Mensagem sobre a Oração – 8

“A oração no meio da crise”INTRODUÇÃO

Um dos textos mais intrigantes da Bíblica. Chamado de “a conversão de Jacó”. Ele lutou com um homem. Quem foi este homem? O teólogo judeu Maimônides achava que foi apenas uma angustiante visão profética de Jacó, da luta que travaria com o irmão. Ibn Ezra, outro teólogo judeu, disse que foi uma auto-sugestão. Os rabinos diziam que foium sar (anjo de guarda) de Esaú. Para o profeta Oséias foi um anjo de Deus (Os 12.5). Fiquemos com Oséias. Por algum motivo, o anjo não podia ser visto à luz do sol e pediu a Jacó que o soltasse (v. 26). Jacó condicionou a uma bênção e a recebeu. Saiu mancando (v. 31), sinal de que o anjo o acertou. Mas saiu satisfeito, como lemos no v. 30.

A SITUAÇÃO DO HOMEM NO MEIO DA CRISE

Atrás dele estava Labão, o sogro, que ele lesara (31.52). À frente estava o irmão, Esaú, que ele lesara. Jacó estava aflito com isto: 32.6-8. Pediu a Deus que o livrasse de Esaú: 32.11. Muitas vezes estamos como Jacó, cercados por todos os lados, sem poder voltar para trás e sem poder avançar. A sensação é de abandono e solidão: 32.21. Queremos livramento e oramos a Deus pedindo isto. Provavelmente esta era a bênção que queria, em 32 26. Quando estamos no meio da crise, queremos ser livrados dela. Mas isto basta?

A BÊNÇÃO DO HOMEM NO MEIO DA CRISE

É a mudança do nome. Ele tem o nome mudado de Jacó (Iacôv, “suplantador”) para

Israël. A pronúncia mais ampla seria Ish sara El (“homem que luta com Deus”). Esta foi a bênção: mudar o nome. O nome Iacôv é uma simplificação de Ia’cov’el, “El vigia”. O verbo “vigiar” tem o sentido de “ir sobre as pegadas, nos calcanhares de alguém, segui-lo de perto”. A idéia é a de derrubar alguém, servir-se de ardis. Este é o sentido do nome Jacó. Deixa de ser um trapaceiro para ser uma pessoa com uma experiência com Deus. O problema de Jacó não era Esaú. Nem Labão. Era ele. Qual é o nosso problema?

Os outros ou nós mesmos? Mudar a situação a nós mesmos?

A SITUAÇÃO DO HOMEM APÓS A TRANSFORMAÇÃO

Em 33.1-3, Jacó tomou algumas providências. Protegeu as esposas e os filhos, e humilhou-se diante de Esaú. Este o abraçou, os dois se reconciliaram e choraram. Deus mudou a situação, mas primeiro mudou Jacó. Nunca mais ele se meteu em trapalhadas.

Não adiantaria resolver o problema com Esaú, porque ele criaria outro. Ele precisava ser transformado. Como conseqüência, Jacó levantou um altar a El, o Deus de Israel (33.20). Deus o mudou, mudou a sua situação e ele manifestou isto adorando a Deus.

CONCLUSÃO

O lugar não tinha nome. Saudado por anjos, Jacó chamou-o de Mahanaîms, “os dois campos”. Os comentaristas judeus dizem que ele “viu dois campos de anjos guardiães”, um que o acompanhou até a fronteira, e outro que o recepcionou. Ele havia feito um voto a Deus, no passado: 28.20-22. Deus lhe aparecera e cobrara o voto (31.13). Ele vai cumprir o que prometeu. Deus o guarda por todo o caminho e transforma sua vida. Não como ele queria, mas como ele precisava. E não de forma festiva, mas após uma noite de crise e de agonia. Pensemos em nós: quantos votos feitos e esquecidos! Será que muito de nossos problemas não residem em nosso esquecimento do compromisso com Deus? E de que precisamos? Que a situação mude ou que nós mudemos? Deus põe anjos junto do seu povo (Sl 34.7). Temos mahanaîms nos guardando. Mas em quê temos que mudar? E os atos de culto pelas bênçãos, onde estão?

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