“…Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar? E achando-a, convoca as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque já achei a dracma perdida. Assim vos digo que há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” (Lucas 15:8-10)

Introdução

“Os Três Resgates”

Este texto está inserido em um contexto de resgate. Começa pelo resgate de uma ovelha perdida entre cem. Segue com a busca à uma dracma entre dez, que também foi perdida. Segue por um filho que se perde, por isso é chamado de pródigo. Perdido e morto era o seu estado legal. De dois ele era um. Finaliza no capítulo 16, com o resgate do mordomo que até então era infiel, de todos os bens de seu Senhor. Definitivamente o tema aqui é “Resgate de um bem perdido”.

O tema que estaremos focalizando entre esses quatro exemplos será o da dracma perdida. Interessante a estratégia didática do Senhor Jesus, para nos fazer compreender o valor singular da perda.

Entre as ovelhas foi 1 entre 100;
Com as dracmas foi 1 entre 10;
Com os filhos foi 1 entre 2;
Com Deus, foi seu único filho, para resgatar milhões.
Isso porque uma perda sempre será grande, não importa o universo em que ela esteja inserida.

Significado

A dracma era a moeda grega, e também utilizada como medida de peso. Seu valor era o de um oitavo de uma onça de ouro, ou três gramas e quinhentos e oitenta e seis miligramas. Aproximadamente R$60,00 (U$20,00). Contudo, gostaria de aplicar a esta figura deixada pelo nosso Senhor Jesus. É assim que vejo esta dracma:

1- O CRENTE PERDIDO DENTRO DA IGREJA

Para se desgarrar das outras noventa e nove, a ovelha de número cem, teve que se excluir também da vida em comum do rebanho. O filho pródigo, mesmo depois de pedir sua herança, permaneceu um tempo na casa de seu pai, perdido dentro de sua própria casa. Sem comunhão com seu irmão, sem comunhão com o pai. (Pródigo quer dizer, esbanjador de oportunidades). Neste contexto está a dracma, também perdida dentro de casa.

Os dois exemplos que cercam este, denotam que foi uma decisão daquela ovelha e também daquele jovem, se apartarem do convívio e da companhia dos outros. A dracma possuía um certo valor, correspondente em ouro; contudo, não representava monetariamente um grande prejuízo a perda de uma única moeda.

O que leva o pastor, a dona de casa e ao pai do pródigo investirem em uma operação resgate? Fora o valor que cada um deles decidiu dar a cada uma dessas figuras? Assim como a ovelha, o filho era juridicamente dado como morto e perdido. Este óbito ministerial hoje se encontra sobre muitos que estão às vezes na igreja. Quando uma ovelha se desgarra do rebanho, ela se sente só, e começa a gritar para chamar a atenção, mas acaba com isso atraindo a morte, pois seus gritos trarão os lobos que a devorarão. Por isso, um pastor comum não sairia atrás daquela ovelha.

O mesmo com o pródigo. Não é costume pedir a herança de um pai que ainda vive. Isto significa declarar o seu pai morto, se torna assim para o pai e família. Contudo, aquele pai ia todos os dias a beira do caminho, onde vira a figura do filho pela última vez, na expectativa de reencontrá-lo. Quem dá verdadeiro valor aqui são aqueles que resolveram resgatar a sua perda!

A DRACMA É A FIGURA DAQUELA PESSOA QUE SE VALORIZA ACIMA DOS OUTROS.

Isola-se por entender que seu valor pessoal é prejudicado enquanto envolvido com os outros. Não entende que sozinha só vale um oitavo de uma onça de ouro. Utiliza-se das sombras da casa para se ocultar. Acaba cercada de escuridão e muita poeira. Sua única companheira é a solidão. Como resgatar a dracma perdida?

2- LUZ E LIMPEZA PARA SE ENCONTRAR A DRACMA

“Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.”

Efésio 5:14

Para permanecer oculta, aquela moeda contava com dois tipos de camuflagem: 1) com a escuridão da casa. As casas mais humildes da palestina, não possuíam janelas, apenas uma porta; 2) A poeira, que também se beneficiava da pouca luz e não era alcançada em uma faxina superficial. Os inimigos dessas duas camuflagens eram então pela ordem: a luz e a limpeza.

O texto de onde este versículo vem, fala muito sobre isto. Efésios5: 1-21 fala como a luz e a limpeza podem ser projetadas sobre uma casa e uma dracma perdida.

Começa dizendo:

Sejam imitadores de Deus;
Andem em amor;
E passa a descrever o que traz as trevas e sujeira:
A) Prostituição: B) Impureza; C) Avareza; D) Torpezas; E) Parvoíces; F) Chocarrices.
Continua dizendo que: fornicação, impureza e avareza, que é idolatria, roubam a herança dos santos do reino de Cristo e de Deus.

Por isto o apóstolo Paulo acrescenta:
11 E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.
12 Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe.
13 Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta.

E é aí que o apóstolo ordena que despertem de seu sono e reflitam à luz de Cristo. Ao se distanciar do rebanho, da família de Deus, sair da “Casa do tesouro”, seremos tentados a permanecer onde estamos, e agora, como se tem a ilusão da invisibilidade, afinal se tornou na “dracma perdida”. Pensa que uma vez oculto, suas obras não serão manifestadas.(João3: 19-21)

Continua, no entanto, achando que é uma dracma, algo valioso, e que possui seu próprio valor. Mas o que não sabe, é que a única coisa que pode trazer o regozijo de seu reencontro é a luz da casa, projetada sobre ela, e se deixar separar da sujeira pela limpeza proporcionada pelo sangue e pela palavra de Cristo.

UMA DRACMA QUE NÃO PODE SER USADA

“… Despertai-vos com as admoestações” (lPe1:13)

“E digo isto, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono;porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.” (Rm13:11)

A ilusão do isolamento é a defesa de nossa valorização. “Sentirão minha falta!”, “Estou fora!”, “Vão ter que se virar sem mim!”, “Joguei a toalha”. A questão que a dracma desconhecida, é de que antes ela fazia parte de um pequeno tesouro, que somado, dava aquela mulher a sensação de possuir uma certa economia. Mas sozinha, além do valor diminuto, sua situação pode ser ainda pior por não poder ser usado!

Perdida na poeira e sombra da casa, aquela moeda perdeu também “a liberdade que só possui, quando se deixa usar pelo seu verdadeiro dono!”

Aquela dracma que antes corria os mercados, lojas, lares e até mesmo acompanhava as grandes e longas caravanas, agora, era prisioneira de sua perda. Perdida em casa. Uma dracma sozinha poderia ser uma esmola razoável; unida a outras, porém, um tesouro.

Quantos hoje não poderiam também ser comparados àquela dracma? Vivem dizendo: “A mim ninguém usa!”. E perdem com isso a alegria que só quem é servo pode descrever. A alegria de ser usado por Deus para abençoar ao próximo e a igreja. Do que adianta ter dons e valores, se não podem ser provados por pessoas a nossa volta, a Deus que nos salvou para serviço e a igreja, noiva do Cordeiro. O reencontro da dracma perdida, assim como o resgate da ovelha perdida e o retorno do filho pródigo, produzem festa; um tipo de festa capaz de fazer os anjos dançarem de alegria! Porque? Porque há alegria no Céu, quando um pecador se arrepende.

Hoje, a luz de Deus e a limpeza trazida pela Palavra, também lhe buscam dentro de casa! Você se deixa achar? Se a resposta é sim, saia do seu lugar e diga: “a luz de Cristo brilhou sobre mim hoje!!”.

retorno cristao, resgatar o perdido, restauracao

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