A nossa herança em Cristo

Ora, se somos filhos, somos também herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo – Rm 8.17

Ficamos entusiasmados quando temos plena consciência do que somos e temos em Cristo. Essa consciência e esse entusiasmo nos motivam a uma vida de serviço que resulta em crescimento. Isto contribui para alcançarmos o nosso objetivo em 2008: Crescermos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo (Ef 4.15).
O nosso texto, Romanos 8.14-30, nos ensina que somos filhos e, sendo filhos, somos herdeiros de Deus. Que realidade! Somos príncipes e herdeiros do Reino. O que tudo isto significa? Qual a nossa herança em Cristo?

O DIREITO DE FILHOS DE DEUS

Jesus é filho único do Pai (João 3.16), mas, através da fé nele, recebemos o direito de nos tornarmos filhos de Deus (João 1.12). Além de filho unigênito, Jesus se torna também o primogênito da família de Deus (8.29).
Além disso, ao crermos em Cristo, recebemos o Espírito Santo, o qual nos leva a um relacionamento íntimo e afetivo com o Pai celestial (8.15) e nos dá convicção de que somos filhos de Deus (8.16). Não somos escravos para vivermos com medo, mas somos filhos, família do Pai celestial, herdeiros de Deus e príncipes do seu Reino. No tempo certo, tomaremos posse desse reino (Mateus 25.31-34).
Cabe a nós vivermos, no presente, com a nobreza de príncipes do Reino. Esta é a exortação bíblica (Efésios 4.1-3). Crescemos à medida que o nosso testemunho atrai vidas para o Reino e contribuimos para o crescimento da família de Deus.

O PRIVILÉGIO DE SOFRER COM CRISTO

O sofrimento de Jesus foi inevitável e necessário, pois, como Filho de Deus, viveu e serviu num mundo que jaz no maligno. Com os seus discípulos não pode ser diferente (8.17b). Ele mesmo disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros -João 15.20). Esse tipo de sofrimento é nossa herança em Cristo.
Portanto, para o cristão, sofrer com Cristo e pela justiça é privilégio (Filipenses 1.29) e motivo de alegria (Colossenses 1.24; Mateus 5.11-12). Quando isto acontece, estamos na boa companhia de Jesus e dos profetas que viveram antes de nós. Se acontecer o contrário, estaríamos na companhia dos falsos profetas: Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas – Lucas 6.26.
O Pai celestial encontra nos seus filhos não as afeições da carne (Gl 5.19-21), mas do Espírito (Gl 5.22-23). Mesmo tendo as primícias do Espírito (8.23), vivemos, como filhos de Deus, no contexto da criação que geme por causa da corrupção do pecado (8.20-22), Não há como fugir desse sofrimento; Jesus não fugiu, mas enfrentou o sofrimento na cruz. O Espírito de Cristo, que em nós habita, transforma os gemidos dos crentes (8.23) em orações eficazes (8.26-27) e gera neles a convicção de que tudo coopera para o bem dos que amam a Deus (8.28).
O sofrimento do crente, como herança em Cristo, significa dores de parto que geram os valores do reino nas situações concretas em que vivem no dia-a-dia (Cl 1.24,29). Cada pessoa que realmente se converte, cada rebelde que se rende ao senhorio de Cristo, é o resultado dessas dores de parto. Isto produz alegria real e verdadeira (João 16.21-22).

A ESPERANÇA DA GLÓRIA EM CRISTO

“Se com ele sofrermos, para que também com ele sejamos glorificados” (8.17). O caminho da glória sempre passa pela experiência da cruz, mas “os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com a glória por vir a ser revelada em nós” (8.18).
O gemido em nosso íntimo continua até a nossa adoção como filhos adultos, até a redenção do nosso corpo (8.23). A nossa esperança ultrapassa as coisas visíveis e penetram na eternidade (8.24-25). Com paciência aguardamos o dia quando o veremos como ele é, porque seremos semelhantes a ele (1 João 3.1-2) e quando o nosso corpo de humilhação será transformado na semelhante ao corpo glorioso do Senhor (Filipenses 3.20-21). Como diz um dos nossos hinos: “Numa esfera de glória e de luz, junto a Deus nos espera Jesus”.
Essa esperança nos enche de motivação para servirmos ao Senhor, aos irmãos e ao mundo. O nosso crescimento será conseqüência desse trabalho motivado pelo amor, pela fé e pela esperança.

CONCLUSÃO
A nossa maior herança, no entanto, é o próprio Filho de Deus. “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas” (8.32). Que esse imensurável amor do Pai nos motive a trabalhar com alegria para a promoção do Reino de Deus no mundo.

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