Alerta aos workahollics

Um executivo muito bem-sucedido fazia sua caminhada pela praia ao entardecer. Notou à beira-mar um pescador que, ao lado do seu barco, tranqüilo contemplava o mar. Aproximou-se dele com a intenção de comprar alguns frutos do mar e notou que em seu barco havia poucos peixes. Perguntou-lhe então:
– Você vai pescar hoje?
– Não senhor hoje já encerrei o meu dia de trabalho.
– Mas, ainda é cedo, você pode aproveitar melhor o dia, pescar mais e ter maior quantidade de peixes para vender – sugeriu o executivo.
– Eu já pesquei o suficiente para hoje – respondeu o pescador.


O Executivo, inconformado, continuou:
– Mas se você continuasse a pescar, venderia mais e poderia aumentar seu negócio, comprando mais um barco. Quem sabe, um barco a motor! A possibilidade de venda aumentaria, e com isso você ganharia mais dinheiro para ter uma frota de barcos! Talvez até uma rede de peixarias! Você já pensou na possibilidade de se tornar um executivo bem-sucedido como eu?


E o pescador, com jeito inocente, perguntou:
– Para quê?
– Para depois que estiver com a vida feita, poder tirar férias, tranqüilo e curtir uma praia como eu.


Nesse momento o pescador, surpreso, olhando para o homem, respondeu-lhe:
– Mas não é isto que eu estou fazendo agora?


Esta pequena história pode servir de instrumento para nos fazer pensar nosso estilo de vida. Ela pode nos sugerir uma série de questionamentos significativos a respeito de nós mesmos.


A primeira questão diz respeito ao significado do que é ser “bem-sucedido” na vida. Tomando o exemplo do executivo da história, e considerando toda influência capitalista e neoliberalista que estimula a competitividade em nossa sociedade, podemos reduzir o sucesso pessoal à situação profissional: trabalhar mais, para ganhar mais, para ser mais, para ter mais…  Enfim, qual o preço que se paga por tudo isso?


A segunda questão nos é apresentada pelo pescador: “Para quê tudo isso?” Qual a finalidade? Nosso lado executivo responderia que é para “estar com a vida feita”. E eu lhe pergunto: quando a vida está feita, está pronta? Estamos construindo a nossa vida o tempo todo e a todo instante. O importante é percebermos como estamos construindo nossa vida: se estamos investindo de mais em um lado; de menos em outro; ou mesmo deixando de investir em outras coisas importantes. Equilíbrio é fundamental.


A terceira e última questão. Será que em meio aos nossos muitos afazeres temos encontrado “tempo para contemplar o mar”? Vou tomar esta expressão como algo que nos remeta a vida como um todo, a vida de uma forma mais ampla. Encontrar tempo para: rever os amigos; curtir a família; caminhar na areia da praia de pés descalços; ver o por do sol ao lado de quem se ama; e coisas desse tipo. Essas coisas simples e banais, mas que dão sentido à nossa existência e trazem “riquezas” à nossa vida e daqueles que convivem conosco.


Não devemos viver para trabalhar, mas sim trabalhar para viver.



 

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