Introdução

Encerramos hoje a nossa série de mensagens sobre a importância e o significado da adoração e do louvor.
A experiência do rei Josafá, registrada no nosso texto, é semelhante à experiência de Paulo e Silas em Filipos, Enquanto adoramos e louvamos, Deus age libertando pecadores das trevas do pecado, como fez em Filipos, ou derrotando os inimigos que se levantam contra o seu povo, como aconteceu nos dias de Josafá.
Josafá revelou-se como um líder temente a Deus (2 Cr 17), mas que também errou quando fez aliança com Acabe, o rei de Israel (2 Cr 18-19.1), o que motivou a repreensão do vidente Jeú: “Por isso, caiu sobre ti a ira da parte do Senhor” (2 Cr 18-19.2ª). Apesar da reforma que ele fez em seu reino (2 Cr 19.4-11), a guerra pode ter sido a manifestação da ira de Deus por causa da aliança que ele fez com o iníquo rei Acabe. Nesse contexto, talvez o medo diante da ameaça, tenha sido mais temor a Deus do que temor do inimigo (20.1-3). Apesar dos seus erros, Josafá era temente a Deus. Quando tememos os homens ficamos paralisados. Esse temor mina as nossas energias, rouba a nossa coragem e nos leva à fuga diante das ameaças. O temor de Deus, pelo contrário, nos leva a enfrentar as ameaças com oração, com jejum, com adoração e com louvor, como fez Josafá nessa guerra vitoriosa. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Aprendamos, portanto, com Josafá, AS ATITUDES DE UMA PESSOA TEMENTE A DEUS

I – A BUSCA DE DEUS PELA ORAÇÃO E JEJUM
Todos nós estamos sujeitos a receber más notícias (20.1-2) e a enfrentar o dia mau (Efésios 6.13). A grande multidão que vem contra nós pode ser ameaça contra a segurança, o emprego, o futuro, conflitos na família e no trabalho etc. Para Josafá, a multidão estava a 50 quilômetros de distância.
O medo de Josafá (20.3), era o temor de um homem reto e que fazia a vontade de Deus, apesar das fraquezas (aliança com Acabe). Esse temor o levou a buscar a Deus com oração e jejum. Nenhum de nós está acima do bem e do mal. Por isso, nas provações, ao invés da revolta ou fuga, tenhamos a atitude correta de buscar a Deus com oração e jejum, como fez Josafá.
Josafá orou em comunhão. Jesus nos ensinou esse princípio em Mateus 18.19. Nessa oração, devemos reconhecer a soberania de Deus (20.6), as nossas fraquezas e a nossa dependência de Deus (20.12). Josafá e o povo são transparentes na oração. O jejum reforça a atitude de dependência. A bênção e o socorro do Senhor são mais importantes que a comida.

II – A OBEDIÊNCIA ÀS INSTRUÇÕES DE DEUS
Em resposta às orações e ao jejum, Deus enviou a mensagem profética (20.14-17). As instruções são precisas: a) A luta é de Deus, não dos homens (20.15; Êxodo 23.20-22; Isaías 54.17); b) somos instruídos para ação (20.16; 20.20; Tiago 4.7); c) Devemos nos posicionar com firmeza (20.17; Efésios 2.6; 6.10, 13). Somos vitoriosos na nossa posição em Cristo. Depois de vencermos tudo, permanecemos inabaláveis na nossa posição.
Somos vitoriosos quando cremos na Palavra de Deus e seguimos as suas instruções. As aramas da nossa milícia não são carnais, mas espirituais, poderosas em Deus para destruir sofismas e fortalezas (2 Coríntios 10.3-6; Efésios 6.14-20). Lutemos com essas armas e seremos vitoriosos.

III – A LUTA NO ESPÍRITO DE ADORAÇÃO E LOUVOR
A fé na mensagem profética leva à adoração (20.18) – Josafá prostrou-se diante de Deus, com o rosto em terra; todos os moradores prostraram-se e o adoraram . A atitude autêntica de fé não precisa ver para crer. Crê na Palavra. Quem crer, disse Jesus, verá a glória de Deus (João 11.40).
A adoração inspira o louvor (20.19). Os levitas louvaram a Deus com voz alta sobremaneira. Expressão de alegria. Fé na vitória. Alegria na esperança.
Estratégia do louvor. Estratégia incompreensível para o mundo. Inusitada. Os cantores marchavam na frente do exército, repetindo o refrão: “Rendei graças ao Senhor, porque a sua misericórdia dura para sempre” (20.21). Não houve instruções para essa estratégia. Nasceu no coração povo. Precisamos ter coração de adoradores.

Conclusão
Enquanto o povo adorava e louvava, marchando em direção aos inimigos, estes se destruíram mutuamente (20.22-24). Somos vencedores quando o nosso foco está em Deus, não nos inimigos.
O resultado é a alegria pela vitória e o desfrute das ricas bênçãos que Deus tem para nós (20.25-28). O Vale da bênção é lugar de alegria, de regozijo pela vitória. Estamos conclamando a todos para um dia de oração e jejum em favor do Hospital Evangélico de Londrina (terça-feira, 02/05/06). Teremos o nosso Vale da Bênção.

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