A Realidade do ser humano

É difícil ler este Salmo sem pensar no livro de Jó. Em poucas palavras, o salmista consegue narrar todo o drama vivido, a exemplo do que vivera Jó. Com estas poucas palavras introdutórias, estamos fazendo um paralelo entre o sofrimento de Jó e o questionamento do salmista.

Normalmente lemos o livro de Salmos na perspectiva de louvor. É comum iniciar os cultos com a leitura de um Salmos. Entendemos, no entanto, que os Salmos retratam as ansiedades, perguntas, revoltas do povo que sofre por ser fiel a Deus. Os questionamentos, choros, alegrias, dúvidas registrado nos Salmos são os mesmos que fazemos no mais fundo do nosso coração e alma; muitos de nossos questionamentos somente Deus sabe, não atrevemos expressa-las para ninguém mais. Até diante de Deus temos medo de expô-las claramente em oração.

O salmo 39, demonstra uma grande agonia do salmista diante de um fato descrito claramente em outros salmos: “porque eu sendo fiel passo por lutas, dificuldades e sofrimentos e os que não temem a Deus vivem melhor do que eu?” (Salmos 37, 73).

O escrito deste salmo se tranca, não quer falar. Ele não quer expor o seu drama diante dos ímpios (v. 1). Não é uma boa política achar que Deus tem que castigar o ímpio. O pior é reclamar isso para Deus em voz alta na presença de um ímpio. Esse silêncio, essa luta interior, trouxe conseqüências graves para ele. Veja as expressões usadas:

1. As expressões de silêncio forçado. “…porei mordaça à minha boca…”; “Emudeci em silêncio..”
2. O trauma ocorrido pelo silêncio forçado: “…a minha dor se agravou.”; “Esbraseou-se-me no peito o coração”; “…ateou-se o fogo.”

O problema do Salmista é difícil precisar. O paralelo com o livro de Jó é interessante. O versículo 10 nos dá uma pista: “Tira de sobre mim o teu flagelo…”. Muitos entendem que ele esta enfrentando uma grande enfermidade na área física ou psíquica.

Nesta angústia intensa, registrado nos versículo 1 a 3, levou o salmista refletir sobre o ser humano. Cremos que ele olha para si e, fazendo assim, tem uma visão clara de todo o ser humano. Todo o ser humano é igual. É de natureza pecaminosa. Todo o ser humano é egoísta, interesseiro, cheio de justiça própria. O filme: “O advogado do diabo”, retrata com clareza esta realidade.

O que o Salmista retrata sobre o ser humano?

1. Sua fragilidade v.4. Emocional, física. Olhamos para alguém. Hoje estamos cheio de saúde. Amanhã, estamos definhando numa cama. Hoje, somos alegres. Amanhã, estamos tomando remédio para dormir e antidepressivo.
2. Sua vaidade v.5 e 11. Por vaidade entende-se algo sem sentido, oco, vazio. Nos valorizamos pelo que temos. São os nossos títulos que interessa. Queremos a atenção. Queremos a fama. Queremos a proeminência. Etc… É interessante a afirmação contida no versículo 5: “…Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade.”
3. Sua brevidade v. 6. Bem explicada no Salmos 90 e outros textos Bíblicos. “O homem passa como uma sombra.”. Os tesouros que ele amontoa outros irão desfrutar. Jesus nos deu a grande dica em Mt. 6.19-21. Observe a expressão: “em vão se inquieta”

Diante dessa trágica e dura realidade, que caminho tomar? O que fazer?
Há três opções:

1. O caminho do ateu. Não dá para crer na existência de Deus.
2. O caminho do “jogar tudo para o alto”. Comamos e bebamos porque amanhã morreremos. Vamos divertir. Vamos trancar Deus num quartinho. Deus existe, mas não vale a pena. Muitos chamados cristãos tem tomado este caminho.
3. O caminho do Salmista, crente e fiel a Deus. O caminho de Jó. O caminho de quem entendeu, pelo Espírito Santo, o sacrifício de Cristo. Como é esse caminho?

a) Santidade = vida cristã legítima vv.11-12
b) Esperança v.7
c) Oração. V. 12 Cair aos pés do nosso Deus, gritar diante dele. Chorar na presença de Deus. Aqueles que tomam os dois primeiros caminhos, normalmente caem aos pés da bebida, da promiscuidade, da avareza, etc..
d) Visualizar nossa eternidade v. 13. Somos peregrinos.

Conclusão: O salmo 39 é para levar você a afirmar: “Apesar dos pesares, o melhor negócio é ser cristão!”

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