O que a Bíblia diz sobre a morte

Centenas de pessoas separam o dia 02 de Novembro para “velar” seus mortos. A origem desta prática é antiga. Há mais de três mil anos atrás, os Druidas (magos de origem celta) realizavam cerimônias de adoração ao “deus da morte” ou ao “senhor da morte” no dia 31 de outubro, nas quais eram oferecidos sacrifícios humanos. Na tentativa de cristianizar estas comemorações, a Igreja Católica declarou o 1º de novembro como o “Dia de Todos os Santos” e o dia 2 como “Dia de Finados”.

Embora todos nós saibamos que a morte é algo inevitável, não conseguimos encará-la com naturalidade. Somente falar ou pensar sobre isso geralmente é algo que incomoda, dói, gera medo… Isso porque Deus não incluiu a morte em seus planos na criação do homem, ela veio como conseqüência do pecado (“o salário do pecado é a morte” – Romanos 6:23); fomos criados eternos, é por isso que não conseguimos aceitar a morte: fomos criados para a eternidade!

Mesmo sendo algo comum a todos os homens em todos os tempos, há muita dúvida a este respeito, e muitas doutrinas equivocadas são propagadas quanto à morte e assuntos correlacionados. Vamos tentar resumir neste estudo, o que a Palavra de Deus, nossa fonte mais segura de conhecimento, ensina sobre este assunto:

1. A morte não é o fim da existência – Morte significa separação. A morte física ocorre quando o corpo é separado do espírito. O corpo, sem o espírito, não tem vida, e logo começa a se decompor. Fomos feitos de pó (Gênesis 2:7), e ao pó retornamos (Eclesiastes 12:7). No entanto, nosso espírito é imortal. Jesus claramente ensinou que existe vida após a morte: “Que os mortos ressuscitam, já Moisés mostrou, no relato da sarça, quando ao Senhor ele chama ‘Deus de Abraão, Deus de Isaque e Deus de Jacó’. Ele não é Deus de mortos, mas de vivos, pois para ele todos vivem” (Lucas 20:37).

2. Não existe reencarnaÇÃo – Para alguns é reconfortante acreditar que o espírito de alguém muito querido irá voltar a esta terra num outro corpo ou forma. No entanto, tal teoria está totalmente em desacordo com aquilo que a Bíblia ensina. Vivemos e morremos neste mundo uma só vez. Observe o texto sagrado: “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez, e depois disso enfrentar o juízo, assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos” (Hebreus 9:27 e 28). Não há margem para dúvida ou outras interpretações: após a morte, ninguém receberá uma segunda chance, mas apenas juízo. Se uma pessoa precisasse morrer muitas vezes, qual seria o valor do sacrifício de Jesus? Teria ele também que morrer muitas vezes? Além disso, a idéia de que nossas almas são aperfeiçoadas através da reencarnação é absolutamente oposta à doutrina Bíblica de que somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé em Cristo Jesus (Efésios 2:8-9).

3. O DESTINO DOS QUE MORREM SEM SALVAÇÃO É O INFERNO – Quando a Bíblia fala da situação dos mortos, ela diz que é impossível ao ímpio se livrar dos tormentos para entrar no conforto dos fiéis: “Quem nele (em Jesus) crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado… E estes irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.” (João 3:18 e Mateus 25:46). Não há segunda chance, não há meio termo, não há estado intermediário. Jesus é o único caminho para a salvação. Se em vida, a pessoa não se entregou ao seu senhorio, após a morte, entrará imediatamente em tormento. Jesus nos contou a história sobre um certo homem rico e um outro chamado Lázaro (Lucas 16:19-31). O rico havia ignorado os mandamentos de Deus, enquanto Lázaro lhe foi um servo fiel. Ambos morreram. O rico foi para um lugar de tormento e Lázaro foi levado pelos anjos até a presença de Deus. O texto afirma que o rico (que não estava salvo), estava em grande sofrimento, numa chama e com muita sede. Ele podia ver, sentir e recordar. Podia contemplar os salvos, sem no entanto poder chegar perto do lugar onde estavam. Estava consciente de que deveria ter se arrependido em vida. No entanto, nada mais podia ser feito a respeito. Em nenhum lugar das Escrituras é possível encontrar base para a existência do Purgatório. PURGATÓRIO NÃO EXISTE! A idéia de que é bom acender velas para iluminar o caminho das almas que estão em tormento só é boa para os fabricantes de vela, porque espiritualmente não possuem valor algum. Aqueles que rejeitaram a graça salvadora de Cristo Jesus serão condenados e ponto. ”Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo” (II Coríntios 5:10).

4. OS SALVOS HERDARÃO A VIDA ETERNA – Haverá uma eterna separação entre os justos (obedientes) e os injustos (desobedientes): “Aquele que crê no Filho de Deus, tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho, não verá a vida“ (João 3:36) e “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida” (João 5:24). A mesma história contada por Jesus sobre o rico e Lázaro (Lucas 16:19-31), mostra que Lázaro fora levado pelos anjos até um lugar denominado “Colo de Abraão”, e estava sendo consolado, descansando. Também o ladrão que foi crucificado ao lado de Cristo, mostrou fé e um coração arrependido, e ouviu a promessa: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43). A condição para herdar a vida eterna não é fazer boas obras, ser muito religioso, ou passar por muitos sofrimentos… Nada do que fazemos ou deixamos de fazer nos torna dignos de herdarmos o Reino de Deus, onde o pecado não entra. Esta condição só é possível através de Jesus Cristo. Só Ele pode nos redimir, nos justificar e nos santificar. Todos os que, pela fé, aceitarem essa salvação de Jesus, após a morte serão levados pelos anjos a um lugar de repouso e refrigério, onde poderão usufruir da maravilhosa presença de Deus Pai, e de onde nunca mais irão sair. A Vida Eterna é uma maravilhosa certeza de todos os que crêem em Deus e em suas promessas.

5. Deus condena a comunicação com os mortos – Algumas pessoas acreditam firmemente que os mortos retornam para avisá-las de perigos, ou para guiá-las em suas vidas e decisões, ou até para assombrá-las e ameaçá-las. O sofrimento causado pela morte de um ente querido é quase insuportável, e na ânsia de minimizar um pouco tanta dor, muitos se enveredam pelo caminho da necromancia (comunicação com os mortos), tentando se comunicar com o espírito daqueles que já morreram. No entanto, todos os esforços para se comunicar com os mortos, sejam diretamente ou através de médiuns, são contra a vontade de Deus e resultarão em condenação. Quando o homem rico da história contada por Jesus em Lucas 16 pediu que um mensageiro dos mortos fosse enviado para ensinar sua família na terra, Abraão disse que isso nem era permitido, nem necessário (Lucas 16:27-31). Deus foi muito taxativo sobre este assunto, quando exortou seu povo: “Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria, ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas” (Deuteronômio 18:10-12). A necromancia, portanto, é uma prática abominável diante de Deus.

Devido à entrada do pecado no mundo, e no coração do ser humano, a morte passou a fazer parte da nossa trajetória. No entanto, a esperança daquele que crê, está justamente na vida após a morte: a vida eterna com Deus! Jesus Cristo é o autor da vida, Ele veio ao mundo para destruir as obras do Maligno, enfrentou a morte e venceu, ressuscitou, e prometeu essa mesma vitória a todos os que o seguirem. Aleluia! Então, não se deixe enganar com doutrinas vãs, falsas filosofias, mitos ou superstições. Entregue a sua vida a Cristo, convide-o a ser verdadeiramente o seu Salvador e o seu Senhor. Porque “pela graça sois salvos, por meio da fé; não pelas obras para que ninguém se glorie”, pois “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho Único para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Márcia Rezende -Bacharel em Educação Religiosa e Ministra de Educação Cristã na 3a.Igreja Batista de Marília

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