Paciência, Guilherme

Pai e seu filho esperavam a condução num certo lugar público. O garoto era irrequieto e deveras traquinas. Mexia com uma pessoa aqui e com outra ali. De quando em quando, o pai advertia o garoto e depois dizia em voz alta: “Paciência, Guilherme.” Aquilo foi incomodando as pessoas que presenciavam a cena. A certa altura um cavalheiro dirigiu-se ao pai e disse:

– Desculpe-me, nós estamos vendo o senhor repreender seu filho dizendo: “Paciência, Guilherme.” O senhor não acha que ele está merecendo uma repreensão mais severa?

Ao que o pai respondeu:

– Meu amigo, concordo plenamente com o senhor. Saiba, no entanto, que quando eu digo “paciência, Guilherme”, estou pedindo paciência para mim mesmo. Guilherme sou eu.

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