ML 3.6-12, “6 Pois eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos. 7 Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatutos, e não os guardastes. Tornai vós para mim, e eu tornarei para vós diz o Senhor dos exércitos. Mas vós dizeis: Em que havemos de tornar? 8 Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. 9 Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta nação toda. 10 Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança. 11 Também por amor de vós reprovarei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; nem a vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do tempo, diz o Senhor dos exércitos. 12 E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos exércitos”.

INTRODUÇÃO:

1. Malaquias escreveu seu livro por volta do ano 430, no tempo de Neemias. Ele enfrentou alguns problemas, tais como:

a. Negligência e indiferença ao culto no Templo.

b. Abuso dos líderes (sacerdotes), nas cerimônias religiosas, Ml 1.7-8, “7 Ofereceis sobre o meu altar pão profano, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que pensais, que a mesa do Senhor é desprezível. 8 Pois quando ofereceis em sacrifício um animal cego, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou o doente, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos exércitos”.

c. O povo não estava cumprindo seus deveres religiosos e os dízimos eram negligenciados.

d. Predominavam os casamentos mistos, acompanhados por uma vertiginosa queda nos padrões morais.

2. Porém, mesmo diante destes problemas e de outros enfrentados pelo profeta, havia um grupo fiel ao Senhor, Ml 3.16, “Então aqueles que temiam ao Senhor falaram uns aos outros; e o Senhor atentou e ouviu, e um memorial foi escrito diante dele, para os que temiam ao Senhor, e para os que se lembravam do seu nome”. O texto escolhido fala sobre a negligência do povo em relação ao dízimo. Ser negligente nos dízimos e nas ofertas, significa amargar sérias conseqüências. Vejamos nesta noite: “As Conseqüências de Não Sermos Dizimistas”:



I. DESVIO DOS OBJETIVOS DIVINOS

Vs. 7-8

1. A reclamação quanto ao desvio dos objetivos, incluía desde os tempos passados: “Desde os dias e nossos pais, vos desviastes…”, (7). Quase sempre, o que vivemos hoje é conseqüência de erros e fracassos de nossos antepassados. Mas isto não deve ser justificativa para nos corrigirmos.

2. Embora, os antepassados do povo de Deus, tiveram influências más sobre o povo, eles também tiveram influências boas:

a. Abraão, Gn 14.20, “E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo”.

b. Jacó, Gn 28.22, “então esta pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo”.

c. Abraão e Jacó, foram dizimistas antes mesmo de qualquer exigência legal.

3. Deus deseja que seu povo corrija seus objetivos, para um relacionamento mais profundo com Ele: “Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós…”, (7). Uma passagem semelhante é Zc 1.3-4, “1 No oitavo mês do segundo ano de Dario veio a palavra do Senhor ao profeta Zacarias, filho de Berequias, filho de Ido, dizendo: 2 O Senhor se irou fortemente contra vossos pais. 3 Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor dos exércitos: Tornai-vos para mim, diz o Senhor dos exércitos, e eu me tornarei para vós, diz o Senhor dos exércitos. 4 Não sejais como vossos pais, aos quais clamavam os profetas antigos, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: Convertei-vos agora dos vossos maus caminhos e das vossas más obras; mas não ouviram, nem me atenderam, diz o Senhor”. Os pais haviam desprezado ao Senhor e o povo estava no mesmo caminho. Sempre há tempo de um retorno aos objetivos divinos.

4. Para se corrigir os objetivos, é necessário que admitamos nossos erros. O que não acontecia com os israelitas. Vejam a pergunta insolente deles: “Em que havemos de tornar?”. Coisa pior do que o pecado é quanto o povo de Deus peca, e não admite seus pecados. Há pessoas que se julgam “santos”, jamais receberão as bênçãos de Deus. Atitude semelhante encontramos no capítulo 1.6-8, “6 O filho honra o pai, e o servo ao seu amo; se eu, pois, sou pai, onde está a minha honra? e se eu sou amo, onde está o temor de mim? diz o Senhor dos exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que temos nós desprezado o teu nome? 7 Ofereceis sobre o meu altar pão profano, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que pensais, que a mesa do Senhor é desprezível. 8 Pois quando ofereceis em sacrifício um animal cego, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou o doente, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos exércitos”.

5. Vamos corrigir nossos passos para trilharmos os objetivos divinos.



II. SER CONSIDERADO “LADRÃO”

Vs. 8-10

1. O verbo traduzido por “roubar”, indica a idéia de “tomar a força”. Poderia também ter a idéia de “tirar vantagem”, “lograr”.

2. De fato, quanto o crente não entrega seu dízimo, está roubando, logrando a Deus. O dízimo, é “Santo ao Senhor”. É do Senhor, Lv 27.30, “30 Também todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das árvores, pertencem ao senhor; santos são ao Senhor”.

3. Se o dízimo é de Deus, não nos pertence. Devemos obedecer os critérios da Palavra de Deus, para entregá-lo fielmente ao Senhor:

a. Deve ser trazido para a casa do Senhor, onde ele será administrado, (10), “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança”.

b. Não posso desviá-lo, ou gastá-lo a meu bel prazer, pois não é meu.

c. Não posso também reter uma parte, pois continuarei sendo ladrão. Estarei mentindo a Deus e a mim mesmo, Atos 5.1-11, “1 Mas um certo homem chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade, 2 e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e levando a outra parte, a depositou aos pés dos apóstolos. 3 Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? 4 Enquanto o possuías, não era teu? e vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. 5 E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E grande temor veio sobre todos os que souberam disto. 6 Levantando-se os moços, cobriram-no e, transportando-o para fora, o sepultaram. 7 Depois de um intervalo de cerca de três horas, entrou também sua mulher, sabendo o que havia acontecido. 8 E perguntou-lhe Pedro: Dize-me vendestes por tanto aquele terreno? E ela respondeu: Sim, por tanto. 9 Então Pedro lhe disse: Por que é que combinastes entre vós provar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e te levarão também a ti. 10 Imediatamente ela caiu aos pés dele e expirou. E entrando os moços, acharam-na morta e, levando-a para fora, sepultaram-na ao lado do marido. 11 Sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos os que ouviram estas coisas”.



4. Se nós temos roubado a Deus, vamos receber o tratamento de ladrão:

a. “Não roubarás”, é um dos Dez Mandamentos, Êx 20.15, “15 Não furtarás”.

b. Aquele que rouba, atrai para si a ira de Deus, Ez 22.29-31, “29 O povo da terra tem usado de opressão, e andado roubando e fazendo violência ao pobre e ao necessitado, e tem oprimido

injustamente ao estrangeiro. 30 E busquei dentre eles um homem que levantasse o muro, e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei. 31 Por isso eu derramei sobre eles a minha indignação; com o fogo do meu furor os consumi; fiz que o seu caminho lhes recaísse sobre a cabeça, diz o Senhor Deus”.

5. Quando retenho meu dízimo, estou roubando de Deus.



III. ESTAR DISPOSTO À AÇÃO DO DEVORADOR

Vs. 9, 11

1. Já vimos que quando retemos nossos dízimos, atraímos para nós a ira de Deus. Esta ira, vem acompanhada de maldição, (9), “Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta nação toda”. Esta maldição, está ligada ao devorador, (11), “Também por amor de vós reprovarei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; nem a vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do tempo, diz o Senhor dos exércitos.

a. O devorador aqui mencionado, era provavelmente um tipo de gafanhoto, que devastava tudo o que era verde, o que era um desastre para as plantações e consequentemente para as colheitas, Jl 1.4, “O que a locusta cortadora deixou, a voadora o comeu; e o que a voadora deixou, a devoradora o comeu; e o que a devoradora deixou, a destruidora o comeu”.

b. A ação dos gafanhotos, seria inibida nas roças e pastos daqueles que entregavam fielmente seus dízimos na Casa do Senhor. Porém, estes gafanhotos, seriam mantidos nas lavouras e pastagens dos desobedientes.

2. Quando Deus retira suas bênçãos, ficamos totalmente desprotegidos contra a ação do inimigo:

Ag 1.6, “Tendes semeado muito, e recolhido pouco; comeis, mas não vos fartais; bebeis, mas não vos saciais; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para o meter num saco furado”.

Ag 9-11, “9 Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu o dissipei com um assopro. Por que causa? diz o Senhor dos exércitos. Por causa da minha casa, que está em ruínas, enquanto correis, cada um de vós, à sua própria casa. 10 Por isso os céus por cima de vós retêm o orvalho, e a terra retém os seus frutos. 11 E mandei vir a seca sobre a terra, e sobre as colinas, sobre o trigo e o mosto e o azeite, e sobre tudo o que a terra produz; como também sobre os homens e os animais, e sobre todo o seu trabalho”.

Ag 2.15-18, “15 Agora considerai o que acontece desde aquele dia. Antes que se lançasse pedra sobre pedra no templo do Senhor, 16 quando alguém vinha a um montão de trigo de vinte medidas, havia somente dez; quando vinha ao lagar para tirar cinqüenta, havia somente vinte. 17 Feri-vos com mangra, e com ferrugem, e com saraiva, em todas as obras das vossas mãos; e não houve entre vós quem voltasse para mim, diz o Senhor. 18 Considerai, pois, eu vos rogo, desde este dia em diante, desde o vigésimo quarto dia do mês nono, desde o dia em que se lançaram os alicerces do templo do Senhor, sim, considerai essas coisas”.

3. O espírito ganancioso do não dizimista, o levará a perder mais do que ganha, Pv 11.24, “Um dá liberalmente, e se torna mais rico; outro retém mais do que é justo, e se empobrece”.

4. Muitos não dizimista, justificam sua ação usado de maneira errada o texto de 2 Co 9.7, onde temos: “Cada um contribua, conforme propôs em seu coração…”. Justificam dizendo “que dízimo não é lei e nós estamos debaixo da graça”. Vejamos o contexto da passagem:

a. Se dízimo fosse lei, Abraão e Jacó, não teriam sido dizimista, uma vez que viveram antes da lei.

b. Mesmo admitindo que dízimo fosse lei, devemos, então, dar mais do que o dízimo, pois nossa “justiça deve exceder em muito a justiça dos escribas e fariseus”, Mt 5.20.

c. Recebemos bênçãos na medida em que dermos para Deus e para nosso próximo, 2 Co 9.6, “Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará”.

5. O fato de muitos não serem dizimistas, os deixam a mercê da ação do devorador. Seja um dizimista na Casa de Deus.



CONCLUSÃO:

1. Se o não dizimista, está longe dos objetivos de Deus, é tomado como ladrão, e está sujeito à ação do devorador, em contra partida, o dizimista é abençoado pelo Senhor com bênçãos sem medida:

a. Ml 3.10, “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança”.

b. 1 Co 9.10, “Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça”.

2. Não crente: O que Deus pede de você nesta noite? Deus não pede o teu dinheiro, o dízimo, mas sim o teu coração, “Filho meu, dá-me o teu coração”, Pv 23.26.

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