Uma Ideia de Culto no Êxodo

Neste sermão vamos aprender sobre a Ideia de culto no êxodo.

Texto: Êxodo 8:1

TEXTO CENTRAL:

O Senhor falou a Moisés: “Vá ao faraó e diga-lhe que assim diz o Senhor: Deixe o meu povo ir para que me preste culto.

ANÁLISE DO TEXTO:

O livro de êxodo é sem dúvida uma das narrativas mais tocantes de todo At.; o autor narra a continuidade existencial da descendência dos filhos de Jacó no Egito, o mesmo registra seu progresso, servidão e a libertação das garras de Faraó, embora a palavra êxodo nos sugira a ideia de libertação o desenrolar da história nos mostra o pano de fundo que conduz está ideia, o culto a Javé, ao desenvolver este sermão trataremos a questão do culto a Javé como o ápice da libertação dos descendentes de Jacó.

INTRODUÇÃO:

O significado da palavra culto no dicionário de língua portuguesa é, homenagem prestada ao que é considerado sagrado ou divino; a maneira através da qual uma divindade é adorada.

TRANSIÇÃO:

Meu objetivo nesse sermão é trazer a reflexão e perspectiva de um sentido de culto continuo que é expressado através da vida cotidiana em gratidão a Deus e harmonia com a criação, neste sentido usarei a ideia do êxodo como exemplo especifico.

DESENVOLVIMENTO:

PARTE I – Uma vida Fora do Padrão

O livro começa narrando quais eram os descendentes de Jacó expressando assim a continuidade da linhagem Abraâmica (Êx1.8). Até aqui podemos perceber que eles viviam em conformidade e cresciam tanto numericamente quanto em posses, com ascensão do novo Faraó a vida dos hebreus ganha um novo rumo, de descendentes da herança de Abrão tornam-se agora servos oprimidos pelas autoridades Egípcias (Êx 1.9,11).

Com o padrão de vida de um servo oprimido o povo inevitavelmente se desliga da ideia de um culto vivencial pois suas obrigações para com os senhores da terra exigem uma devoção total e a falha do cumprimento de suas tarefas pesa sobre custo de sua própria vida, seria para os hebreus um peso insuportável servir a Faraó e Javé ao mesmo tempo pois as exigências de ambos são distintas, por um lado faraó exige a construção de grandes edifícios e o trabalho forçado a custo de permanecerem vivos em sua terra, por outro Javé pede a devoção e a conservação da vida, com isso podemos afirmar claramente que os hebreu viviam uma vida fora da visão harmoniosa expressada nas promessas de seus pais.

PARTE II – O culto Como Estilo de vida

Certamente o povo ainda que por motivos forçados servia a Faraó, a consequência dessa servidão afetava originalmente as promessas de Javé para Abrão, Isaque, Jacó, não se passa desapercebido a ênfase aos três patriarcas no capitulo 3 de êxodo e ainda a questão de que Javé diz a Moisés que o apresentasse ao povo como o Deus de seus pais (ex3.15). Evidentemente não se pode desvincular o desenrolar do êxodo as promessas de Abraão pois os hebreus são a continuidade do desenvolvimento dessas promessas, podemos caracterizar três factos nessa promessa.

Primeiro, embora inicialmente fora dada a Abraão, ela é coletiva; segundo, a missão consiste em ser benção e abençoar o próximo; terceiro o cumprimento dessas promessas gera ao indivíduo uma vida em harmonia com Deus e com a criação, por consequência essa é a sugestão do sermão, um culto continuo de constante harmonia entre o criador e a criação, a harmonia com o criador e a devoção ao seu senhorio  ao mesmo tempo a contemplação dos feitos de suas mão, quero com essas palavra dizer que o culto a Deus deve ser sempre em amor e verdade não apenas no templo e nem somente no monte, mais continuamente, desde o levantar da cama pra mais um novo dia até o regressar nela para descansar.

PARTE III – A libertação Pressupõe uma Vida de Culto a Javé

Os capítulos 8,9,10 e 11 são, em geral, os mais apreciados pelos leitores de Êxodo, pois narram a triagem entre Deus, o povo e Faraó. Ao passar por esses versículos inevitavelmente somos atraídos pela coragem de Moisés e Arão, as pragas lançadas sobre o Egito,e até mesmo a arrogância de Faraó, que perdeu um grande contingente de escravos para Javé, que com braço forte libertou o seu povo e venceu a faraó com seus cavalos e cavaleiros.

É com jubilo que pensamos: Deus é bom, libertou os hebreu do Egito. Estamos certos ao dizer isso, mais algo nos passa desapercebido nesse trama: o culto”. Embora a ideia de libertação seja boa e necessária, sua espinha dorsal é o culto a Javé. Podemos notar isso claramente pelo facto de que antes das pragas atingir o Egito, Moisés e Arão vão até Faraó e dizem: – Assim diz o Senhor: Deixe o meu povo ir para que me prestem culto (êx, 8.1-8.20-9.1-0.13). Esse culto é ao meu ver o tema central do livro de êxodo, pois a vida dos hebreus desde a passagem do mar vermelho em diante resume-se ao isso mesmo (Ex.15).

O livro começa com a descrição dos herdeiros da promessa e termina no versículo 40 com a continuidade dessa promessa, sendo que a questão da opressão e libertação ocupam apenas do versículo 1 ao 15; do 15 a 40 trata-se das questões do verdadeiro culto a Javé a vida de princípio harmonioso, um entrelace entre criador e criação um convite ao culto diário.

Conclusão

O culto a Javé é sem dúvida um tema que passa por toda a Bíblia, percorrendo na história como a maior conquista da criação, como os hebreus muitos são os que foram libertos da opressão e chamados a uma vida em harmonia com o criador e a criação e de igual modo somos desafiados a esse estilo de vida.

APELO:

Quero desafiá-lo a tomar a decisão de viver sua vida como um culto continuo a Javé.

 

Autor: António Cipriano Lussasse. Estudante de Teologia da Graduação Presencial da FTSA.

Acesse:http://www.ejesus.com.br

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Sobre Antonio C. Barro

É professor da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina. Formado em teologia, com mestrado e doutorado pelo Fuller Theological Seminary, nos Estados Unidos. É o criador e editor do blog cristão: www.coisado.com.br

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