De repente

No mês de maio estamos falando sobre o Espírito Santo e, hoje, 31 de maio, celebramos o dia de Pentecostes no calendário cristão. Pentecostes ou festas das semanas – sete semanas depois da páscoa ou festa da colheita.
Vimos a importância de vivermos cheios do Espírito Santo em toda a nossa vida cristã, individualmente, em nossas relações familiares e em todo nosso dia a dia.
O Espírito Santo veio “de repente” sobre os apóstolos reunidos e transformou o que era a festa das colheitas (produtos agrícolas), na grande colheita de vidas para o reino de Deus, cerca de 3.000 foram batizados.
Assim como no dia de Pentecostes, cremos que Deus tem um de repente para nós hoje:

1- “De repente” todos são cheios do Espírito Santo (Atos 2.1-13)

No dia de Pentecostes os discípulos estavam reunidos em Jerusalém, obedeciam à ordem de Jesus: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24.49). Esperavam o cumprimento de Atos 1.8: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas…”
Enquanto estavam reunidos, houve um “de repente”. De repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso… Todos ficaram cheios do Espírito Santo. Jesus havia ressuscitado na páscoa, havia ficado com eles cerca de 40 dias, foi assunto aos céus, eles estavam reunidos, parados esperando que algo muito especial acontecesse. Eles estavam reunidos no mesmo lugar (Atos 2.1), eram os 120 discípulos (Atos 1.15), estavam em obediência à ordem de Jesus. Mas Deus tinha um de repente para transformar aquela situação.
Hoje estamos num mesmo lugar, somos também discípulos, bem mais que 120, estamos em obediência (prestando culto a Deus), resta-nos a última parte, estamos aguardando um “de repente” de Deus? Será que não nos acomodamos da maneira como estamos, do jeito que sempre fizemos e perdemos a esperança do novo de Deus? Vinho novo em odres novos. Precisamos de um “de repente” que mexa com a nossa vida.
Um de repente em nossa vida nos tirando da mesmice e do pecado, um de repente em nosso casamento, nas nossas relações de pais e filhos, nas nossas emoções, nas nossas células, nos nossos cultos. Um de repente que nos impulsione para um enchimento do Espírito Santo.
Paulo e Silas em meio às cadeias, enquanto cantavam e oravam, experimentaram este “de repente”. “De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos” (Atos 16.26).
Deus tem um “de repente” para mim e para você todos os dias. O Espírito Santo habita em nós, e podemos experimentar deste enchimento e de uma nova vida de adoração.

2- “De repente” a Palavra é pregada com ousadia (Atos 2.14-41)

Para que nossa vida experimente da plenitude do Espírito Santo, Deus sempre irá gerar um “de repente” em nós. Mas este “de repente” gera ousadia e intrepidez na proclamação de Cristo. O apóstolo Pedro, com os onze, se levantou e disse em alta voz (Atos 2.14) a mensagem de salvação. O mesmo apóstolo que há cerca de 50 dias havia negado a Jesus por três vezes, e isto quando fora perguntado sobre ele.
Agora algo novo está acontecendo: o medo deu lugar à coragem, a timidez à intrepidez, o mau jeito em falar de um pescador à eloqüente pregação, do falar baixo entre os esconderijos a bradar em alta voz. O que é isto? Pentecostes. É o cumprimento da profecia de Joel 2.28-29, é para todos, filhos, filhas, jovens e velhos, servos e servas. É para toda casa e para a casa toda.
Esta ousadia não é apenas para falar, mas é também para o que falar. Pedro se levanta e prega o evangelho com integridade. Prega sobre a vida e milagres de Jesus (Atos 2.22), sobre sua morte (Atos 2.23), sua ressurreição (Atos 2.24-32), sua glorificação à direita do Pai (Atos 2.33-36). Ousadia para falar sobre a necessidade de arrependimento (Atos 2.37-39), de santificação e compromisso (Atos 2.40-41).
Hoje, o “de repente” do Espírito Santo nos fará testemunhas vivas para vivermos o nosso tempo de colheita, na unção e poder do Espírito Santo.

3- “De repente” nosso estilo de vida é transformado (42-47)

Pentecostes é tempo de colheita em nossa vida, gerando um de repente, gerando ousadia, mas gerando também mudança em nosso estilo de vida. A igreja após o Pentecostes experimentou o que a Bíblia chama de “contando com a simpatia do povo”. Não apenas porque havia dons e prodígios especiais, não porque tinham um ótimo grupo musical, porque tinham grandes pregadores, mas porque tinham um estilo de vida transformado pelo Espírito Santo (Atos 2.42-47). Eram firmes nas doutrinas dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Havia sinais sim, mas também havia comunhão, estavam juntos, tinham tudo em comum: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17.21). Era um estilo de vida que impactava a sociedade da época.
O “de repente” de Pentecostes é para todos que têm vergonha ou timidez de falar sobre Jesus (no trabalho, na escola, aos amigos), para aqueles que resistem em abrir suas casas para receberem a igreja e testemunharem para seus vizinhos e amigos, para aqueles que são “agentes secretos de Jesus”, para os que estão mais voltados a receber do que dar, para aqueles que acham que não têm nada para oferecer.
Precisamos desta marca nos nossos dias. Será que estamos fazendo a mesma diferença nos dias de hoje? Se nossa igreja fosse retirada de Londrina, faria falta?
Pentecostes tem que mexer com as estruturas, vai nos tirar de nosso conforto pessoal e fazer com que nos envolvamos com as pessoas, pentecostes é relacionamento. É a capacitação para sermos uma igreja que se importa.

Conclusão

De repente…
Ø Todos são cheios do Espírito Santo
Ø A Palavra é pregada com poder
Ø Nosso estilo de vida é transformado
“De repente” o Senhor acrescenta aqueles que serão salvos.
A única conclusão que chego com esta mensagem é que eu preciso de um “de repente de Deus”. Você precisa? Você deseja?

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