A principal marca da Igreja ou do povo de Deus é a SANTIDADE. A Igreja é a comunidade dos “santificados em Cristo”, daqueles que foram chamados para uma vida de santificação. Cada cristão é um “santificado” que precisa crescer em santificação. Paulo declara: “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1 Co 1.2).

O desprezo a santificação é a causa de todos os problemas espirituais da igreja, ontem e hoje. Escândalos sexuais, soberba, glutonaria, embriaguez, falta de compromisso com as cousas espirituais são apenas sintomas da ausência de santificação. Infelizmente, há, hoje, um grande desprezo com a prática da santificação. Buscamos soluções carnais, para problemas espirituais. Queremos resolver o problema do pecado com conversas fúteis, com estratégias de comunicação, com dinâmicas de grupo, com programas de entretenimento. Se há desprezo com a santifacação, a causa do problema está identificado:”Porquanto Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação. Dessarte, quem rejeita estas cousas não rejeita o homem e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo” (1Ts 4.7-8).

Gostaria de destacar quatro aspectos bíblicos da doutrina da santificação.

Primeiro, santificação significa “separação”.

O conceito bíblico de santidade é simples e inquestionável: santificação = separação. Este termo aparece pela primeira vez na Bíblia, em Êxodo 3.5: “Deus continuou: não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa”. A expressão “terra santa” significa “terra separada”, isto é, o que faz daquele espaço ser santo é a presença de Deus. O que faz a diferença entre o povo de Deus e o mundo é o fato de que Deus habita “com” e “no” seu povo. Somos santos porque somos habitaçao de Deus (2 Co 6.14-18; 1 Co 6.19-20).

Segundo, santificação deve ser separação “de” e “para”.

Quando uma pessoa é convertida por Deus é separada do mundo para dedicação exclusiva a Deus. Ela é separada “de” uma vida mundana “para” uma vida de santificação.

Um dos paradigmas diabólicos que precisamos quebrar hoje, na Igreja, é o de que podemos servir a Deus sem rompermos com o mundo, ou as práticas mundanas. Há pessoas que acham que podem servir a Deus, mesmo convivendo com as práticas mundanas. Paulo adverte-nos que a santidade cristã é oposta à dissolução (Ef 4.17-24). Maus hábitos devem ser substituídos por hábitos santos (1Pe 1.15-16).

Terceiro, santificação deve seguir o padrão divino.

Toda cultura tem o seu padrão de “sagrado”. Esses padrões são também chamados de “tabu” e são relativos de cultura para cultura. Todo tipo, porém, de santidade criada pelo homem é inútil! (Cl 2.20-23).

Para que alguém seja considerado santo aos olhos de Deus, precisa ser santificado por Ele. Somente aquele que recebe a Jesus Cristo como seu salvador pessoal, é perdoado e santificado por Deus. A santificação, também, é um processo que tem como referencial a revelação de Deus. No contexto cristão, “sagrado” significa aquilo que é “separado para Deus”. Na Lei do Antigo Testamento aprendemos que a santificação envolvia pessoas, comportamentos, objetos, lugares e tempos santos. (Lv 27.30). Tudo era estabelecido por Deus e dedicado a Ele.

Jesus condena toda tradição humana que tenta substituir os princípios da Sua Palavra, no processo de santificação pessoal (Mc 7.1-23).

Quarto, santificação requer apresentação.

No ato da conversão ou da santidade da salvação, Deus opera de forma soberana e irresistível. No processo de santificação, Deus trabalha naqueles que se oferecem. A participação do crente é requerida por Deus. Leiamos o que diz Paulo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1). O termo “apresentar” significa “oferecer” ou “dedicar exclusivamente” Observe que “apresentar” não é uma ordem, mas um convite; “apresentar” é um convite para os “irmãos”, e não para os incrédulos; “apresentar” não é um ato separado da salvação, mas contínuo a mesma.

Meus irmãos: o caminho de Deus para o seu povo é a santidade. Sem santificação, jamais veremos aos Senhor! Apresente-se a Deus em ato de dedicação exclusiva. Rompamos com o pecado, com o mundo e com os hábitos do velho homem.

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