Chamados para Reconciliar

Neste sermão vamos aprender sobre sermos chamados para reconciliar.

Texto: Gênesis 3.15

Introdução:

A palavra reconciliação é sem dúvida um dos principais temas da Bíblia. O terceiro capítulo do livro de gênesis mostra essa ideia a partir da queda de Adão e Eva, a narrativa de Gênesis 3.15, é conhecido como o protoevangelho (Proto= Primeiro, Evangelho= Boa Nova) ou seja Gênesis 3.15 mostra a primeira boa nova de Deus para humanidade, essa boa nova consistia na promessa de reconciliação entre Deus e a criação decaída por meio do descendente da mulher. 1.40-42, “Aproximando-se dele um leproso que, rogando-lhe de joelhos, dizia: se quiseres, bem podes purificar-me. Jesus, com grande compaixão, estendeu a mão, tocou nele e lhe disse: Quero, sê limpo. Tendo ele dito isso, a lepra desapareceu, e o homem ficou limpo. ” (Mc 1.40,42).

Ao curar o leproso, Jesus mostra o fundamento de seu ministério na terra, o ministério de reconciliação “Lucas 4.17,19 faz menção do ano de Jubileu, essa atividade atividade era feita de cinquenta a cinquenta anos, neste período os hebreus tinham que deixar a terra descansar, libertar os escravos e também partilhar as farturas com os pobres, o Jubileu era celebrado como a festa da fartura e libertação, Jesus ao dizer que o Espírito de Deus o separou e o enviou para proclamar o Jubileu, mostra para nós o cerne de sua missão na terra, a libertação e reconciliação da criação.

O Jubileu de Cristo é universal e nele todas as coisas são reconciliadas com Deus”; os milagres de Jesus servem para nos mostrar o caráter de seu Reino, a cura, a multiplicação de pães e a ressurreição mostram para nós que no seu reino não haverá, doenças, fome nem morte.

“As narrativas de milagre na Bíblia não servem apenas como a exposição do poder sobrenatural de Deus, o milagre serve como pré-anúncio da plenitude do Reino de Deus, um reino sem choro, lágrima, pranto e dor.” Como Igreja Podemos aprender três lições através do texto de Mc 1.40-42.

1- Jesus e o caráter de acolhimento para reconciliar:

A lepra é uma doença extremamente contagiosa, nos dias de Jesus alguém com essa doença era considerado imundo, ao aparecer em lugares públicos tinha que anunciar de longe sua impureza a fim de alertar as pessoas, o leproso era um ser que vivia solitário, ninguém se aproximava dele, não tinha acesso a vida pública, era mal visto pelas pessoas e abominável para os sacerdotes, a interpretação farisaica da lei dizia que os leprosos eram até mesmo rejeitados por Deus, porém Jesus permitiu que um leproso chegasse até ele, movido de Amor tocou nele. O contacto de Jesus com aquele homem impuro nos mostra que seu reino é um lugar de acolhimento onde não há acepção de pessoas.

2- Jesus e o caráter de Cura para reconciliar:

Ao tocar no leproso Jesus diz, quero sê limpo, imediatamente a lepra desapareceu daquele homem, este ato revela a intervenção de Cristo a favor da vida, a cura daquele homem mostra que seu reino é um lugar de salvação, seu olhar de compaixão e seu toque de cura servem para nos lembrar, que nossa ação como Igreja deve ser sempre em prol da vida.

3- Jesus é a conciliação plena:

O leproso não tinha os mesmos direitos que um cidadão normal, ele não poderia estar em lugares públicos, sua moradia era longe das cidades, Levíticos 13.45.46, “os fariseus interpretavam a lei de uma forma exclusiva, segundo seu entendimento os leprosos eram profanos e rejeitados por Deus, porém a lei não foi criada para os excluir, era uma lei preventiva e deve ser interpretada com amor, seu propósito era de impedir que o acampamento todo se contaminasse, a mesma lei prevê também o cuidado dos leprosos”, Jesus traz de volta a vida social daquele homem, a restauração do leproso mostra-nos o interesse de Cristo em reconciliar a criação, aquele homem que antes não podia sequer aproximar-se das pessoas, depois de ser curado dedicou-se em apregoar os feitos de Cristo em grande multidão, como diz o verso 45 de Mc 1.

Conclusão

Como agente do reino, a Igreja precisa ter o mesmo olhar de cristo, prestar atenção aos que ainda não se reconciliaram com o criador, e atender
ao seu clamor, os Cristãos formam a comunidade do reino de Deus, desse modo nosso olhar deve ser compassivo, precisamos ter as características de
um novo ser, um ser cheio do amor de Jesus e pronto para promover a reconciliação dos degenerados.

Autor: António Cipriano Lussasse

Antônio é aluno do curso de Teologia presencial da FTSA

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Sobre Antonio C. Barro

É professor da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina. Formado em teologia, com mestrado e doutorado pelo Fuller Theological Seminary, nos Estados Unidos. É o criador e editor do blog cristão: www.coisado.com.br

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