As (nossas) Crises Existenciais

Neste sermão vamos aprender sobre as nossas crises existenciais.

Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?

PARTE I – Sintomas de crises existenciais

A definição de crise existencial é: “um momento no qual o ser humano questiona os próprios fundamentos de sua vida: se esta vida possui algum sentido, propósito ou valor”.

Assim sendo, para ter crises existenciais uma coisa é necessária, isto é, estar vivo. Ao que consta, nenhum morto tem crise existencial. Olhando assim, eu diria, que é melhor ter crises do que não ter.

De acordo com um artigo que eu li, existem cinco principais sintomas que caracterizam a maioria das crises existenciais:

  1. Ansiedade e cansaço mental
  2. Não tem vontade de estar com ninguém
  3. Pessimismo e desânimo
  4. Se sente perdido no mundo
  5. Alterações do apetite

Talvez tenha gente, eu conheço algumas, que não tem nada disso. Na longa estrada da vida, acionaram o piloto automático e navegam numa velocidade controlada e aparentemente nada as abalam. Aparentemente.

PARTE II – Crises existenciais na jornada da vida

Não sendo psicólogo e nem da área médica eu diria:

  1. Algumas crises existenciais são passageiras. Elas são frutos de eventos que ocorrem, produzem crises, mas assim que os eventos deixam de existir, a pessoa se recupera. Exemplo: perdi o emprego e agora o que vai ser da minha vida? Quando encontra um novo emprego, a pergunta deixa de existir.
  2. Algumas crises existenciais vão e voltam. São crises resultantes de eventos que são solucionados, mas que vez por outra alguma coisa nos faz recordar aqueles eventos e a gente entra em crise por um tempo, mas logo some. Elas vão e voltam.
  3. Algumas crises existenciais são perenes. Tem crises que não vão embora nunca. Poucos admitem isso, mas é verdade. São crises que se tornam companheiras da jornada. Eu diria que elas se tornam nossas amigas. Como companheiras, a gente tem que aprender a conviver com elas. Ao fazer amizade com essas crises, elas não nos abalam tanto porque se tornam cúmplices em nossa jornada. Por isso, é importante conversar com a alma sobre elas: “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim?”.

PARTE III – Jesus e as crises existenciais

Assim, usando o que sabemos de Jesus e o que ele pensa de nós vamos caminhando. O que sabemos de Jesus e o que Jesus pensa de nós são verdades imutáveis e nenhum evento pode modificar isso. Se a crise questiona isso, diga para ela que está tudo bem porque sabemos em quem temos crido e ele é fiel. Provavelmente teremos que dizer isso para a alma até o fim da vida.

Agora, se chegamos num ponto em que a amizade com a crise existencial não está dando conta, então é importante procurar ajuda de um profissional experiente. O apoio de profissionais e amigos verdadeiros são bênçãos de Deus em nossa jornada. Não tenha o menor receio de dizer “eu preciso de ajuda”.

CONCLUSÃO

Finalmente eu diria que a vida com a crises existenciais é o sinal mais profundo da nossa humanidade. Assim sendo, não sejamos e não pensemos mais do que devemos a respeito de nós mesmos.

Ser humano é humano ser.

Autor: Antonio Carlos Barro

Visite: http://www.ejesus.com.br

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Sobre Antonio C. Barro

É professor da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina. Formado em teologia, com mestrado e doutorado pelo Fuller Theological Seminary, nos Estados Unidos. É o criador e editor do blog cristão: www.coisado.com.br

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