De qual lado da Cruz estamos?

Neste sermão poderemos identificar de algumas maneiras de qual lado da cruz nós estamos.

Texto: Lucas 23:33-43

INTRODUÇÃO:

Neste relato das Escrituras, Lucas nos leva ao local onde Jesus fora crucificado, o Monte da Caveira ou Calvário. Aqui encontramos três homens condenados à morte; dois por serem criminosos e um por ser perfeito; que foi considerado inimigo do governo eclesiástico, que induziu o governo militar dominante de Roma a executar a sentença. Na minha reflexão eu quero olhar de um ângulo diferente para este evento. Podemos analisar a disposição da cena com foco na importância dos atos ali ocorridos naquele momento. Assim vejamos:

TÓPICO I – A cena da crucificação.

O relato dos evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e João, indicam que Jesus era a figura central da crucificação. Atentemos para esta cena. As situações das posições dos acusados tinham uma lógica de resposta ao povo de Israel, tanto militar como eclesiástica. O recado era:

“Nós (Roma e Sinédrio) executamos os inimigos do estado e de YAHWE”. Jesus representava para o Sinédrio: O Inimigo de YAHWE. Porque perdoava os pecados dos homens. (Só YAHWE pode perdoar pecados). Curava no dia do SHABAT (Sábado). Era proibido qualquer trabalho manual ou manifestação no Sábado, já que O PROPRIO YAHWE (DEUS) descansou neste dia. Para Roma, Jesus era o inimigo do Estado; tanto que a acusação estava exposta na placa fixada acima de sua cabeça: “ESTE É O REI DOS JUDEUS”. Por que Jesus estava no centro da cena? Teologicamente a resposta é: “Jesus é o centro das Escrituras. ”

TÓPICO II – Qual a importância da disposição da cruz?

Estrategicamente tem um fundamento. Na visão militar e cívica do Império Romano, Jesus fora colocado no centro da crucificação porque era a figura de maior importância. Quem já serviu as forças armadas ou trabalha ou trabalhou com comitivas diplomáticas sabe que a pessoa de maior importância é a que se encontra no meio da comitiva.

Nas forças armadas a Bandeira de maior importância é a que encontra hasteada no meio dos pavilhões. Em cada quartel existe dois locais demarcados com mastros. Um mastro Central Individual onde é hasteada a Bandeira Nacional; e um local secundário com três mastros, sendo o do centro mais alto que os da direita e esquerda. Neste local secundário hasteia-se a bandeira do comando, sendo a mais importante no mastro central a que representa o comandante. Se a bandeira do comandante não estiver hasteada, todos sabem que o comandante não está no comando e nem no local.

Resumindo, para cada um de nós as perguntas são:

  • Quem ou o que, é mais importante que Jesus?
  • Quem está no comando de sua vida?
  • Qual é a Bandeira que está hasteada no seu coração?

TÓPICO III – Olhe para a Cruz, Reconheça, Confesse, Seja aceito.

Eu quero olhar para os dois homens que estavam morrendo ao lado de Jesus. O relato de Lucas não diz exatamente o que esses dois homens fizeram para sofrer a execução nem os identifica; já que a acusação era escrita e fixada no alto da cruz justificando a sentença. Aqui neste relato, Lucas os chama de malfeitores, que significa simplesmente (aquele que comete delito contra a lei). Já Mateus e Marcos os chamam de ladrões, então seria lógico supor que estes provavelmente eram pessoas consideradas perigosas a sociedade.

Lembremos que Jesus foi trocado por Barrabás que era considerado inimigo do estado, no governo romano da época. No versículo 33, lemos que um desses homens fora pendurado do lado direito de Jesus e o outro à esquerda. Lucas não menciona o nome dos “dois ladrões” que foram crucificados com Cristo, nem mesmo os outros três evangelistas o fazem. (Mt 27:38; Mc 15:27; Jo 19:18)

Portanto para estes evangelistas estas pessoas não tinham importância. Assim como para Roma estes malfeitores eram de menor valor. Mas, as atitudes individuais deles, são de relevante importância. Um negava a sua culpa, enquanto o outro admitia seus crimes. Um queria salvar seu corpo, o outro o seu espirito. Um nega Jesus como Salvador, o outro reconhece e aceita Jesus como Salvador.

A sentença secular para os três, era a mesma, serem crucificados. Mas, a sentença espiritual para os três era de fundamental diferença. Vida Eterna com Jesus ou Morte Eterna sem Jesus. Um insulta e desafia Jesus a salvar-se e salva-los. O outro compreende que a vida eterna estava junto dele na cruz e não perde a oportunidade de confessar seus atos e pedir perdão e misericórdia por seu espirito. Eles estavam em lados diferentes da cruz de Jesus. O Senhor me levou a refletir sobre estas condições:

  • Reconhecer, Confessar, Aceitar.

Portanto assim precisamos decidir:  “De que lado da cruz nós estamos?”.

CONCLUSÃO:

A Misericórdia, o Perdão e a Salvação estão à disposição de todo ser humano. Não só isto, mas também o momento. Notemos que Jesus até mesmo no último instante concedeu a este homem a MISERICÓRDIA, O PERDÃO E A SALVAÇÃO. A cada ser humano, a cada cristão ou não, é dada a oportunidade de decidir: “DE QUAL LADO DA CRUZ DEVEMOS ESTAR”

 

Autor: Pr. Adolfo Costa

Visite: www.ejesus.com.br

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Sobre Antonio C. Barro

É professor da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina. Formado em teologia, com mestrado e doutorado pelo Fuller Theological Seminary, nos Estados Unidos.

É o criador e editor do blog cristão: www.coisado.com.br

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