Uma vida de pregação

– Estamos orando por um avivamento e por reforma. À luz se Habacuque 3.2 “Aviva tua obra, ó Senhor”. Vimos que o avivamento vem através da volta à Palavra, do arrependimento e contrição e da adoração.
– Mas o avivamento verdadeiro tem que resultar em uma vida de pregação e propagação do evangelho, tem que resultar em conversões, discipulados crescimento do povo de Deus.
– Baseados no texto lido de 1 Coríntios 9.16-23 que verdades podemos aprender sobre uma vida de pregação:

1) O dever da pregação
– À primeira vista parece-nos um pouco pesado falarmos em pregação como um dever. Refletimos muito a respeito, não querendo jogar um fardo sobre a igreja, mas trazer uma palavra motivadora. Só que não podemos deixar de destacar que temos um dever a cumprir sobre a pregação e que isto está claro na Palavra de Deus.
– Tomamos como base o v. 16 quando Paulo afirma que sobre ele pesava essa “obrigação”. No v. 17 aparecem as expressões se faço de livre vontade versos constrangidos. Na B.L.H. lemos essa expressão minha própria vontade versos se faço como um dever. Alguém já disse que ordens foram feitas para serem cumpridas e não discutidas.
– A ordem é clara e dada pelo próprio Jesus em Mateus 28. 18-20: “Ide e fazei discípulos de todas as nações”, reforçada pelo apóstolo Paulo a Timóteo em 2 Timóteo 4. 2-3: “prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos”.
– Agora, todas as vezes que deixamos de cumprir uma ordem sofremos conseqüências. Somos alertados pelo profeta Ezequiel em 3. 17-18: “Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte. Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei”. Paulo também nos alerta sobre um preço a ser paga e afirma “Ai de mim se não pregar o evangelho”.
– A pergunta para nós nesta manhã é: Onde dói? Quantas vezes eu e você ficamos com o coração apertado por não termos falado? Jonas não quis falar a Nínive e passou por grande prova no interior do grande peixe. A minha oração nesta hora é que o grito de Paulo seja o meu grito, do senhor, da senhora, dos jovens, adolescentes e crianças: “Ai de mim…”.
– Que amanhã no nosso trabalho, escola, vizinhos, possamos lembrar do dever da pregação.

2) O prazer da pregação
– Vimos que temos um dever a cumprir. Mas acima de tudo, a pregação do evangelho deve nos trazer muito prazer. Vejamos o v. 18 – “Nesse caso qual é o meu galardão (ou recompensa)”? Na B.L.H. lemos: “Nesse caso, qual é o pagamento que recebo? É a satisfação de anunciar o evangelho”.
– Precisamos para isto estar apaixonados pelos perdidos, termos em nossos corações um desejo ardente de ver vidas sendo resgatadas das garras do Diabo. É preciso voltarmos ao primeiro amor, sendo cheios do Espírito Santo (avivamento) e transbordarmos onde estivermos.
– O evangelista Lucas fala sobre uma festa que acontece no céu. “Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lucas 15.7). Da mesma forma, devemos ter prazer, satisfação quando as boas novas alcançam um terreno fértil.
– Conta-se a história de uma tribo indígena que recebeu o primeiro missionário evangélico. Havia um problema que estava destruindo aquela tribo, uma grande pedra havia rolado da montanha e interrompido o fluxo do rio, a tribo estava sem água e suas plantações estavam morrendo. O chefe da tribo disse que se o Deus do missionário retirasse aquela pedra do rio, toda a tribo iria buscar o Deus dele. O missionário orou toda a noite, e pela manhã quando chegaram ao rio a pedra ainda estava lá, porém, havia uma fenda no meio da pedra e o leito do rio corria livremente. Muitas vezes vibramos com os feitos de Deus, com milagres, curas, maravilhas. Mas devemos mesmo é vibrar quando Deus transforma um coração de pedra em coração de carne Ezequiel 36.26: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne”.
– Jesus alertou os discípulos sobre isto em Lucas 10.17-20, dizendo aos setenta que deviam ficar felizes não porque os demônios lhes eram submetidos, mas porque “os vossos nomes estão arrolados nos céus”.
– O prazer da pregação é ver vidas se prostrando ao Senhorio de Cristo, o inferno mais pobre e os céus mais ricos.

3) Como fazer a pregação
– Vimos que temos um dever de termos uma vida de pregação, mas devemos sentir muito prazer também. Mas a pergunta central é como? O apóstolo Paulo nos orienta como fazer a pregação. Lembrando da frase de Agostinho: “Prega o evangelho sempre, se necessário use palavras”. No v. 19 Paulo diz que era livre de todos, mas fez-se escravo de todos para poder tornar-se eficaz na pregação “a fim de ganhar o maior número possível”.
– Mais uma vez o modelo é Jesus, chamado de amigo dos pecadores, andou com mulheres, crianças, samaritanos, com cegos, surdos, leprosos, com os ricos de sua época, com os fariseus e outros. Não fez distinção nem acepção de pessoas (Romanos 2.11). Jesus fez-se de tudo para com todos, fez-se homem deixando sua glória (Filipenses 2. 5-11), fez-se homem e habitou entre nós, não tendo pecado, assumiu sobre si todo pecado.
– Precisamos ser diferentes interiormente, mantermos nossas convicções, mas precisamos nos identificar com as pessoas. Ex.: Bugra (Floripa), Tânia (BH), Jovens, executivos, crianças, adolescentes.
– Leiamos o v. 22 – Paulo afirma “fiz-me de tudo para com todos”, e nós o que temos feito para ganhar as pessoas para Cristo? V. 23 – “Tudo faço por causa do evangelho” – O que temos feito?
– Fiz de tudo e fiz tudo, aqui está o segredo de como fazer a pregação.

Conclusão
– Uma vida de pregação envolve o dever, o prazer e o como fazer. Precisamos voltar a Deus e pedir que ele avive a chama da pregação em nós. Avivamento e reforma, poder e disposição de fazermos diferença onde estamos.

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