Introdução

Temos sempre experimentado como crentes e como Igreja o cumprimento de todas as promessas que Deus tem feito para nós em sua Palavra. Por isso, nossa gratidão quando celebramos o 68º aniversário da nossa Igreja em Londrina e o 103º aniversário da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Deus tem sido e continuará fiel à sua igreja.
A fidelidade de Deus pressupõe e exige a nossa fidelidade como filhos dele. Por esse motivo, a primeira mensagem de uma série, com base nas cartas envidas às igrejas da Ásia, tem como texto básico a exortação de Jesus à igreja de Esmirna: “Sê fiel até à morte” (Ap 2.10). Estaremos atentos à afirmação nas cartas às sete igrejas: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
Na carta à igreja de Esmirna, registrada em Apocalipse 2.8-11, o Espírito Santo nos ensina preciosas lições sobre a FIDELIDADE.

1ª – A FIDELIDADE EXIGIDA.

Jesus, o Senhor da Igreja, exorta: “Sê fiel até à morte…” (2.10). A fidelidade faz parte do caráter do cristão como filho de Deus: “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo” (1 Tm 2.13). Portanto, crente infiel é contradição de termos.
Fidelidade a despeito das circunstâncias. A fidelidade cristã não nos isenta de dificuldades. Pelo contrário: “Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3.12; Jo 15.19; 16.33). Em Esmirna havia muitos judeus que eram ricos, influentes e hostis aos cristãos. O sofrimento vinha de dentro; os judeus e os cristãos tinham a mesma raiz na aliança feita com Abraão (Gl 3.29). Jesus nos ensina que a igreja deve ser fiel:
 Nas tribulações. Ele conhece a tribulação (2.9) que é como um peso que oprime os cristãos. A igreja é fiel nas tribulações porque a “tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm 5.3-5). As tribulações levam os crentes à maturidade.
 Na pobreza. O Senhor conhece também a pobreza dos seus filhos (2.9). A palavra traduzida por pobre (ptojia) significava pobreza extrema, a falta de coisas essenciais à vida. Os judeus viam a prosperidade como bênção e a pobreza como maldição. A Bíblia, no entanto, diz que os pobres são bem-aventurados (Lc 6.20). São participantes das riquezas de Cristo (2 Co 8.9; Rm 8.16-17).
 Prisão (2.10). Os erminenses perseguiam os cristãos instigados pelos judeus, que pertenciam à sinagoga de Satanás (Jo 8.39, 41, 44). Mais tarde o bispo Policarpo foi martirizado por causa da sua profissão de fé (155).
Jesus encoraja os cristãos para que permaneçam fieis: “Não temas as cousas que tens de sofrer” (2.10). O tempo da provação seria curto. O tempo da nossa peregrinação é breve comparado com a eternidade. Por isso, somos confortados pelas Escrituras (2 Co 4.17-18; Rm 8.18).

2ª A FIDELIDADE É POSSÍVEL EM CRISTO
Fidelidade a Roma.
A cidade de Esmirna era conhecida no mundo antigo pela sua fidelidade a Roma. Por isso, era sempre favorecida pelo poder imperial. Os cristãos eram perseguidos porque se recusavam a participar do culto ao imperador. As religiões tinham liberdade desde que demonstrassem sua fidelidade ao império, participando desse culto.
Fidelidade a Jesus
Os cristãos se recusavam a fazer a confissão “César é Senhor” porque, para eles, só Jesus era “o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver” (2.8). Confessavam a divindade de Jesus, porque em Isaías 44.6 e 48.12, a afirmação “Eu sou o primeiro e eu sou o último” é feita pelo Senhor (Javé) referindo-se a ele mesmo. Mas Jesus também morreu por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação. Ele é Todo-Poderoso e compassivo.
Fidelidade pela graça de Jesus
a) Ele é Deus e soberano sobre os reis da terra. Sejam quais forem os nossos sofrimentos, seremos finalmente vitoriosos em Cristo; b) Ele se encarnou para morrer em nosso lugar. Por isso, ele sofreu tudo o que o ser humano pode sofrer e se compadece das nossas necessidades (Hb 4.15-16); c) Cristo venceu a morte pela ressurreição e esse poder da ressurreição já opera em nós e faz tudo além do que pedimos ou pensamos (Ef 3.20). Pela graça de Jesus podemos permanecer fieis em qualquer situação.

3ª – A FIDELIDADE É RECOMPENSADA POR JESUS.
A recompensa da vida eterna.
As palavras do Senhor são claras: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (2.10). Para sermos aprovados como cidadãos do Reino de Deus, precisamos ser provados pelo Rei. Por isso, Tiago escreveu: “Feliz é aquele que nas aflições continua fiel!. Porque, depois de sair aprovado dessas aflições, receberá como prêmio a vida que Deus promete aos que o amam” (Tiago 1.12).

A recompensa do galardão
Paulo fala da coroa da justiça reservada aos que cumprem cabalmente o seu ministério e que amam a vinda do Senhor (2 Tm 4.7-8).
O uso adequado dos talentos nos dá acesso ao grande banquete com o Senhor (Mt 25.21).

Conclusão
O Cristo ressuscitado e glorioso nos faz grandes ofertas e uma grande exigência! Mas ele vem morar, pelo Espírito Santo, em nossos corações, para nos fortalecer interiormente para que sejamos fieis em quaisquer circunstâncias e herdeiros da vida eterna! Ele nos chama à fidelidade e ele nos capacita a sermos fieis.

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