A promessa de Deus sempre nos leva de volta ao paraíso

Neste sermão vamos aprender que a promessa de Deus sempre nos leva de volta ao paraíso.

OBJETIVO: A partir de Abraão, mostrar o que a promessa de Deus me leva para perto Dele.

Texto: Gn 12.1-3

INTRODUÇÃO

Primeiramente, iremos entender um pouco das circustÂncias em que ocorre o chamado de Abrão, que em Gn. 17 Deus o chama de Abraão

 – A CRIAÇÃO

Todo o livro de Gênesis é construído com base na problemática da criação e queda (Gn 1-3). Deus cria com um propósito: Relacionamento com Deus, com nós mesmos, com o próximo e com a criação. Além disso, Deus cria uma forma de funcionar a vida, com leis físicas e sociais. O ser humano precisava seguir as regras do jogo. Contudo o homem comeu do fruto do conhecimento do bem e do mal e não pergunta mais para Deus o que é certo e errado, adora ele se acha o deus de si mesmo. Assim, é expulso do jardim.

– A TORRE DE BABEL

O que acontece agora? No jardim Deus mandava, mas aqui fora o ser humano constrói a cidade e aqui “ele manda”. O jardim foi construído a imagem de Deus e a cidade a imagem do homem.Assim, surge a torre de Babel. Os seres humanos achando que serão igual a Deus. Nesse momento, Deus mostra que tanto no jardim quanto na cidade, ele é soberano. Ele criou a vida. Só haverá vida, a partir o momento em que o ser humano entender que é preciso ouvir o criador.

TRANSIÇÃO: Assim, a proposta hoje é entender a promessa que Deus fez a Abrão, o pai da fé, e aplica-la em nossa vida nos dias de hoje. Vemos isso a partir de 3 aspectos:

 1 – O CHAMADO DE ABRÃO: SAIR DA TERRA DOS PAIS

Hoje, quando imaginamos um filho saindo da casa dos pais é normal. Contudo, naquela época não era. A família era constituída por um clã patriarcal (EXPLICAR). Nesse sentido, sair da casa, era sinônimo de um começo sem qualquer estrutura.

Assim, quando Deus chama a Abrão, exige dele uma grande escolha e, ao mesmo tempo uma grande FÉ. Deus está disposto a se reconciliar com o ser humano mas não quer começar um povo modelo a partir dos rebeldes que saíram da torre de Babel. Deus quer formar um novo povo obediente a sua palavra. Isso é tão forte que Sara, Rebeca e Raquel, Esposas de Abrão, Isaque e Jacó, eram estéreis. Deus está nos mostrando que ele foi quem formou aquela nação e não o ser humano. Sem a ação Dele, não averia povo.

Abrão não foi perfeito, ao contrário, falhou muito. Quando foi ao Egito mentiu que Sara não fosse sua esposa, disse ser sua irmã. Ao invés de esperar a promessa de Deus, deitou-se com Agar, serva de Sara, e isso gerou Ismael. Mas quando Deus pediu Isaque no sacrifício, ele levou. Assim fé não é crer, mas obedecer a Deus. Jesus diz em João 14.21: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”.

Se viermos à igreja, participarmos de todos os cultos, saber de cor todos os louvores, chorar, pregar, orar, profetizar, falar em línguas, ou qualquer coisa relacionada a isso, e não guardar os mandamentos de Jesus, NÃO TEMOS FÉ. As nossas atitudes precisam demonstrar a nossa fé.

Aplicação: A partir desse encontro com Deus, a vida de Abrão mudou radicalmente e toda ela passou a ser em função da fé em Deus. A fé tem que produzir transformação em nós, se não produzir, jamais seremos cristãos, jamais seremos igreja e, consequentemente, o Espírito Santo e o Reino de Deus não estão em nossas vidas. Deus não quer alguém perfeito, quer alguém obediente.

Transição: Depois de falar para Abrão sair da sua terra, ele ainda faz mias promessas, a primeira delas é que faria dele uma grande nação e seu nome seria grande.

2 – FAREI DE VOCÊ UMA GRANDE NAÇÃO E SEU NOME SER GRANDE

GRANDE NAÇÃO

Para o povo daquela região naquela época, a vida era a luta pela sobrevivência. Viviam em busca de terra, água, comida e abrigo/segurança. Abrão era seminômade, e migravam de acordo com as estações do ano em busca da vida. Quando Deus promete que seriam uma grande nação, Deus está dizendo que eles iriam para uma terra que lhes daria as condições básicas para ter vida e crescer a população. Além disso, uma nação populosa teria mais pessoas para lutar por seu território quando algum outro povo tentasse invadi-los.

NOME GRANDE

É comum ver relatos no antigo testamento de pessoas que viveram 300, 400 ou 500 anos. Matusalém, por exemplo, a bíblia relata que viveu 969 anos. Como era uma sociedade patriarcal, esses anos não são literais, mas a respeito da família. (EXPLICAR). Dessa forma, quando Deus fala para Abrão que seu nome seria grande, está dizendo que não iria se acabar ao longo da história, pois Deus sempre iria lhe suscitar descendência. O Senhor vai cuidar e sustentar a sua descendência.

Aplicação: Quando Deus nos chama para ser igreja, ele nos une a essa descendência de Abraão que foi confirmada em Jesus Cristo. A bíblia nos ensina que nosso nome enquanto igreja de Cristo será grande e também seremos populosos. Deus não vai nos desamparar, vai cuidar e sustentar a sua igreja, que somos nós. Jesus fala em Mateus 16.18 que “e as portas do inferno não prevalecerão contra a sua igreja”.

Transição: Por fim, iremos ver a última promessa que Deus fez a Abrão nesse trecho: Ser benção para todas as famílias da terra.

3 – SERÁ UMA BENÇÃO PARA TODAS AS FAMÍLIAS DA TERRA

Ser benção para todas as famílias da terra ou para todas as nações é o ponto alto da promessa que Deus fez. É o grande propósito de Deus para a salvação dos seres humanos e de toda a criação. É levar todo o ser humano de volta ao “Éden”, ao paraíso. Deus escolhe Abrão, através dele forma o povo de Israel, ensina-o o seu caráter, o modo de vida de acordo com sua vontade para que a vida e a salvação chegassem a todos. Assim, através desse povo todas as nações fossem abençoadas e reconciliadas com Deus.

Será que isso tem alguma semelhança com a igreja? Jesus diz em Mateus 5.13-14: “Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte”.

Mateus 28.19-20: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

Aplicação: Nesse sentido, benção não são carro, casa, porta de emprego, ou qualquer coisa material. Benção é ver a palavra de Deus se cumprindo na vida do outro. Benção é a família restaurada. Benção é a transformação de caráter. Benção é a mudança de vida.

Transição: Para concluir, o que entendemos da promessa?

CONCLUSÃO

Ao invés de pedir as bênçãos de Deus, eu preciso ser benção na vida do outro. Assim, a promessa Deus na minha vida é levar o outro para o paraíso. Levar o outro para Deus.

Autor: Pr. Claudinê Perim Tomitão Jr.

Visite: http://www.ejesus.com.br

Claudine Jr é aluno do curso de Teologia Presencial da FTSA

 

 

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Sobre Antonio C. Barro

É professor da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina. Formado em teologia, com mestrado e doutorado pelo Fuller Theological Seminary, nos Estados Unidos. É o criador e editor do blog cristão: www.coisado.com.br

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