Só elogios, finalmente.

King James Atualizada: Então, dirá o Rei a todos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, abençoados de meu Pai! Recebei como herança o Reino, o qual vos foi preparado desde a fundação do mundo. Mateus 25.34

Almeida Atualizada: Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Mateus 25.34

Introdução:

Em 1978 foi publicado um livro do autor Colin Chapman cujo título era: O cristianismo no banco dos réus (há uma cópia em nossa biblioteca).

Com o decorrer dos tempos foi a igreja que se sentou no banco dos réus. Ela se tornou a inimiga da sociedade e por incrível que possa parecer ela está se tornando também a inimiga dos cristãos.

Estou exagerando?

Nessa breve meditação quero fundamentar essa minha afirmação.

Não feche o filtro e nem fique conversando com quem está ao seu lado.

  1. A igreja está se tornando a inimiga dos cristãos em decorrência da própria apatia do cristão que transfere para a igreja a sua apatia e vê na igreja a culpada pela sua apatia.

Ou seja, o crente apático, morno na linguagem do Apocalipse, contribui para que a igreja seja morna, mas ele não se apercebe disso e prefere se afastar da comunhão do e com o povo de Deus.

Esse morno/a, no íntimo, crê ser melhor do que os outros mornos que estão na comunidade. Mas é morno tal e qual.

  1. A igreja está se tornando a inimiga dos cristãos em decorrência da sua (ainda) relutância em aceitar os postulados da nova religião que inclui e trata a todos como sendo filhos de Deus independentes da pessoa de Cristo.

Ou seja, a igreja resiste à ideia do universalismo proposto pelos novos tempos. Esta resistência afasta as pessoas de mente aberta, modernas, cultas, esclarecidas, geração XYZ, yuppies, etc. Elas não querem participar de uma igreja que afirma a salvação única na pessoa de Cristo.

Participar de uma comunidade assim seria um ato retrogrado e ultrapassado. Eu diria até vergonhoso. A pessoa não quer ser vista com essa turma de alienados.

Ilustração:

Seis razões pelas quais os jovens deixam a igreja (Barna Foundation).

Isolacionismo. Um quarto dos jovens de 18 a 29 anos dizem igreja demoniza tudo o que é de fora da igreja, incluindo a música, filmes, cultura e tecnologia que fazem parte sua geração.

Superficialidade. Um terço vê a igreja como chata, cerca de um quarto dizem que a fé é irrelevante e o ensino da Bíblia não é claro. Um quinto diz que Deus está ausente de sua experiência de igreja.

Anti-ciência. Um terço diz que a igreja está fora de sintonia sobre os progressos científicos e os debates de hoje.

Sexo. A igreja é percebida como simplista e preconceituosa. Para um quinto ou mais, a filosofia de “apenas dizer não” é insuficiente em um mundo tecno-porno. Jovens cristãos são tão sexualmente ativos quanto os seus amigos sem igreja, e muitos dizem que se sentem julgados.

Exclusividade. Três em cada 10 jovens sentem a igreja é muito exclusiva nesta era pluralista e multicultural. E o mesmo número se sente forçado a escolher entre a fé e os amigos.

Céticos. A igreja não é um lugar seguro para expressar dúvidas dizem mais de um terço dos jovens, e um quarto deles tem sérias dúvidas que eles gostariam de discutir.

Transição:

Assim sendo, a igreja, para muitos, não presta, não serve, não vale quase nada. Pelas razões apontadas acima e por muitas outras. É uma realidade. Os cristãos estão abandonando a igreja.

Todavia, e sempre há um todavia, haverá um dia num futuro qualquer em que as coisas vão se reverter. Tenha paciência, pois esse dia é tão certo como o ar que você respira nesse momento. Falo brevemente desse dia. Esse é o dia em que Cristo surge como o Rei e ajunta a todos de todas as nações para ouvirem suas últimas palavras:

  1. Nesse dia o rei fará um convite irrecusável.

– Vinde, venham aqui, venham agora.

– O mesmo convite, que na verdade é um mandamento, é encontrado em:

Mt 4.19 – Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.

Mt 11.28 – Vinde a mim, todos os que estão cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

O verbo está na voz imperativa que expressa um comando ao que ouve para que realize certa ação debaixo da ordem e autoridade de quem comanda. É um comando absoluto que requer total obediência por parte de quem ouve.

Nada mais lógico agora que quem ouviu e obedeceu aos primeiros convites de se tornarem discípulos do Cristo, recebam agora o último convite para a entrada no reino eterno.

  1. Nesse dia o rei fará uma afirmação inquestionável.

– Abençoados de meu Pai

– A ideia do grego aqui não é “abençoados por meu Pai”, mas sim “abençoados que pertencem ao meu Pai”.

– A bênção do Pai vem por meio de Cristo. Ele reparte a bênção com os seus amigos.

  1. Nesse dia o rei fará uma ação com implicações eternas.

– Recebei como herança o Reino, o qual vos foi preparado desde a fundação do mundo.

– Aqui Cristo exerce a mais alta autoridade de um governante para incluir quem ele quer no seu reino eterno. O reino lhe pertence e ele coloca no reino os seus amigos de longa caminhada.

– Receber a parte da herança, receber como herança, obter o direito de herança. Note que não é um favor que o Cristo está fazendo, mas sim distribuindo uma parte que lhe pertence com aqueles que lhe seguiram até o fim. O reino era um direito e agora se torna um fato (W. Hendriksen).

– Novamente o verbo está no imperativo. É uma ordem receber o que ele reparte.

– A herança é o reino – a Basileia. Talvez não tenhamos ideia do que isso significa. Cristo não está repartindo um pedaço do reino, mas está ofertando toda a plenitude do reino aos seus amigos. Ilustração: o pai do irmão do filho pródigo lhe diz: Tudo o que é meu, é teu. Cristo diz: o meu reino lhe pertence. E lhe pertence desde a criação do mundo (cosmos).

Conclusão:

Sei que essa não é a mensagem moderna do evangelho, mas é necessário recordar a razão de ser da igreja. Suzanne de Dietrich diz: “Duas tentações constantemente ameaçam a comunidade testemunhante. Uma é considerar a vida em separado com um fim em si mesmo. Isso produz um gueto religioso, a auto justificação dos fariseus, a exclusividade dos ‘salvos´. A outra é sucumbir ao lento processo de assimilação pelo qual o povo de Deus, perde sua identidade e adota o estilo de vida pagão ou da civilização secular que o circunda” (The witnessing community, p. 16-7). Essas palavras foram ditas em 1958.

Dorothy Sayers disse em 1947: “O fato brutal é que neste país cristão não há uma pessoa em cem que tem a menor ideia o que a Igreja ensina sobre Deus ou o homem ou a sociedade ou a pessoa de Jesus Cristo.”

Como o Grande e Supremo Pastor de seu povo Cristo saberá distinguir naquele dia os que são dos que não são. Finalmente o joio será separado do trigo.

A quem ele emitirá essas palavras?

– Aos que alimentaram os famintos.

– Aos que hospedaram os forasteiros.

– Aos que vestiram os sem vestes.

– Aos que confortaram os prisioneiros.

Em outras palavras, os que vão entrar no seu reino são as pessoas que seguiram nos seus passos, que se fizeram disponíveis para os seus semelhantes, especialmente os menos afortunados deste mundo. Essas pessoas, no dizer dele mesmo, hospedaram o próprio Cristo e agora serão hospedadas por ele.

Aqueles que olharam para ele, mas viram nele um líder qualquer e não o Salvador do mundo receberam outras palavras que não são nada animadoras. Não são também animadoras para aqueles de Mateus 7 que diziam: Senhor, Senhor. O que ele disse na ocasião se completa agora: eu não conheço vocês.

Vale a pena então servir a Cristo?

E sobre os que vão ouvir palavras severas dele?

Por causa de tanta gente que vai ficar de fora, eu gostaria imensamente que Cristo permitisse que todos entrassem. Mas, se ele fizer isso ele negará a si mesmo e a sua palavra.

Thomas G. Long: a falha em agir compassivamente com os outros foi uma falha para com o próprio Cristo.

A igreja merece ser criticada? Sim. Mas a crítica não é para abandoná-la e sim para amá-la ainda mais. Cristo, diz Paulo, amou a igreja e se entregou por ela. Se ele fez isso, devemos fazer o mesmo.

Há nos dias de hoje um ressurgimento para a proclamação do evangelho:

“O abandono cristão do evangelismo, discipulado e apologética, em uma época cínica, é profundamente sério. A justiça social não é suficiente. Nós simplesmente devemos recuperar rapidamente a arte da persuasão que ama e desperta almas. O mundo, surdo como pode às vezes parecer, está morrendo por boas notícias.” (Kelly Monroe Kullberg, editora, Encontrar Deus em Harvard, fundadora, O Fórum Veritas)

Guinness, apologista britânico, recentemente escreveu um livro com o seguinte título: A Conversa dos Tolos: Recuperando a arte da Persuasão Cristã, demonstra como persuasão apologética exige tanto o racional e o imaginativo. A persuasão é subversiva, virando as mesas das suposições dos ouvintes para surpreendê-los com sinais de transcendência e credibilidade do evangelho.

A igreja ainda é a visibilização do reino de Deus na terra. É e será até ao dia final.

Nesse dia, finalmente, a igreja somente receberá elogios e assim estaremos para sempre com o Senhor.

Convite:

Quero convidar você a renunciar ao cristo moderno forjado na mente relativista desse mundo e ser converter ao Cristo antigo das Escrituras.

Antonio Carlos Barro

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