A Cruz de Cristo

Texto: + João 13:1-5

Jesus estava passando sua última noite na terra em reclusão tranqüila com os apóstolos. Era o primeiro dia da festa dos Pães Asmos, e haviam-se reunido para tomar a refeição pascal juntos na casa de uma amigo.
O lugar é descrito como “um cenáculo grande, mobiliado e preparado”, e podemos imaginá-los ao redor de uma mesa baixa, reclinados sobre almofadas no chão. Evidentemente não havia criados que o servissem, de modo que ninguém lhes lavou os pés antes da refeição.
Foi para intensa consternação deles, portanto, que durante a ceia Jesus vestiu um avental de escravo, despejou água numa bacia e lavou os pés dos apóstolos, realizando assim o que nenhum deles estivera disposto a fazer.
A seguir ele lhes disse como o amor autêntico sempre se expressa mediante o serviço humilde e como o mundo os identificaria como discípulos somente se amassem uns aos outros.
Em contraste com a prioridade do amor sacrificial e serviçal, ele os advertiu de que um membro do grupo iria traí-lo. Ele também falou muito da sua iminente partida, da vinda do Consolador que tomaria o seu lugar, e do variado ministério de ensino e testemunho desse Espírito da verdade.
… Então, continuando a refeição, eles observaram encantados quando ele pegou um pão, abençoou-o (isto é, deu graças), quebrou-o em pedaços e passou-os aos discípulos, dizendo: “Este é o meu corpo eu é dado por vós, fazei isto em memória de mim”.
Da mesma forma, terminada a ceia, ele tomou um cálice de vinho, deu graças, entregou-o aos discípulos e disse: “Este é o cálice da nova aliança em meu sangue”, ou “Este é o meu sangue da nova aliança, que é derramado por muitos para o perdão de pecados, fazei isto, sempre que o beberdes, em memória de mim”.
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Essas são ações e palavras tremendamente significativas!!! É pena que por estarmos tão familiarizados com elas, tendam a perder o seu impacto. Essas ações e palavras lançam luz sobre a visão que o próprio Senhor Jesus tinha a respeito da sua morte!
Através do que fez com o pão e com o vinho, e mediante o que disse a respeito desses elementos, ele estava dramatizando visivelmente sua morte antes que acontecesse e dando a sua própria autorizada explicação acerca do seu significado e propósito.

Com isso JESUS ensinava pelo menos três lições:

A primeira lição se referia à CENTRALIDADE DE SUA MORTE. Solene e deliberadamente, durante sua última noite com o discípulos, ele dava instruções concernentes ao seu próprio culto memorial.
Jesus disse especificamente aos discípulos que o repetissem: “Fazei isto em memória de mim”. – O que deviam fazer? … deviam copiar o que ele tinha feito, tanto os seus atos como suas palavras, isto é, tomar, quebrar, abençoar, identificar e partilhar o pão e o vinho!!!
O pão não representava seu corpo vivo, enquanto ele se reclinava com eles à mesa, mas seu corpo que em breve seria dado por eles na cruz. Da mesma forma, o vinho não representava o seu sangue que lhe corria nas veias enquanto lhe falava, mas seu sangue que em breve seria derramado por eles na cruz.
A CEIA DO SENHOR, que foi instituída por Jesus, e que é o único ato comemorativo autorizado por ELE, não dramatiza nem seu nascimento, nem sua vida, nem suas palavras … mas somente a sua morte! – Nada poderia indicar mais claramente a significação central que Jesus atribuía à sua morte.
Era por sua morte que ele desejava, acima de tudo, ser lembrado. Portanto, é seguro dizer que não há Cristianismo sem a cruz. Se a cruz não o centro da nossa religião, a nossa religião não é a de Jesus.

A segunda lição é Jesus ensinando do PROPÓSITO DA SUA MORTE. – De acordo com o apóstolo Paulo e Mateus, as palavras de Jesus acerca do cálice referiam-se não somente ao seu sangue mas também à nova aliança associada com o seu sangue, e Mateus acrescenta que o sangue de Cristo devia ser derramado pelo perdão dos pecados.

Aqui temos a afirmação verdadeiramente fantástica de que por intermédio do derramamento do sangue de Jesus, na morte, DEUS estava tomando a iniciativa de estabelecer um novo pacto, ou “aliança” como seu povo, na qual uma das maiores promessas seria o perdão dos pecadores.
O que será que Jesus queria dizer com isso?
… Muitos séculos antes Deus tinha feito uma aliança com Abraão, prometendo abençoa-lo com uma boa terra e uma posteridade abundante. Deus renovou essa aliança no monte Sinai, depois de tirar a Israel (descendentes de Abraão) do Egito. Ele prometeu ser o seu DEUS e fazê-los o seu povo.
Além disso, essa aliança foi ratificada com o sangue do sacrifício: Êxodo 24:8: “Então Moisés pegou as bacias e borrifou sangue sobre o povo. Disse ele: Este é o sangue da aliança que o Senhor fez com vocês, nos termos que acabei de ler”.
……. Passaram-se centenas de anos, durante os quais o povo se esqueceu de Deus, quebrou a sua aliança e provocou o seu juízo, até que um dia, no sétimo século a.C. a palavra do Senhor veio ao Profeta Jeremias dizendo: (ler Jeremias 31:31-34)?
…… Passaram-se mais seis séculos, anos de espera paciente e expectativa crescente, até uma noite num cenáculo em Jerusalém, em que um camponês galileu, carpinteiro de profissão e pregador por vocação ousou dizer, com efeito: “Esta nova aliança, profetizada por Jeremias está prestes a ser estabelecida, o perdão dos pecados prometido como uma das bençãos distintivas está prestes a ficar disponível. E o sacrifício para selar esta aliança e assegurar este perdão será o derramamento do meu sangue na cruz”.
Aqui está irmãos e amigos, a visão que Jesus tinha da sua morte. É o sacrifício divinamente ordenado pelo qual a nova aliança com a sua promessa de perdão será ratificada. Ele vai morrer a fim de levar o seu povo a um novo relacionamento de aliança com Deus.

A terceira e última lição que Jesus estava ensinando referia-se à NECESSIDADE DE APROPRIARMOS PESSOALMENTE DA SUA MORTE.
Se tivermos razão em dizer que, no cenáculo, Jesus estava apresentando uma dramatização da sua morte, é importante que observemos a forma que ela tomou.
A morte de Jesus não consistia em um ator num palco, e doze pessoas no auditório. Não!!! …. envolveu a todos como também a ELE, de modo que tanto eles como ELE participaram do drama.
É verdade que Jesus tomou o pão, abençoou-o e o quebrou, mas então, enquanto comiam, ele explicou a significação do seu gesto. Novamente, ele tomou o cálice e o abençoou, mas então, enquanto bebiam, explicou a significação do seu gesto.
… assim, eles não eram meros espectadores deste drama da cruz, mas eram participantes dele. Não poderiam ter deixado de entender a mensagem! Assim, como não era suficiente que o pão fosse quebrado e o vinho derramado, mas que tinham de comer e beber, da mesma forma não era suficiente que ele morresse, mas eles tinham de se apropriar, pessoalmente, dos benefício da sua morte!!!
O comer e o beber eram, como ainda o são nos dias de hoje, uma parábola viva de recebermos a CRISTO como nosso SALVADOR crucificado, e nos alimentarmos dele, pela fé, em nossos corações!!!
Dar ELE o seu corpo e o seu sangue na morte era uma coisa, apropriarmos nós das bençãos da sua morte é outra muito diferente. ……. contudo muitos ainda não aprenderam essa distinção!
É necessário uma ação da sua parte. E talvez você esteja imaginando que por haver Cristo morrido, o mundo todo tenha sido corrigido automaticamente. ……… ENTRETANTO o que Jesus esta dizendo é que Deus não força as suas dádivas sobre você, … é necessário você recebe-la mediante a fé!!!
Podemos portanto resumir dizendo que a CEIA DO SENHOR permanece como um sinal externo perpétuo tanto da dádiva divina, como da recepção humana.

João 6:53-57 – “Então Jesus disse outra vez: Com toda a sinceridade eu afirmo: Se vocês não comerem a carne do Messias e não beberem o seu sangue, não poderão ter a vida eterna. Mas todo aquele que realmente come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna, e EU o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é a verdadeira bebida. Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue, está em MIM e EU nele. Eu vivo pelo poder do Pai que me enviou e da mesma forma, aqueles que se alimentam de MIM viverão por minha causa”.

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