Aquietai-vos e vede o livramento

Amada congregação do Senhor Jesus Cristo,

Cremos que nosso Pai celestial, pela sua presença e pelo seu poder, sustenta e governa todas as coisas. Nada nos sobrevém por acaso, pois tudo está ma da mão paternal de Deus. Sem a vontade dele criatura nenhuma podem agir nem se mover. Esta fé na presença soberana do nosso Deus, o qual está no comando e governa todas as coisas, é a fé bíblica. Lendo a Bíblia podemos notar em cada página, que nosso Deus se importa com seu povo e sustenta e governa todas as coisas. Cada página da Bíblia comprova esta verdade. Observando as obras de Deus, só podemos ficar maravilhados com seu poder e presença em prol do seu povo. Se o mundo fosse um barco, Deus seria o capitão. Ele determina o rumo e o destino de todos. Sem ele nada podemos fazer, como o próprio Senhor Jesus nos ensinou. Isto é importante, meus irmãos. A nossa fé não consiste apenas em confissões e palavras bonitas. A verdade é que temos um Pai todo-poderoso, um Pai onipotente, um Pai infinito em poder e majestade, o qual cuida de nós.

Esta fé, a fé bíblica, sempre foi atacada e rejeitada por muitos. Muitos riem quando ouvem que Deus é soberano e governa todas as coisas. Muitos não acreditam nisso. Acham que Deus deixa o homem simplesmente à vontade. Se, por exemplo, alguém quiser levantar seu braço, ele não poderá fazer isso por livre e espontânea vontade? Cada um não tem poder sobre seu próprio braço? Cada um também não é inteiramente responsável por seus atos? Portanto, muitos concluem que Deus faz a sua parte e nós a nossa. Segundo muitos, Deus pode até ser considerado soberano. Mas eles entendem que esta soberania de Deus não é uma soberania total. A soberania de Deus seria uma soberania limitada. Pois o próprio homem também tem autoridade, responsabilidade e livre arbítrio. Existem até debates de filósofos e teólogos sobre essas questões. Um insiste em dizer que Deus é totalmente soberano, governando e controlando todas as coisas. Outro admite que Deus é poderoso, mas defende também que o próprio homem tem poder para fazer o que quiser.

Um exemplo muito forte de alguém que pensava que era livre para fazer qualquer coisa, independentemente de Deus, era Faraó, o rei do Egito. Nos dias que Moisés estava com o povo de Deus no deserto, Faraó já deveria compreender, aceitar e glorificar a soberania total de Deus. Pois Deus havia feito grandes obras no meio do Egito! Ele enviou dez pragas. Faraó foi humilhado e completamente derrotado. Ele chegou até a pedir a Moisés, por favor, deixe esse povo sair daqui. Ele não suportou mais a presença deles! Deus havia demonstrado que é mais forte. Por isso Faraó já deveria saber: Eu não posso fazer nada contra Deus. Ele já deveria calar-se e sujeitar-se ao Rei dos reis. Mas Faraó não aceitou a grandeza e a soberania de Deus. Pelo contrário, ele foi teimoso. Depois de ter deixado o povo de Israel sair do país, ele mudou de opinião. Ele sabia: foi pelo poder do Deus de Israel que Israel ganhou sua liberdade. Mas ele pensava: eu, Faraó do Egito, não tenho nada a ver com aquele Deus. Vou trazer aquele povo de volta. Faraó e seus oficiais ficaram arrependidos e disseram uns aos outros: “Que é isto que fizemos! Que loucura! Permitimos que Israel nos deixasse de servir”! Então, eles decidiram acionar as tropas de elite para perseguir o povo de Deus.

Quem tomou essa decisão de perseguir os israelitas? Não foi Faraó? Não foi o próprio Faraó que livre e espontaneamente resolveu ir atrás do povo de Deus? Sim, irmãos, foi Faraó. A decisão foi dele. A responsabilidade por isso era inteiramente dele. Mas não pensem, meus irmãos, que o Deus do céu e da terra ficava assistindo. Não pensem que Deus estava admitindo aquela ação do Faraó sem poder fazer nada. Não pensem que aconteceu algo imprevisto ou que Deus virou um boneco sem poder fazer mais nada. Podemos reconhecer que Faraó tomou a decisão para perseguir o povo de Deus. No entanto, quem de fato estava no comando era Deus. Quem estava sendo boneco era Faraó. Faraó com todo aquele exército, com todos aqueles carros da última geração, com todas aquelas tropas de elite, não passava de um instrumento nas mãos de Deus. Pois Deus é o Todo-Poderoso, o único que pode tudo. Ele é o Deus cuja providência abrange todas as criaturas, inclusive as criaturas mais poderosas e teimosos.

Vejamos essa história de mais perto. O que aconteceu foi o seguinte. Depois de ter saído do Egito, o Senhor disse a Moizés: Fala aos israelitas que retrocedam e se acampem entre Migdol e o mar. Ou seja, Deus mandou seu povo voltar e se acampar numa área onde não havia saída! Como se ele dissesse: Povo meu, entre agora nesse beco sem saída! Por um lado havia o mar. Ao redor era só deserto e montanhas. O que ordenou Deus? Ele ordenou ao seu povo: acampem-se lá! Por que Deus teve essa idéia? Por que ele teve esse plano? Qual foi a intenção de Deus? Por que Deus deixou seu povo numa situação sem saída? Deus queria o seguinte, meus irmãos. Ele queria chamar a atenção de Faraó, para que este pensasse que o povo de Deus estava desorientado e perdido no deserto! E por que Deus queria que Faraó tivesse esse pensamento? Desta maneira Deus queria endurecer o coração de Faraó, para que este tomasse a decisão: Vou perseguir o povo de Israel! Vejam só, irmãos! Faraó achava que a decisão de perseguir o povo de Deus era inteiramente dele próprio, e de fato, aquela decisão era dele. A responsabilidade era de Faraó. Mas por trás da decisão de Faraó, havia outra decisão! Na decisão tomada por Faraó estava prevalecendo o Plano de Deus.

Será que havia alguém que compreendia isso? Será que o próprio povo de Deus sabia o que Deus queria? Alguém entendia que por trás do endurecimento do coração de Faraó, Deus estava agindo e operando? Alguém sabia que Deus de propósito colocou seu povo numa situação sem saída para assim induzir o pensamento de Faraó? Não, ninguém percebia ou sabia nada disso. Apenas Moisés sabia como Deus em tudo isso queria demonstrar o seu poder e soberania. Mas o próprio povo de Deus não percebia nada disso. Quando Faraó e todos os seus cavalos e carros estavam se aproximando, todo o povo de Israel morreu de medo. Todos eles, ao verem o inimigo poderoso, ficaram sem jeito. O povo de Israel, que poucos dias atrás havia deixado o Egito de cabeça erguida, ficou desesperado. Eles temeram muito e clamaram ao SENHOR. Eles também fizeram duras críticas contra Moisés, como se ele fosse o responsável pelo desastre que estava para acontecer. Disseram-lhe: Por que nos trataste assim, fazendo-nos sair do Egito. Melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto.

Irmãos observem bem esse conjunto de coisas que aconteceram com o povo de Deus no deserto. Podemos aprender muito neste momento. Podemos aprender o seguinte: Às vezes o povo de Deus se encontra numa situação sem entender nada. Às vezes filhos amados de Deus vivem sofrendo, sem receberem explicações. Às vezes parece que as dificuldades predominam e que os nossos inimigos controlam tudo. Mesmo assim, meus irmãos, temos que reconhecer que Deus cuida dos seus filhos pela sua presença e pelo seu poder. Observem a história do povo de Deus no deserto. O povo de Deus ficou num sufoco muito grande. Eles pensavam que Deus não cuidava mais deles. Eles ficaram revoltados contra Moisés! Mas observem Deus estava cuidando de seu povo, e como! Ele usou, pelo seu soberano poder, a situação que ele próprio havia criado para destruir Faraó e todos os seus cavaleiros. Pois o que aconteceu? Qual foi o final desta história? Deus abriu o mar para o seu povo escapar, de pé enxuto, enquanto todos os inimigos, que só pensavam em matar o povo de Deus, morreram afogados.

Irmãos, muitas vezes Deus age e opera nesse estilo. Ele admite ou faz coisas, que o próprio povo de Deus fica sem entender nada. Ele faz ou admite coisas que podemos até questionar a presença e o poder de Deus em nossa vida. Por isso muitos chegam a negar que Deus governa todas as coisas. Pessoas que não entendem o porque das coisas, concluem que Deus deixou de cuidar. Pessoas que não pensam grande de Deus, começam a defender que o poder de Deus é limitado. Mas só pensa assim, meus irmãos, quem carece de conhecimento da Palavra de Deus. Só para dar um exemplo. Quando Deus havia tirado seu podo do Egito, ele não conduziu esse povo direto para o país prometido (o que ele poderia ter feito). Mas Deus não o fez, pois ele sabia: Se eu fizer isso, todos eles, vendo as armas e os exércitos dos povos, vão querer voltar direto para o Egito. Por isso Deus fez rodear seu povo pelo deserto, durante muitos anos. Isto significa que Deus havia abandonado ou esquecido seu povo? Não, de jeito nenhum. Deus deixou seu povo rodear pelo deserto, pois esta foi justamente a forma mais adequado para conseguir que o povo de Deus chegasse lá no país prometido. Quer dizer, irmãos: muitas vezes nós não podemos entender os caminhos do Senhor. Mas no final da história ficaremos sabendo como Deus cuidou da gente. Na hora da angústia podemos até reclamar. Mas depois, vendo a salvação, só dá para ficarmos quietos.

Olhem só, irmãos, como Deus nos salvou pelo sacrifício de seu Filho amado Jesus Cristo! Muitos não acreditavam nele, pois ele era uma pessoa humana. E quando ele foi rejeitado, perseguido, preso, maltratado, torturado, crucificado e morto, apenas confirmou-se o que muitos já estavam pensando: Jesus Cristo é um caso perdido, ele é um coitado. Quando ele foi morto com apenas 33 anos, muitos deixaram de fazer caso dele. A missão dele obviamente havia fracassado. Mas sabemos, irmãos, que tudo que aconteceu com Cristo tinha que acontecer. A própria Palavra confirma que foi necessário que o Filho do homem sofresse, fosse julgado e condenado pelos escribas e anciãos, e que ele fosse morto e crucificado, e ressuscitasse no terceiro dia. A Palavra diz que foi necessário, pois Deus quis que tudo isso acontecesse. Deus estava operando em seu Filho amado Jesus Cristo para que este, através do sacrifício de seu corpo, providenciasse salvação para os seus chamados. O mundo não era capaz de entender isso. Os sábios do mundo só viram desgraça. Mas Deus, que é soberano, estava providenciando salvação perfeita, também para vocês, irmãos e jovens.

Por isso, irmãos, é melhor ficarmos calados do que questionarmos a soberania de Deus. Pois a soberania de Deus é total e absoluto. Deus é soberano sobre os mais poderosos e sobre os mais inteligentes. A soberania de Deus passa os limites da nossa imaginação. Deus governa todas as coisas e todas as criaturas, sempre visando a salvação do seu povo. O mundo e os inimigos de Cristo têm uma visão totalmente diferente. Até nós que pertencemos ao povo de Deus podemos em momentos de fraqueza questionar a presença e os cuidados do nosso Pai celestial. Muitas vezes não sabemos o porque das coisas. Ficamos sem entender quando os perversos têm um corpo sadio, riquezas e tudo, enquanto os filhos amados de Deus lutam todos os dias para sobreviver. Ficamos sem entender quando a nossa vida é parecida com a caminhada do povo de Deus pelo deserto. Esse povo rodeou como se estivesse perdido. Assim nós também podemos sentir-nos perdidos no mundo, sem rumo e sem destino, pois às vezes as dificuldade e as adversidades são enormes. Podemos desanimar vendo a autoridade e a liberdade dos poderosos da terra. Podemos entristecer observando a arrogância e o poder daqueles que não conhecem a Deus.

Mesmo assim, meus irmãos e jovens, precisamos confiar humildemente em nosso Pai, o Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra. Precisamos confessar que nosso Pai e soberano. Os mais poderosos da terra, como por exemplo Faraó, são bonecos diante dele. Os mais sábios e entendidos são tolos na presença de Deus. Os mais ricos que têm tudo, mas que não reconhecem o único e soberano Deus, só estão na face da terra para perder o que têm e o que não têm. Mas os filhos de Deus, que vivem humildemente conforme a Palavra de Deus, que confiam nas orientações do Pai, por mais que sofram, por mais dúvidas que tenham, eles chegarão sãos e salvos no Reino de Deus. Deus Pai cuida deles, com seu poder. Nenhum plano feito neste mundo poderá atrapalhar ou colocar em risco o futuro dos filhos de Deus. Pois todos os planos que existem são vaidade e dependem de um plano e de um propósito superior. O que prevalece sempre é o Plano de Deus. Deus salvará quem quiser, como ele também endurece quem quiser. Ele derruba quem quiser e exalta quem quiser. Nem um passarinho sequer cai por terra sem a vontade do nosso Pai. Nem um fio de cabelo muda de cor sem o consentimento dele. Por isso, irmãos e jovens, não precisamos ter medo de ninguém nem de nada. Podemos confiar e ficar quietos, pois aqueles que confiam humildemente no Senhor Jesus Cristo, verão a salvação. Criatura nenhuma, nem se fosse Faraó com seu exército todo, poderá nos separar do amor de Deus, que está em Jesus Cristo. Porque nosso Deus é soberano. Ele tem soberania absoluta. Todas as criaturas estão na sua mão de tal maneira que sem a vontade dele não podem agir nem se mover.

Amém.

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