Os privilégios e responsabilidade na família de Deus

Vamos ver nessa oportunidade: Os privilégios e responsabilidade na família de Deus. 
Vivemos dias de grandes oportunidades para o avanço do Reino de Deus. Problemas a sociedade sempre os teve e sempre terá.
Todavia, em termos de oportunidades para o compartilhar do evangelho santo nunca tivemos tantas como as temos hoje!
Entraremos por essas portas aberta? Usaremos nossos dons e talentos para o avanço do Reino do Senhor? 

Ler Mateus 6:19-21,24

1. Algumas observações sobre o texto

a. Está inserido no contexto do Sermão do Monte ou da Montanha.
– Plataforma de lançamento do ministério de Jesus na terra. Tudo o que o Reino de Deus representa está em certa forma encapsulado aqui: os valores do Reino, os princípios básicos do Reino e principalmente a prática do Reino de Deus.
– Já foi dito que o Sermão da Montanha, se obedecido, se praticado, se torna o manual da felicidade do cristão.

b. Dentro desse sermão Jesus traz ensinos práticos sobre o comportamento dos seus futuros seguidores.
– Dentre esse encontramos a passagem lida.
– O tema é sobre o nosso relacionamento com o dinheiro.
– O tema do dinheiro acompanha muitas histórias bíblicas.
– Está entre os temas mais expostos na Escrituras.

c. Infelizmente, é um dos temas menos estudados em nossas igrejas.
– Isso se constitui um erro
– Um erro que pode ser fatal para a própria igreja e para as famílias cristãs.

d. Nesse texto, Jesus:
1) Ensina para não ajuntar tesouros na terra.
– a razão para isso é bem simples: os tesouros ou serão destruídos ou serão roubados. A ideia é que os tesouros são destruídos completamente, arruinados, não ter nenhum valor.
– Naqueles dias, os tesouros eram enterrados no chão da casa.
– Aqui ele menciona que a traça pode comer – tratava de roupas caras, bordadas.
– Também metais preciosos, que a ferrugem corrói.
– Por serem as paredes de barro, os ladrões faziam um buraco e entravam facilmente nas casas.
– Tesouros são resultados alcançados por esforços pessoais e quando alcançados dessa forma eles passam a ser objetos do nosso amor, do nosso apego.

2) Não – categórico, firme, absoluto
– Não entesoure o seu tesouro.
– Certamente ele será perdido.

3) Jesus propõe outro tipo de acúmulo.
– A ideia de Jesus é também de entesourar, todavia, o depósito para guardar os tesouros não fica na terra, mas fica no céu.
– “Mas” – em oposição a essa prática, adversamente a essa prática, ele sugere outra.
– O lugar ideal para guardar o tesouro fica no céu, pois em não havendo no céu traças, ferrugem ou ladrões, não existe a menor possibilidade de perder os tesouros.

4) Todavia, essa não é única conclusão de Jesus sobre o ajuntamento de tesouros.
– Ele faz uma observação extremamente pesada e difícil de ser digerida, por isso, a nossa aversão a esse ensinamento: Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.
– Ou seja: o coração e os tesouros andam juntos. Não podem ser divorciados.
– Onde está o tesouro está o coração e onde está o coração está o tesouro.
– Se o tesouro está na terra, o coração está na terra.
– Se o tesouro está no céu, o coração está no céu.
– Modificar essa equação é uma impossibilidade.
– O que está em jogo aqui é a lealdade. Ela é absolutamente a Deus e ao seu Reino?
– Calvino: “Quando as riquezas dominam o coração; Deus perdeu a autoridade”.
– Para Calvino, amar a Deus e amar ao dinheiro com a mesma devoção é o mesmo que tentar reconciliar as trevas com a luz – impossível.

e) No outro texto:
1) É ainda mais difícil do que o primeiro já mencionado.
2) Recordemos: Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
3) O mesmo não – absoluto.
4) Poder – a palavra é dunamai (dinamite). Poder, ter poder, seja em virtude da própria capacidade e recursos, ou de um estado mental, ou por circunstâncias favoráveis, ou por permissão de lei ou costume. Ser capaz de fazer algo. Ser capaz, forte e poderoso.
OU Seja: Jesus está dizendo que nem tendo o poder de uma dinamite alguém consegue servir satisfatoriamente dois senhores.
5) Servir – da palavra escravo. Não se pode ser escravo de dois senhores e amar os dois senhores com a mesma intensidade. Havia, na época de Jesus escravos que serviam a dois senhores (ocasionalmente), mas eles serviam melhor ao que eles mais amavam. Um era servido com amor e o outro com ódio.
• Paulo usa essa expressão quando afirma ser servo de Cristo, por um lado.
• Por lado ele diz que não era escravo do dinheiro, pois havia aprendido a viver contente em toda e qualquer circunstância.
5) Senhores: Kyrios. Notemos que Jesus identifica o dinheiro como um senhor.
• O imperador romano era um Kyrios, o senhor do mundo, um que reivindicava a aliança e a lealdade dos seus súditos em todo o império. Quando o imperador visitava uma colônia, a palavra usada para a visita era parousia – a mesma que usamos para a vinda de Jesus.
Mamon. Palavra originária da Síria, também usada no Aramaico. Não era um deus. Usada para dinheiro.
• Jesus, porém, atribuiu a esse termo poderes divinos.
• O dinheiro é um kyrios – como ele.
• Jesus afirma que não é possível servir simultaneamente a Deus e a Mamon. Assim, como não era possível ser leal a César e a Jesus ao mesmo tempo.

2. Algumas observações sobre a realidade da obra de Deus na terra.

a. É por meio do envolvimento com a obra de Deus na terra que nós nos enquadramos no ensino de Jesus.
b. Acumulamos tesouros no céu, usando os nossos tesouros da terra.
c. Por séculos, os cristãos racionalizam esse texto. As desculpas são muitas, e algumas exageradas.
d. Não está pedindo para ficar pobre, não reservar para a aposentadoria, nem cuidar da família etc.
e. Está se falando apenas para não gastar a vida acumulando tantos tesouros e ao mesmo tempo vendo o avanço do Reino de Deus atrasado por falta de envolvimento com ele.
f. Missionários estão voltando do campo de trabalho por falta de sustento.
g. Seminaristas abandonam o seminário por falta de verba para pagar os estudos.
h. Igrejas estão fechando por falta de pastores. Pastores deixam as igrejas porque não conseguem viver com a miséria que recebem.
i. Os pobres das nossas igrejas não são assistidos porque as juntas diaconais não tem recursos.
j. Não creio ser justo (falo da justiça bíblica) que alguns se esforcem tanto em prol do Reino, enquanto alguns viram o rosto quando solicitados a ofertar.

3. Alguns desafios para que encontremos tesouros no céu


a. Primeira a coisa a fazer é seguir a orientação que os consultores financeiros dão para quem vai começar a investir: comece o mais cedo possível. Quanto mais cedo começar, mais retorno terá, em tese – nas coisas deste mundo, mas com certeza no mundo de Deus.
b. Invista em algo que tem fundamento sólido. Não existe nada mais sólido do que o céu. Jesus disse que lá a traça, a ferrugem e os ladrões nada podem fazer contra o seu investimento.
3. Invista em longo prazo. Warren Buffet: “Fique sócio da empresa”. Alguém disse uma verdade. “No céu somente encontraremos somente o que mandarmos adiantado”.
4. Confie no seu consultor. Ele sabe como é o céu e está nos avisando para investirmos lá que teremos bons dividendos.
• Divulgar informações privilegiadas sobre uma empresa e se aproveitar para realizar negociações. Ato ilegal, conhecido como insider trading. Jesus passa uma informação que ainda não era conhecida do público. Invista no céu que você terá grandes dividendos.

CONCLUSÃO:
“Se uma pessoa adquire a atitude correta em relação ao dinheiro, isso ajudará a endireitar quase todas as outras áreas de sua vida.” ― Billy Graham
– Deus na sua graça corrige os nossos erros
– Deus na sua graça nos insere nos seus planos quando aceitamos obedecer seus mandamentos
– Deus na sua graça nos insere na história da salvação
– Que possamos todos viver responsavelmente neste mundo construindo o nosso tesouro no céu.

 Antonio Carlos Barro
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