A oferta que Deus espera

I – Introdução

Nossos métodos
1. Damos por impulso.
2. Por simpatia ao projeto ou às pessoas.
3. Muitas vezes damos para coisas. Quando a “coisa” acaba, paramos de dar.
4. Seria porém este método correto para nossas dádivas à causa de Deus?
5. Tem Deus um plano também para as ofertas?

II – Deus tem um plano

1. Este plano pode ser esboçado com poucas passagens:
a) Planejada – I Coríntios 16:2.
“No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam as coletas quando eu chegar.”
b) Segundo A Bênção – Deuterônomio 16:10.
“Depois celebrarás a festa das semanas ao Senhor teu Deus; o que deres será tributo voluntário da tua mão, segundo o Senhor teu Deus te tiver abençoado.”
c) Proporcional – Deuterônomio 16:16 e 17.
“Três vezes no ano todo o varão entre ti aparecerá perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher, … porém não aparecerá vazio perante o Senhor: cada qual conforme ao dom da sua mão, conforme a benção que o Senhor teu Deus te tiver dado.”

2. Corroborando com este pensamento diz-nos o livro Conselhos Sobre Mordomia às páginas. 80, 81 e 73: “Essa questão de dar não é deixada ao impulso. Deus nos deu instrução a esse respeito. Especificou os dízimos e ofertas como sendo a medida de nossa obrigação. E Ele deseja que demos regular e sistematicamente. … Examine cada qual suas rendas com regularidade, pois são todas uma bênção de Deus, e ponha de parte o dízimo como um fundo separado, para ser sagradamente do Senhor. … Depois de ser o dízimo posto à parte, sejam as dádivas e ofertas proporcionais: ‘segundo a sua prosperidade.’.”

“No sistema bíblico de dízimos e ofertas, as quantias pagas por várias pessoas certamente variarão muito, visto serem proporcionais às rendas.”

3. O plano de Deus é que demos, não de acordo com o apelo feito, mas de acordo com as bênçãos recebidas.

O dar deve tornar-se um hábito.

“O Senhor requer que se dêem dádivas em tempos determinados, sendo arranjado isto de maneira que o dar se torne um hábito, e sinta-se que a caridade é um dever cristão. O coração aberto por uma dádiva, não deve ter tempo de tornar-se egoísta, frio e fechar-se antes que a seguinte seja feita. A corrente deve estar continuamente fluindo, mantendo assim aberto o canal por atos de beneficência.” – Testemunhos Seletos, Vol. 1, pág. 373.

III – Quanto dava o povo de Israel?

1. Um segundo Dízimo – 10%:
“A fim de promover a reunião do povo para serviço religioso, bem como para se fazerem provisões aos pobres, exigia-se um segundo dízimo de todo o lucro.” – Patriarcas e Profetas, pág. 565.

Que este não era o dízimo destinado aos Levitas, fica claro com a afirmação de Ellen G. White, no Livro Patriarcas e Profetas, pág. 565: “Com relação ao primeiro dízimo, declarou o Senhor: ‘Aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel’. Números l8:21. Mas em relação ao segundo Ele ordenou: ‘Perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o Seu nome, comereis os dízimos… para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias’. Deuteronômio 14:23 e 29.”

2. Um quarto de suas rendas – 25%
“As contribuições exigidas dos hebreus para fins religiosos e caritativos, montavam a uma quarta parte completa de sua rendas. Uma taxa tão pesada sobre os recursos do povo poder-se ia esperar que os reduzisse à pobreza; mas, ao contrário, a fiel observância desses estatutos era uma das condições de sua prosperidade…” – Patriarcas e Proetas, pág. 56.

3. Um terço de suas rendas – 33%
“Deus exigia de Seu antigo povo três reuniões anuais. Deuterônomio 16:16 e 17. Nada menos que um terço de suas rendas era consagrado a fins religiosos.” – 3 Testemonies, pág. 337.

Além do dízimo, o povo de Israel dava l0%, 15% e, outros, até 23% de todas as suas rendas. Fora essas ofertas regulares, sistemáticas, o povo dava mais algumas coisas. A Bíblia nos fala de algumas delas:
Colheita esquecida (Deuterônomio 24).
Rebusca dos frutos (Deuterônomio 24).
Rebusca das colheitas (Levítico 19).
O ano de repouso da terra (Êxodo 23; Levítico 25).
Remissão de dívidas do Ano Sabático (Deuterônomio 15).
Servos liberados durante o Ano Sabático (Deuterônomio 15).
Ofertas de Ação de Graças (Levítico 22:19).
Ofertas de paz (Levítico 17).
Resgate pela saúde – usado para o serviço do Santuário (Êxodo 30:12).

IV – Pediria Deus o mesmo de nós hoje?

“… Agora Deus requer, não menores mas maiores dádivas que em qualquer outro período da história do mundo. O principio estabelecido por Cristo é que as dádivas e ofertas sejam proporcionadas à luz e às bênçãos fruídas. Ele disse: ‘A qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá.’ Lucas 12:48.” – Testemunhos Seletos, Vol. 1, pág. 371.

V – Como encaramos a oferta dada a Deus?

– Como um favor prestado à Igreja?
– Para apaziguar um Deus irado?
– Para acalmar a consciência?
– Para mantermos nossa alta reputação?
– Para exigirmos algo em troca?
– Ou como uma maneira de expressarmos a Deus a nossa gratidão e participarmos de Seu plano na pregação do Evangelho?

VI – Conclusão

1. A oferta que Deus espera é a aquela que Ele pede.
2. Ele não aceita uma oferta que não pediu – Ex.: Caim.
3. A oferta que Ele espera é voluntária, mas dentro de Sua orientação.
4. A oferta que Ele espera é aquela dada com alegria e não por necessidade. II Coríntios 9:7.
5. A oferta que Ele espera é aquela dada de acordo com as bênçãos e não para buscar o reconhecimento.

“Quão mais ansioso estará cada mordomo fiel de aumentar a proporção das dádivas a serem colocadas na casa do tesouro do Senhor, do que de diminuir suas ofertas um jota ou um til. A quem está ele servindo? Para quem está preparando uma oferta? – Para Aquele de quem depende para alcançar cada boa coisa que goza. … Todos aqueles que são recipientes de Sua graça, que contemplam a Cruz do Calvário, não porão dúvida quando à proporção em que devem dar, antes sentirão que a mais rica oferta é pobre demais, completamente desproporcional à grande dádiva do Filho unigênito do infinito Deus. Pela abnegação, até o mais pobre encontrará meios de obter algo para devolver a Deus.” – Conselhos sobre Mordomia, págs. 287 e 288.

Sejamos fiéis ao Lhe oferecer as nossas ofertas. Amém!

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