Introdução
No calendário da Igreja Cristã celebramos hoje o derramamento do Espírito Santo como cumprimento da promessa feita por Jesus em Lucas 24.49 e em Atos 1.4-5. Essa promessa foi cumprida no dia de Pentecostes (Atos 2.1), que acontecia cinqüenta dias depois da Páscoa. Daí a origem do nome Pentecostes. Pentecostes era uma das mais importantes festas do Povo de Israel porque nela celebravam-se as colheitas como bênçãos de Deus. Havia muita alegria nesta festa (Deuteronômio 16.9-12).
Jesus morreu por nós por ocasião da festa da Páscoa e o Espírito Santo foi enviado por ocasião da Festa de Pentecostes. Isto é significativo. Para que o óleo precioso do Espírito seja derramado (Pentecostes) é preciso que encontre corações limpos, lavados pelo sangue do Cordeiro (Páscoa). O Cordeiro tira os nossos pecados (João 1.29), para dar lugar ao Espírito e, com ele, o amor, a alegria, a paz, a paciência, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio, como já vimos na reflexão sobre o fruto do Espírito.
O envio do Espírito no dia de Pentecostes marca o início dos últimos dias (Atos 2.17) que terminarão com a volta gloriosa do Senhor (Atos 2.20). Entre o Pentecostes e a volta do Senhor é tempo de semear e colher. Não é tempo de especulações sobre “épocas ou estações que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade” (Atos 1.6-7), mas é tempo para levarmos o Evangelho até aos confins da terra (Atos 1.8).
ENQUANTO (Atos 2.47b) vivemos diariamente como crentes e como Igreja na plenitude do Espírito Santo (Atos 2.1-4), vidas são ganhas, porque:

1º – NA UNÇÃO DO ESPÍRITO, SOMOS EFICIENTES NA COMUNICAÇÃO
Falamos a linguagem do Espírito, e não da carne, e por isso todos entendem quando falamos das grandezas de Deus (Atos 2.4, 6-8, 11). É exatamente o contrário do que aconteceu em Babel. Lá quiseram subir até aos céus com os seus próprios esforços; Deus teve que confundir a língua deles; em Pentecostes, Deus vem até nós (João 14.23) e desfaz a confusão das línguas para que todos entendam o que falamos sobre as grandezas do Pai celestial!
Deus desperta através de nós as pessoas para ouvirem a pregação (Atos 2.12-13). As pessoas estavam ouvindo o que os discípulos de Jesus diziam a Deus nas orações e expressões de louvor e adoração (falando das grandezas de Deus), de acordo com 1 Coríntios 14.2. Mas ao observarem o que estava acontecendo na comunhão dos crentes, os incrédulos, mesmo os zombadores, despertaram-se para ouvir a pregação de Pedro sobre a obra de Deus em Cristo para a nossa salvação (Atos 2..14-36). Há uma ilustração disto em 1 Coríntios 14.13, 23-25.
A linguagem do crente cheio do Espírito promove a comunhão dos irmãos e desperta os incrédulos para ouvirem de Jesus.

2º – NA INSPIRAÇÃO DO ESPÍRITO, SOMOS FIEIS AO CONTEÚDO DO EVANGELHO
Na plenitude do Espírito, falamos de Jesus com poder. Pedro explicou que estava se cumprindo a profecia de Joel (Atos 2.17-21). Mas, para que os crentes recebessem essa promessa, foi necessário que Jesus cumprisse todo o plano de Deus para a nossa salvação. De fato, o Espírito Santo não glorifica a si mesmo, mas glorifica a Jesus (João 16.14). Quanto mais cheios do Espírito, mais apaixonados somos por Jesus; mais glorificamos a Jesus! Não falamos de nós mesmos; não falamos tanto sobre o Espírito Santo, mas o Espírito nos inspira a falar da pessoa e da obra de Jesus, como Pedro fez a partir do versículo 22.
Cheios do Espírito, somos fiéis ao conteúdo do Evangelho, que é a pessoa e a obra de Jesus (1 Coríntios 15.3-4). Pedro destacou em sua mensagem a revelação de Deus através do ministério de Jesus (2.22), a necessidade da morte do Senhor na cruz para o perdão dos nossos pecados (2.23), a ressurreição dele para nos dar vida nova (2.25-32) e a sua glorificação à direita do Pai (2.33-36) para nos assegurar posição celestial (Efésios 2.6). A exposição do Evangelho na inspiração do Espírito Santo atinge os corações como flecha de Deus (Atos 2.37).
Jesus é o único fundamento (1 Coríntios 3.10). Só podemos confessar a Jesus como Senhor pelo poder do Espírito Santo. Chegará o momento em que todos confessarão que Jesus é Senhor (Filipenses 3.9-11).

3º – NA CONVICÇÃO DO ESPÍRITO PELA PALAVRA, SOMOS COMPROMETIDOS COM O REINO
A convicção gerada pelo Espírito leva ao arrependimento e à fé (2.37-38, 40). Os corações atingidos pela Palavra como flecha de Deus se quebrantam e se arrependem. O resultado é a salvação, o perdão dos pecados.
O batismo é compromisso com e no corpo de Cristo. Pela fé em Cristo, recebemos o mesmo Espírito da promessa e somos inseridos no Corpo de Cristo (2.39, 41; 1 Coríntios 12.13). Desde o dia de Pentecostes, o Espírito está presente na comunhão dos remidos e agindo no mundo através do Corpo de Cristo, no qual habita.
A vida cristã poderosa é vivida no compromisso com o Senhor e com os discípulos do Senhor na igreja como corpo vivo de Cristo. É nas células que este grau de compromisso é vivido de maneira real e intensa.

4º – NA COMUNHÃO DO ESPÍRITO, VIVEMOS COMO COMUNIDADE DO REINO DE DEUS NO MUNDO
Perseveramos nos elementos essenciais da vida cristã (2.42).
Vivemos na comunhão vertical com Deus e na horizontal com os irmãos, na igreja como comunidade do Espírito (2.43-45)
Cultuamos ao Senhor nas celebrações e nas células com alegria e simplicidade de coração (2.46)
Louvamos ao Senhor como estilo de vida e contamos com a simpatia da comunidade secular (2.47).
A Igreja como comunidade espiritual é amostra do que será o Reino de Deus em sua plenitude; por isso, atrai os famintos e sedentos de justiça, de salvação, de vida autêntica e verdadeira.

CONCLUSÃO
A colheita de vidas preciosas para o Reino de Deus é conseqüência da experiência diária do Pentecostes (plenitude do Espírito), pois, cheios do Espírito, somos eficientes na comunicação, fieis ao conteúdo do Evangelho na pregação e no testemunho, levamos vidas ao compromisso absoluto com Jesus como Salvador e Senhor, demonstramos de maneira prática os valores do Reino de Deus na comunidade dos crentes e o resultado é o mesmo registrado em Atos 2.47b: “ENQUANTO ISSO, ACRESCENTAVA-LHES O SENHOR, DIA A DIA, OS QUE IAM SENDO SALVOS”. “Erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa” (João 4.35).

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