O crescimento do cristão

INTRODUÇÃO:

1. Para que nossa vida cristã possa ser uma benção, é necessário que nós tenhamos o objetivo de crescer espiritualmente. Não podemos nos acomodar a uma vida cristã estática, inanimada, sem vivacidade, mas devemos fazer tudo para caminhar em direção a um crescimento cristão saudável.

2. Nesta noite queremos expor, alguns pontos importantes sobre o crescimento cristão, objetivando uma evolução em nosso viver como filhos de Deus.



“ALGUNS PONTOS IMPORTANTES EM RELAÇÃO AO CRESCIMENTO CRISTÃO”:



I – As providências para o crescimento

1. “11 E ele (Jesus) deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, 12 tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”, Ef 4.11-12.

2. Ao criar a sua Igreja, Jesus sabia que ela precisava de promover o crescimento espiritual de seus membros. Este crescimento não se concretizaria apenas na aquisição de conhecimentos, sem objetivos práticos. Quanto o Apóstolo fala em “aperfeiçoamento dos santos”, obviamente que ele pensa numa vida espiritual mais intensa e que agrade a Deus.

3. Para que os filhos de Deus, pudessem crescer, Jesus providenciou os meios necessários:

a. Primeiramente enviando o Espírito Santo para comandar as atividades de sua Igreja, Jo 16.7, “Todavia, digo-vos a verdade, convém-vos que eu vá; pois se eu não for, o Ajudador não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei. Esta promessa foi cumprida em At 1.8, “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.

b. Com a vinda do Espírito Santo os filhos de Deus seriam equipados, através dos dons, e da própria ação do Espírito, o que promoveria o crescimento de cada um, Jo 16.13 “Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras”.

c. Falando sobre os dons, Paulo deixa claro que a existência deles no seio da Igreja é visando o desenvolvimento de cada membro, em relação a comunidade dos filhos de Deus, 1 Co 12.7 “A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum”. O que Paulo queria dizer com “proveito comum”? Certamente que está pensando no desenvolvimento e crescimento espiritual da Igreja e seus membros.

3. Ao tomar estas iniciativas, Jesus demonstrou que a maturidade espiritual deve ser alcançada pelos que crêem no seu nome, e a Ele estão vinculados pelo Espírito.



II – O objetivo do crescimento

1. “até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo”, Ef 4.13.

2. Observe que o crescimento cristão não é sem objetivos. Nosso alvo maior é Jesus Cristo, não um pastor qualquer ou um irmão mais experiente. Quantos crentes já fracassaram por buscarem um padrão de crescimento no homem. Quando o homem falha, tudo vem abaixo, Jr 17.5, “Assim diz o Senhor: Maldito o varão que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” Porém nesta mesma passagem podemos ver o resultado daquele que confia no Senhor, Jr 17.7, “Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor”.

3. Em outras palavras, nosso exemplo de maturidade é Cristo. Devemos aprender a viver como Cristo viveu e a praticar o que Cristo praticou, 1 Pe 2.21, “Porque para isso fostes chamados, porquanto também Cristo padeceu por vós, deixando-vos exemplo, para que sigais as suas pisadas”. O que temos que aprender a praticar dentro deste prisma?

a. Temos que aprender a praticar a mansidão de Cristo, Mt 11.28a, “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso…”.

b. Temos que aprender a praticar a humildade de Cristo, Mt 11.28b, “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim… humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas”.

c. Temos que aprender a praticar o perdão de Cristo, Lc 23.34, “Jesus, porém, dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem. Então repartiram as vestes dele, deitando sortes sobre elas”.

d. Temos que aprender a praticar a tolerância de Cristo, Mt 5.41, “e, se qualquer te obrigar a caminhar mil passos, vai com ele dois mil”.

4. Este é o ideal de Deus para o crente. É um incentivo para o crescimento constante. Cristo é o alvo na direção do qual marchamos enquanto peregrinamos neste mundo.



III – A ausência de crescimento

1. “Não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina”, Ef 4.14.

2. Impera sobre o ideal de crescimento cristão. Quando o crente não procura crescer, tem uma vida cristã superficial. Será presa fácil nas mãos dos que se opõem à verdade. Neste versículo Paulo está mostrando os perigos a que estão sujeitos aqueles que não buscam o crescimento. Duas coisas são mencionadas como risco do não crescimento cristão:

a. A permanência no estado de crianças espirituais.

a.1. Uma criança pensa como criança e age como criança, 1 Co 13.11, “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino…”.

a.2. O escritor da carta aos Hebreus fala de certos tipos de crentes que permanecem no estado infantil por longos e longos anos, Hb 5.12-14, “12 Porque, devendo já ser mestres em razão do tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido. 13 Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança; 14 mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal”.

b. O interesse para com doutrinas várias e estranhas. Existem muitos crentes que ficam procurando novidades, para satisfazerem sua curiosidade espiritual. A Palavra de Deus nos alerta quanto aos perigos de tais procedimentos:

b.1. 1 Tm 4.1, “Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios.” A falta de crescimento cristão, pode levar o crente a não reconhecer o que é uma “doutrina de demônio”, que muitas vezes aparece para seduzir e enganar os crentes.

b.2. 2 Tm 4.3-4, “3 Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, 4 e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas”. Duas coisas comuns em crentes sem crescimento são denunciadas aqui por Paulo:

b.2.1. “Gostam de ouvir coisas agradáveis”. Em outra tradução: “Gostam de ouvir novidades”. Quantos crentes ficam atrás de novidades? Isto fazem por desconhecer e praticar a Palavra de Deus. O pior é que estas novidades, acabam por corromper a fé cristã.

b.2.2. “ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos”. Temos aqui uma referência a pessoas que querem ouvir apenas o que gostam. Se o profeta fala contra seus pecados, não serve, é descartado.

b.2.3. “Se desviarão da verdade, dando ouvidos a fabulas”. Em outras palavras “dando ouvidos a histórias fantásticas, mirabolantes”. Estas fábulas têm-se multiplicado grandemente hoje em dia no meio do povo de Deus. Fique com a Palavra!



IV – O resultado do crescimento

1. “Segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor”, Ef 4.16.

2. Embora a Igreja seja uma comunidade, cada crente deve fazer um esforço pessoal visando o seu próprio crescimento para o bem-estar geral. Nada acontece por acaso. Muitas vezes você admira um determinado irmão por ver nele um certo grau de maturidade, mas você não sabe o quanto custou seu crescimento em Cristo. Foram, muitas vezes, longas horas de oração e meditação na Palavra.

3. O crescimento espiritual, não deve ser para o fortalecimento de nosso “ego”. Quando nosso “ego” sai fortalecido, estamos trilhando o caminho da “carne” e não o caminho do Espírito de Deus. Paulo fala contra alguns líderes que possuíam este tipo de procedimento, Cl 2.18, “Ninguém atue como árbitro contra vós, afetando humildade ou culto aos anjos, firmando-se em coisas que tenha visto, inchado vãmente pelo seu entendimento carnal.”

4. Nosso crescimento espiritual deve visar o fortalecimento de nossa comunidade de irmãos em Cristo. Quando há crentes maduros na Igreja, todo o corpo de Cristo é beneficiado. Porém em contra partida, quando há crentes imaturos, todo o corpo de Cristo sofre, 1 Co 12.26, “De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele”.

5. A principal característica de uma Igreja amadurecida é a “edificação no amor”. O amor é o elemento onde funcionam a unidade verdadeira e o benefício mútuo do corpo de Cristo. Sem o amor esta realização é impossível. Dois pontos são aqui importantes para serem ressaltados:

a. O amor edifica, 1 Co 8.1b, “A ciência incha, mas o amor edifica”.

b. O amor é o vínculo da perfeição, Cl 3.14, “E, sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição”.

6. Na verdade, o crescimento cristão tem como objetivo o fortalecimento da comunhão e do amor entre irmãos.



CONCLUSÃO

1. Qual é o nível de crescimento cristão em que você está? Você se sente um crente maduro, ou imaturo?

2. Lembre-se como crentes em Jesus, devemos buscar a perfeição, através da ação do Espírito Santo em nosso íntimo, nos moldando e nos transformando na própria imagem de Cristo, que é o nosso modelo, exemplo de perfeição.

3. Deixe se ser imaturo e cresça no poder da Palavra de Deus.

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