS SOBRE A CEIA DO SENHOR, COM BASE NO TEXTO LIDO”:

I – A CEIA É UMA ORDENANÇA DE CRISTO PARA SUA IGREJA

VS. 23

“Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão”

1. Temos a instituição em Mt 26.26-30, “26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. 27 A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos; 28 porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. 29 E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai. 30 E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras”. Evidentemente que a Ceia não foi uma idéia de Paulo ou de qualquer outro apóstolo, mas uma criação de Cristo para sua Igreja.

2. O “eu” é enfático no texto. Ele destaca a autoridade de Paulo como interprete e representante de Cristo. Paulo apenas interpreta a vontade de Cristo para a Igreja. Não acrescenta nada!

II – A CEIA É UM SIMBOLISMO

VS. 24-25

“24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. 25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim”.

1. Há dois elementos importantes, Pão e Vinho:

a. Pão, Jo 6.48-51, “48 Eu sou o pão da vida. 49 Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. 50 Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não pereça. 51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne. Jesus é o Pão da Vida. Isto simboliza o sustento espiritual. Quando o Pão é partido, significa que o Corpo de Cristo foi partido por nós. Isto deve ser feito em “memória de mim”, ou seja em lembrança a tudo quanto Jesus fez.

b. Vinho. O vinho, neste caso, representa o sangue de Cristo:

- Rm 3.25, “25 a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;

- A expiação no V.T., era por meio do sangue de animais, Hb 10.1-5, “1 Ora, visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes, com os mesmos sacrifícios que, ano após ano, perpetuamente, eles oferecem. 2 Doutra sorte, não teriam cessado de ser oferecidos, porquanto os que prestam culto, tendo sido purificados uma vez por todas, não mais teriam consciência de pecados? 3 Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, 4 porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados. 5 Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste”. Na nova aliança, houve mudança. O sangue de Cristo cumpriu todo ritual de sacrifício.

III – A CEIA DO SENHOR É UM ATO SÉRIO

VS. 27

“Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor”.

1. “Não podemos participar dela indignamente”:

a. Participar indignamente, é participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios, 1 Co 10.14-21, “14 Portanto, meus amados, fugi da idolatria. 15 Falo como a criteriosos; julgai vós mesmos o que digo. 16 Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo? 17 Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão. 18 Considerai o Israel segundo a carne; não é certo que aqueles que se alimentam dos sacrifícios são participantes do altar? 19 Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? 20 Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. 21 Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”.

b. Participar indignamente, é faltar com o respeito, reverência, I Co 11.17-23, “17 No primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, vieram os discípulos a Jesus e lhe perguntaram: Onde queres que te façamos os preparativos para comeres a Páscoa? 18 E ele lhes respondeu: Ide à cidade ter com certo homem e dizei-lhe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos. 19 E eles fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa. 20 Chegada a tarde, pôs-se ele à mesa com os doze discípulos. 21 E, enquanto comiam, declarou Jesus: Em verdade vos digo que um dentre vós me trairá. 22 E eles, muitíssimo contristados, começaram um por um a perguntar-lhe: Porventura, sou eu, Senhor? 23 E ele respondeu: O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá”.

c. Participar indignamente, é estar com problemas com outro irmão do Corpo de Cristo, Mt 5.23-24, “23 Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta”.

2. Por isto é necessário fazer um exame interior, Vs. 28, “Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice”. Caso não haja um concerto diante do Senhor, o participante indigno estará sujeitos às seguintes conseqüências:

a. “Torna-se culpado do Corpo de Cristo”. Isto eqüivale dizer que esta pessoa “profanou”, “violou”, “pecou contra”, o Corpo do Senhor, Vs. 27, “Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor”.

b. Cai na “própria condenação”. Temos aqui a idéia de “punição”, “um veredicto judicial com sentença condenatória”, Vs. 29, “pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Este juízo é visto no vs. 30.

c. Ficará fraco em seu corpo físico, “Eis a razão por que há entre vós muitos fracos…”.

d. Ficará doente, “…e doentes…”

e. Acabará sendo morto, “…e não poucos que dormem”.

CONCLUSÃO:

1. Há muita responsabilidade para aqueles que participam da Mesa do Senhor. É necessário que você faça um exame introspectivo, antes de comer o Pão e beber o “Cálice”.

2. Caso você não está disposto a perdoar seu irmão e insistir em tomar a Ceia do Senhor, todas as maldições citadas poderão cair sobre sua vida.

3. O melhor não é deixar de participar da Ceia do Senhor, pois quem assim faz, Jesus disse que não tem parte com Ele, Jo 6.53, “Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram e, contudo, morreram; quem comer este pão viverá eternamente”.

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Quando levamos a sério a celebração da Ceia do Senhor, usamos de determinadas linguagens:
A LINGUAGEM DE COMEMORAÇÃO (v.25)
Paulo diz isso: “Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim”, ou seja, “para que pensem novamente em mim.” Como precisamos de memoriais! Sim; precisamos de memoriais para que nos lembremos de quem somos, daquilo que somos, porque estamos aqui, e aonde estamos indo. Quando nosso país joga na Copa, os memoriais brasileiros se apresentam por todos os lados: é a bandeira do Brasil sendo desfraldada. E não existe sentimento maior, e quem já passou por isso o sabe, que estar num outro país, e se emocionar com o verde-amarelo tremulando nos mastros com outras bandeiras. Isso se chama filia, o amor cívico, patriótico. Não é doença, não: é patriotismo mesmo!
A LINGUAGEM DA COMUNHÃO (vv. 17-20)
Sim; há uma comunhão espiritual pela lembrança de Cristo na cruz, e pela nossa identificação com essa cruz: a minha cruz, não de Cristo, mas a minha cruz! Paulo também está enfatizando a harmonia da Ceia, a qualidade de vida espiritual, a unidade da igreja, e quando celebramos com seriedade a Ceia, é isso o que estamos proclamando!
A LINGUAGEM DA CONSAGRAÇÃO (vv. 27-29)
Quando celebramos a Ceia usamos esse tipo de linguagem. “De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do cálice”. Interessante que a Ceia do Senhor não torna ninguém melhor: ninguém vai sair melhor porque tomou a Ceia do Senhor. E, no entanto, há um paradoxo: o irmão pode sair pior se tomou a Ceia do Senhor indignamente! É o que Paulo diz, por essa razão é dever de cada um solene e seriamente examinar-se sobre quais são os seus interesses e propósitos quando se aproxima da Mesa do Senhor.
Philip Henry diz que o crente quando for participar da Ceia deve fazer três perguntas:
- Que é que eu sou? Filho de Deus, salvo pelo sangue de Jesus? Lavado pelo Seu sangue?
- Que é que eu tenho feito? Minhas mãos estão limpas, ou manchadas. Meu coração está limpo, ou borrado, sujo?
- Que é que eu desejo? Quais os meus sonhos evisões, que almejo na Causa de Jesus Cristo?

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