O Salvador do Mundo

Neste sermão vamos aprender sobre o Salvador do Mundo.

Texto: João 4.27-42

Introdução

A tragédia da humanidade

A grande tragédia da humanidade foi retratada pelo profeta Jeremias (2.11-13):  ela “trocou seu Deus glorioso por ídolo inúteis!”(Jr 2.11). Diante de atitude tão horrenda, os céus se espantaram, ficaram horrorizados e abalados (Jr 2.12); afinal, foram duas as maldades cometidas pelos homens (Jr 2.13): abandonaram a Deus, fonte de água viva, e cavaram para cisternas rachadas que não podem reter água. A lealdade a esses deuses de mentira é tanta, que eles não trocam seus ídolos por nada, muito menos por Deus (Jr 2.11).

Tente, por exemplo, dissuadir alguém de alguma compulsão por comida, bebida, compras, jogo, drogas, fofoca, maledicência, etc.; tente ajudar alguém que esteja na zona perigosa do pecado, seja qual for a transgressão que a pessoa esteja para cometer; você descobrirá o quanto é inegociável a lealdade que o pecador devota a esses ídolos do coração. No altar da idolatria sexual, da idolatria do bem-estar ou da idolatria da boa-aparência diante dos homens, pessoas são capazes de mentir, manipular e até matar; são escravas de seus pecados e por seus ídolos escravizadores elas são capazes de tudo.

A grande tragédia da humanidade não foi apenas ter abandonado o Deus verdadeiro (o que já seria odioso o bastante); abandonando a Deus, o ser humano passou a viver para si mesmo; Jeremias nos diz que as pessoas passaram a viver cavando cisternas para simesmas. Não poderia ser diferente, pois se os ídolos do coração não são capazes de nos saciar (afinal, suas cisternas são rachadas!), óbvio que nunca teremos o que repartir nem nos disporemos a repartir. Portanto, além de ter destruído a nossa relação com Deus, a idolatria demoliu também o amor que devemos ao nosso semelhante (também criado a imagem e semelhança de Deus).

Não é sem razão que o grande deus de nossa geração seja o Entretenimento, como bem apontou A. W. Tozer. O Entretenimento, afinal, é “um [excelente] meio para desperdiçar o tempo [comigo mesmo, deixando de lado tudo e todos], [o Entretenimento é] um refúgio [maravilhoso] contra a perturbadora voz da consciência [que trabalha nos chamando para o amor e a verdade de Deus], [o Entretenimento é] um esquema [perfeito] para desviar a atenção da responsabilidade moral [que temos para com Deus e com o próximo]”. Quantos não se debruçam sobre esse altar!

A grande tragédia da humanidade é que o ser humano não dá a mínima para o seu Criador nem para o seu semelhante; não considera que Deus o abençoa para ele abençoar. Olhe, por exemplo, para a história das nações, veja como o ser humano é tratado pelo próprio ser humano: negligência, escravidão, racismo, abusos, torturas, sacrifícios, guerras, infanticídios, machismo, misoginia, entre outras tantas atrocidades.

A tragédia do povo abençoado por Deus

Nem mesmo o povo que se chama pelo nome do Senhor escapa desta trágica realidade. Israel foi uma nação singularmente abençoada por Deus; de nenhum outro povo se ouviu Deus, o Criador, dizer: “De todas as famílias da terra, só escolhi vocês”(Am 3.2).

Como povo graciosamente escolhido por Deus, a Israel foram concedidas promessas especiais, por exemplo: terra, fartura de alimentos, defesa contra ataques de nações inimigas, crescimento numérico, a linhagem do Messias, a revelação especial de Deus nas Escrituras do Antigo Testamento e muito mais. O propósito de Deus era abençoar Israel de forma abundante para que Israel pudesse abençoar abundantemente todas as nações ou famílias da terra (Gn 12.1-3). Israel, porém, fracassou. Trocaram Deus por seus ídolos e passaram a cavar para si mesmos cisternas que não conseguem reter água (Jr 2.11-13). A coisa tomou proporções tão sérias que, com a chegada de Jesus Cristo, Israel virou as costas para o seu Messias tão-esperado (Jo 1.11-13).

A igreja cristã (principalmente no Ocidente) é culpada do mesmo tipo de pecado. Por intermédio de Jesus, graça sobre graça tem sido derramado sobre a nossa vida: salvação, santificação, transformação, sustento e muito mais, “infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós”(Ef 3.20, ARA). E como tem vivido a igreja evangélica? Como nós temos vivido? Como você tem vivido? Sim, todo mundo tem buscado a Deus nos templos evangélicos, mas para que, com qual motivação? Tiago nos responde, dizendo que o que nos motiva é a cobiça pelas coisas que não temos.

Tg 4.1-6 |1De onde vêm as discussões e brigas em seu meio? Acaso não procedem dos prazeres que guerreiam dentro de vocês? 2Querem o que não têm, e até matam para consegui-lo. Invejam o que outros possuem, lutam e fazem guerra para tomar deles. E, no entanto, não têm o que desejam porque não pedem. 3E, quando pedem, não recebem, pois seus motivos são errados; pedem apenas o que lhes dará prazer. 4Adúlteros! Não percebem que a amizade com o mundo os torna inimigos de Deus? Repito: se desejam ser amigos do mundo, tornam-se inimigos de Deus. 5O que vocês acham que as Escrituras querem dizer quando afirmam que o espírito colocado por Deus em nós tem ciúmes? 6Contudo, ele generosamente nos concede graça. Como dizem as Escrituras: “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”.

Poucos são os que querem a Deus para o deleite de sua alma e depois ter o que repartir com quem não tem de Deus em Jesus Cristo. Infelizmente, a multidão que temos testemunhado nos templos evangélicos deste país, nas palavras de Tiago, não passa de um bando de gente orgulhosa, pedindo a Deus para gastar em seus prazeres sem Deus; gente adúltera, com o coração cheio de cobiça. O resultado?

Além de comprovarem, pelas suas atitudes, que não são salvas de verdade, essa gente escandaliza o mundo com posturas que mais afastam as pessoas de Jesus e da igreja do que as atraem para o evangelho da glória e da graça de Deus. Cadê, dentre nós, aqueles que têm o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, com a mesma atitude demonstradas por Cristo Jesus, ou seja (Fl 2.6-8):

6Embora sendo Deus, não considerou que ser igual a Deus fosse algo a que devesse se apegar. 7Em vez disso, esvaziou a si mesmo; assumiu a posição de escravo e nasceu como ser humano. Quando veio em forma humana, 8humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz.

Onde estão os crentes que não se utilizam de seus privilégios apenas para o seu próprio bem? Cadê aqueles que deveriam se esvaziar de si mesmos e assumir posição de servo? Desapareceram todos! Aliás, as igrejas de hoje não são acusadas, especialmente nos últimos dias aqui no Brasil, por pregarem o evangelho da glória e da graça de Deus em seus templos, mas por “abuso de poder religioso”, conforme li esta semana. Diz o artigo, para a vergonha do povo dito evangélico: “[um deputado] teria usado os locais [templos religiosos] como comitês de campanha e os fiéis como cabos eleitorais, valendo-se, ainda, de cantor gospel em showmícios”.

Diga-me: Que igreja é essa? Que tipo de sal é esse? Que tipo de luz é essa? Será que essa “igreja” ainda presta para salgar ou dar sabor? Não seria o caso de ser “lançado fora e pisado pelos que passam, pois já não serve para nada”? (Mt 5.13). Ah, como eu digo isso com temor e tremor! Se isso não é a tragédia do povo abençoado de Deus, o que então seria? Onde estão os homens e mulheres de Deus entre nós que dizem como Paulo:

Rm 9.1-3 |1Digo-lhes a verdade, tendo Cristo como testemunha, e minha consciência e o Espírito Santo a confirmam. 2Meu coração está cheio de amarga tristeza e angústia sem fim 3por meu povo, meus irmãos judeus [ou minha nação brasileira ou minha linda Goiânia]. Eu estaria disposto a ser amaldiçoado para sempre, separado de Cristo, se isso pudesse salvá-los.

Ou ainda:

Rm 10.1 |Irmãos, o desejo de meu coração e minha oração a Deus é que o povo de Israel seja salvo.

Meu povo, cadê os homens e mulheres que enchem os templos desse país para orarem assim como Paulo orou a Deus? Sumiram todas! O remanescente fiel continua bem pequenino; ah! e se não fosse por eles, como foi nos dias de Isaías, o Senhor já nos teria exterminado da mesma forma que exterminou Sodoma e Gomorra (Is 1.9)! Estamos diante da tragédia do povo abençoado de Deus; e isso noz traz ao texto de hoje.

Os perigos da igreja

Jesus veio ao mundo com uma única missão — e esta não foi a de nos abençoar para satisfazermos as nossas cobiças e gastarmos em nossos prazeres sem Deus; a missão de Jesus é “buscar e salvar os perdidos”; para esta missão foi que veio o Filho do Homem: “buscar e salvar os perdidos”(Lc 19.10). Buscar e salvar a mim e a você, buscar e salvar todos “quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2.39). Afinal, “ele é, de fato, o Salvador do mundo”, conforme atestaram os samaritanos que foram salvos através da mensagem anunciada pela mulher samaritana e pelo próprio Senhor Jesus Cristo (Jo 4.42).

Pesa sobre nós a responsabilidade de reverter o quadro trágico do cenário evangélico neste país e, como não poderia ser diferente, em nossa cidade; cabe a nós anunciar a todos que Jesus é o Salvador do mundo. Como, então, procederemos? O texto de hoje (Jo 4.27-42) nos lança algumas luzes.

A nossa passagem bíblica registra os acontecimentos seguintes ao diálogo entre Jesus e a mulher samaritana (Jo 4.1-26). Temos no texto, informa-nos John MacArthur Jr., “o primeiro caso de evangelismo transcultural registrado no Novo Testamento”. Portanto, um texto paradigmático; um texto que pode muito nos instruir sobre o cumprimento de nossa missão: buscar e salvar os perdidos sem Jesus Cristo. Além, é claro, de revelar o que o Senhor Jesus faz para salvar você que ainda não provou da graça salvadora do Pai.

A maneira como João conta o resto da história sobre a mulher no poço de Jacó é muito interessante. Ele lidou com os acontecimentos envolvendo a mulher e a cidade de Sicar em duas partes: no começo(vv. 1-26 e 28-30) e no finaldeste texto (vv. 39-42). E bem no meio, entre essas duas partese entrelaçado nesta história, João nos revela as palavras de Jesus para seus discípulos, explicando a dimensão mais profunda do que está acontecendo com a mulher e com a cidade (vv. 27 e 31-38). Ou seja: se existe alguém que possa atrapalhar a igreja de espalhar a mensagem de que Jesus é o Salvador do mundo, essa pessoa é a própria igreja. Como?

Primeiro, a igreja pode se fechar por medo ou tradição de homens:

Jo 4.25-27 |25A mulher disse: “Eu sei que o Messias (aquele que é chamado Cristo) virá. Quando vier, ele nos explicará tudo”. 26Então Jesus lhe disse: “Sou eu, o que fala com você!”. 27Naquele momento, seus discípulos voltaram. Ficaram surpresos de encontrá-lo falando com uma mulher, mas nenhum deles se atreveu a perguntar: “O que o senhor quer?” ou “Por que conversa com ela?”.

Como assim, “O que o Senhor quer?” Ele quer salvar aquela mulher! Como assim, “Por que conversa com ela?”Para salvá-la, ele precisa apresentar o evangelho! Isso se faz conversando, oras! Povo de Deus, lembre-se de que, incrédula, a igreja pode se fechar em seus medos e tradições de homens. Você e eu também! Portanto, tomemos cuidado!

Segundo, a igreja pode se distraircom coisas boas (e não apenas com o pecado):

Jo 4.28-34 |28A mulher deixou sua vasilha de água junto ao poço e correu de volta para o povoado, dizendo a todos: 29“Venham ver um homem que me disse tudo que eu já fiz na vida! Será que não é ele o Cristo?”. 30Então as pessoas saíram do povoado para vê-lo. 31Enquanto isso, os discípulos insistiam com Jesus: “Rabi, coma alguma coisa”. 32Ele, porém, respondeu: “Eu tenho um tipo de alimento que vocês não conhecem”. 33Os discípulos perguntaram uns aos outros: “Será que alguém lhe trouxe comida?”. 34Então Jesus explicou: “Meu alimento consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e em terminar a sua obra.

Já que, enquanto compravam comida, eles não levaram a menagem de Jesus, “as pessoas saíram do povoado para”ver Jesus (v. 30). A samaritana os havia falado a respeito de Jesus; em resposta, eles vieram às dezenas para se encontrar com Jesus (v. 29-30).

A igreja e os crentes podem sim se distrair com coisas boas (comer, por exemplo; trabalhar para sobreviver), 1deixando de priorizara Palavra (“Uma pessoa não vive só de pão, mas de toda palavra que vem da boca de Deus”— Mt 4.4),2deixando de anunciara Palavra (porque está comprando comida; trabalhando) e 3não priorizandoa obra que precisa ser terminada (“As boas-novas a respeito do reino serão anunciadas em todo o mundo, para que todas as nações as ouçam; então, virá o fim.”— Mt 24.14).

A igreja não pode se dar ao luxo de se fechar ou de se distrair. Precisamos avançar com a consciência de que as portas do inferno não resistirão, não tirarão vantagem, não se oporão a ela ao ponto de pará-la (Mt 16.18). A igreja precisa avançar e anunciar que Jesus Cristo é o Salvador do mundo. Digo, você e eu; você e eu e todos, individualmente, somos, juntos, a igreja; portanto, nós, a igreja, precisamos avançar e anunciar que Jesus Cristo é o Salvador do mundo. Mas, como? O que o Salvador do mundo requer de nós, seu povo?

1. O Salvador do mundo requer um povo que ora

O Salvador do mundo requer um povo que ora. Por quê?

Pela quarta vez neste Evangelho, João nos mostra a cegueira espiritual com a qual Jesus lida em nós quase o tempo todo — ou porque estamos mortos em nossos pecados e precisamos nascer de novo; ou porque, como crentes, nossos olhos espirituais,  por causa do mundanismo, fecharam-se para ou ficaram indiferentes à glória de Cristo.

Cegos para a glória de Deus em Jesus; cegos para o fato de que Cristo mesmo é a revelação de Deus, o lugar da presença de Deus, o próprio Deus glorioso revelado ao homem, mais do que templos, tradições religiosas ou qualquer outros símbolo de fé:

Jo 2.19-21 | 19“Pois bem”, respondeu Jesus. “Destruam este templo, e em três dias eu o levantarei.” 20Eles disseram: “Foram necessários 46 anos para construir este templo, e você o reconstruirá em três dias?”21Mas quando Jesus disse “este templo”, estava se referindo a seu próprio corpo.

Cegos para a realidade espiritual em que se encontram as pessoas sem Cristo; cegos para a necessidade de regeneração ou novo nascimento; cegos para o milagre necessário para a salvação do homem: novo nascimento que produz arrependimento e fé:

Jo 3.3-9| 3Jesus respondeu: “Eu lhe digo a verdade: quem não nascer de novo, não verá o reino de Deus”. 4“Como pode um homem velho nascer de novo?”, perguntou Nicodemos. “Acaso ele pode voltar ao ventre da mãe e nascer uma segunda vez?”5Jesus respondeu: “Eu lhe digo a verdade: ninguém pode entrar no reino de Deus sem nascer da água e do Espírito. 6Os seres humanos podem gerar apenas vida humana, mas o Espírito dá à luz vida espiritual. 7Portanto, não se surpreenda quando eu digo: ‘É necessário nascer de novo’. 8O vento sopra onde quer. Assim como você ouve o vento, mas não é capaz de dizer de onde ele vem nem para onde vai, também é incapaz de explicar como as pessoas nascem do Espírito”. 9“Como pode ser isso?”, perguntou Nicodemos.

Cegos para a vida espiritual sobrenatural que vem de se receber pela fé o próprio Cristo— de fato, a vida sobrenatural que ele mesmo é em nós pelo Espírito Santo:

Jo 4.10-12 | 10 Jesus respondeu: “Se ao menos você soubesse que presente Deus tem para você e com quem está falando, você me pediria e eu lhe daria água viva”. 11Mas você não tem corda nem balde, e o poço é muito fundo”, disse ela. “De onde tiraria essa água viva? 12 Além do mais, você se considera mais importante que nosso antepassado Jacó, que nos deu este poço? Como pode oferecer água melhor que esta que Jacó, seus filhos e seus animais bebiam?”

Cego para as coisas mais importante da vida; cegos para a palavra de Deus, para a vontade de Deus, para a vida que há quando se faz a vontade de Deus:

Jo 4.31-34 | 31Enquanto isso, os discípulos insistiam com Jesus: “Rabi, coma alguma coisa”. 32Ele, porém, respondeu: “Eu tenho um tipo de alimento que vocês não conhecem”. 33Os discípulos perguntaram uns aos outros: “Será que alguém lhe trouxe comida?”34Então Jesus explicou: “Meu alimento consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e em terminar a sua obra.

O Salvador do mundo requer um povo que ora:

  • um povo que ora para que as pessoas (e nós também) vejam a glória de Deus em Jesus(não em templos, símbolos religiosos ou religião);
  • um povo que ora pela regeneração do pecador, pelo milagre do novo nascimento, pois sabe que salvação depende de Deus;
  • um povo que ora buscando a vida espiritual sobrenatural no Espírito Santo(o jorrar de água viva do nosso interior — Jo 7.37-39);
  • Um povo que ora pela coisa mais importante da vida: conhecer e fazer a vontade de Deus na salvação do pecador.

O Salvador do mundo requer um povo que ora.

2. O Salvador do mundo requer um povo que ama

O Salvador do mundo requer um povo que ama da forma como Jesus amou essa mulher: sem preconceitos; sem segundas intenções; sem julgamentos; sem interesses pessoais, mas tão somente o desejo de vê-la salva. Contrastando o amor de Jesus, está a reação odiosa dos discípulos (Jo 4.27):

27Naquele momento, seus discípulos voltaram. Ficaram surpresos de encontrá-lo falando com uma mulher, mas nenhum deles se atreveu a perguntar: “O que o senhor quer?” ou “Por que conversa com ela?”.

Falta de amor faz você olhar para as pessoas com julgamento, sem compaixão, sem pressa ou sem interesse de vê-las salvas em Cristo. Veja o caso dos discípulos, por exemplo: entraram e saíram de Sicar sem falar de Jesus; eles foram lá, compraram, consumiram e saíram sem semear. Por causa disso Jesus os repreendeu (Jo 4.34-38):

34Então Jesus explicou: “Meu alimento consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e em terminar a sua obra. 35Vocês não costumam dizer: ‘Ainda faltam quatro meses para a colheita’? Mas eu lhes digo: despertem e olhem em volta. Os campos estão maduros para a colheita. 36Os que colhem já recebem salário, e os frutos que ajuntam são as pessoas que passam a ter a vida eterna. Que alegria espera tanto o que semeia como o que colhe! 37Vocês conhecem o ditado: ‘Um semeia e outro colhe’. E é verdade. 38Eu envio vocês para colher onde não semearam; outros realizaram o trabalho, e agora vocês ajuntarão a colheita [samaritanos salvos, vv. 39-42]”.

O Salvador do mundo requer um povo que ama; ama a Deus e o próximo criado à imagem e semelhança de Deus; um povo que ama e que por amar semeia o evangelho por onde passam, sem preconceito, sem ódio, sem interesses pessoais, mas tão somente o desejo de ver os outros salvos em Jesus. O Salvador do mundo requer um povo que ama.

3. O Salvador do mundo requer um povo entusiasmado

O Salvador do mundo requer um povo entusiasmado com Jesus Cristo (vv. 28-29):

28A mulher deixou sua vasilha de água junto ao poço e correu de volta para o povoado, dizendo a todos: 29“Venham ver um homem que me disse tudo que eu já fiz na vida! Será que não é ele o Cristo?”.

O entusiasmo da samaritana com Jesus a fez ir a público, sem medo ou sem vergonha do que o evangelho estava começando a fazer na vida dela (ela estava, finalmente, sendo liberta da escravidão do pecado!). A mulher foi, anunciou Jesus e convidou pessoas para irem até ele; como resultado, muitos creram em Cristo para a salvação (vv. 39-42):

39 Muitos samaritanos do povoado creram em Jesus por causa daquilo que a mulher relatou: “Ele me disse tudo que eu já fiz!”. 40Quando saíram para vê-lo, insistiram que ficasse no povoado. Jesus permaneceu ali dois dias, 41e muitos outros ouviram sua palavra e creram. 42Então disseram à mulher: “Agora cremos, não apenas por causa do que você nos contou, mas porque nós mesmos o ouvimos. Agora sabemos que ele é, de fato, o Salvador do mundo”.

4. O Salvador do mundo requer um povo entusiasmado com Jesus Cristo.

Gente, é de fato triste o estado em que se encontra o mundo e, principalmente a igreja dita evangélica: egoísmo e cobiça lotam ainda hoje muitas dessas casas de bençãos. Jesus não morreu para criar um povo assim: um povo que ama seus próprios prazeres divorciados de Deus (no meio “evangélico”, criou-se até uma macumba gospel: “oração contrária”); Jesus não morreu para formar um povo adúltero, espiritualmente falando.

Jesus morreu para buscar e salvar os perdidos no pecado —pecado este que nos torna egoístas, cheios de cobiça e de toda sorte de maldades que nos levam a cometer os piores atos a fim de termos nossos desejos satisfeitos. É trágico o estado do mundo e de muitas igrejas: falta oração por mais de Deus em nós; falta amor pelos perdidos; falta entusiasmo por Jesus Cristo. Não seja assim conosco.

Precisamos de um Salvador; um Salvador que nos salve do pecado, que nos salve de nós mesmos e que nos salve dos prazeres escravizadores da vida sem Deus — isto é: vida centrada no eu e no desejo de tornar tudo e todos em fonte de meu consumo. Jesus, o Salvador do mundo, veio para nos buscar e salvar deste estado de morte, morte eterna.

Conclusão

Arrependa-se(arrependa-se de viver para si mesmo, devoto aos ídolos do seu coração) e creia em Jesus Cristo (satisfaça-se com Jesus; coma e beba de Jesus; alimente-se da dieta de Jesus: a vontade do Pai para a nossa vida; não vivemos de pão, mas da Palavra; na Palavra e com oração é que nos saciaremos em Cristo e receberemos entusiasmo para sair, em amor, anunciando Jesus às pessoas).

Jesus é o Salvador do mundo; ele é o Salvador maravilhoso do mundo.

Termino extendendo a você o convite do Senhor: “Venha a Jesus!”Você está sobrecarregado com o pecado? Venha! Você está com sede da água da vida? Venha! Jesus dá água viva em abundância a pecadores indignos, como essa mulher samaritana, que vêm a ele e pedem a ele perdão e salvação. Então, quando essas pessoas vêm, ele as usa como testemunhas eficazes, convidando outros a virem a Jesus para beberem água viva.

Jesus é o Salvador do mundo; ele é o Salvador maravilhoso do mundo.

Autor: Pr. Leandro Peixoto

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Sobre Antonio C. Barro

É professor da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina. Formado em teologia, com mestrado e doutorado pelo Fuller Theological Seminary, nos Estados Unidos. É o criador e editor do blog cristão: www.coisado.com.br

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