Igreja desassombrada

Atos 3. 1-26 e 4.1-31

Proposição:
Uma igreja forte e poderosa sob a ação do Espírito Santo, certamente encontrará severas oposições. Mas será também esta mesma Igreja, fiel e obediente ao seu Senhor que fará a grande diferença onde Deus a tem enviado.

Introdução
Podemos introduzir o tema utilizando as divisões que o tradutor oferece. Assim temos:

1) A cura de um coxo, de 40 anos de idade (3.1-10; 4.22)

2) O discurso de Pedro, enfatizando o nome de Jesus (4.13; 16) como o responsável maior pela cura. O convite ao arrependimento e fé e resultados da pregação e testemunho: quase 5 mil adesões (4.4).

3) A prisão de Pedro e João

4) Pedro e João enfrentam o Sinédrio para esclarecerem com que autoridade e em nome de quem fizeram o benefício ao coxo (4.5-7; 13-15).

5) Pedro e João são advertidos e colocados em liberdade.

6) Pedro e João e a comunidade reunida recebe nova porção do Espírito Santo (4.31).

Na retomada dos textos, vamos encontrar as seguintes descobertas:

1) A cura do coxo (3) e a declaração de que ela aconteceu em nome de Jesus. “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho te dou: em nome de Jesus, o Nazareno, levanta e anda”(3.6).

2) A cura provoca reações. Alguns vêem Pedro e João como deuses. Pedro insiste em apontar que o Nome de Jesus fez o milagre (3.12; 16). O milagre é a cura ou a salvação do doente – o verbo empregado é “sozo”, significando curar e salvar.

3) Por causa do testemunho da cura, Pedro e João são presos, numa investida dos sacerdotes, Capitão do templo e saduceus (4.1).

4) As reações das principais autoridades mostram que estavam ressentidas porque Pedro e João ensinavam e anunciavam em Jesus a ressurreição dos mortos (4.2).

5) Dois homens simples, iletrados criam um verdadeiro alvoroço na cidade. Por causa deles a cidade quase que parou, literalmente: “reuniram-se em Jerusalém as autoridades, os anciãos e os escribas mais o sumo sacerdote Anás, Caifás, João, Alexandre e todos os que eram da linhagem do sumo sacerdote”(4.5-6).

6) Imaginem vocês: dois homens simples. Dois matutos, iletrados, analfabetos enfrentando aquela gente especializada – as “feras” de Jerusalém.

– São interrogados: “Com que poder e autoridade e em nome de quem fizeram a cura?” (4.7). A pergunta é política, ideológica: tem mais gente no poder… é preciso contê-la.

– E o “Pedrão”, Pedro, pedra lavrada, lapidada e desarestada, cheio do Espírito Santo, pleno do Espírito Santo, entornando poder e unção pelas beiradas, responde: Foi o nome de Jesus!

– Autoridades do povo e anciãos (4.8): fomos chamados a vossa presença para darmos explicação pelo “benefício feito a um homem enfermo e do modo porque foi curado”(4.9).

– O benefício nós o fizemos com a autoridade do Senhor Jesus. Nós somos seus embaixadores. Foi pelo seu nome e poder que curamos aquele coxo (4.10).

– Foi em nome desse Jesus maravilhoso, a pedra angular que vocês autoridades rejeitaram e ainda rejeitam, que aquele doente foi salvo/curado (4.11).

– E Pedro que já estava mesmo inflamado pelo fogo celestial, disparou: E tem mais, autoridades do povo e anciãos: “E não há salvação em nenhum outro…”(4.12).

– As autoridades se calaram… Como resistir ao Espírito Santo? Eles tiveram que admitir: “estes homens iletrados e incultos, esses matutos nos sobrepujaram no saber e no falar e agora ministram a nós”. Estes homens só podem ter estado com Jesus. Andado com Jesus (4.13).

– Devia ser uma sala pequena. De repente cheiro bom, aroma, odor de Cristo no ambiente. Estes homens estão com cheiro de Jesus e a sala também. Conhecem aquele ditado: “diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és”?

– Quem anda com Jesus se parece com Jesus: pensa, fala e age com a mente de Cristo. A intimidade dele é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua vontade.

– Pedro não falou como um trovão. Mas as suas palavras foram quais raios a traspassar a vida daqueles homens.

– No final, aquelas autoridades fiaram numa situação um tanto desconfortável. Deixaram Pedro e João por um tempo a sós, para decidirem o que fazer (4.16-18). Mas nada tinham que dizer em contrário: há um sinal notório feito por eles, e não podemos negar”(4.16).

7) Decisão do Tribunal/Sinédrio:

Colocá-los em liberdade

Ameaçá-los com advertência para não falarem nem ensinarem mais em nome de Jesus (4.17-18).

8) Tem mais… Se as autoridades pensaram que já estava tudo resolvido, Pedro não pensava assim:

– Os senhores querem calar a voz do Espírito e impedir sua ação;

– “Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós do que a Deus”(4.20).

9) “Mas nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos”(4.20).

10) Os versículos 23 a 31, mostram a atitude da Igreja perseverante em oração.

Há aqui alguns elementos interessantes que quero ainda considerar.

A Igreja no meio das dificuldades busca, na oração, motivação, força e encorajamento para continuar sua caminhada.

A ORAÇÃO nunca é nem fuga nem alienação. A oração é força, é vida, é “oxigênio” para quem quer avançar vitoriosamente.

Então em vez de recuar, buscam auxílio em Deus: vamos ler juntos os vv. 28-30. Eles levantaram um grande clamor.

No v.31 vemos o sinal de Deus: “tendo eles orado tremeu o lugar onde estavam reunidos… Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e, com intrepidez anunciavam a Palavra de Deus”.

QUANDO CRENTES ORAM OU QUANDO A IGREJA ORA ORA há um tremor, um sacudir de Deus nas vidas, um acordar de morte para a vida.

QUANDO A IGREJA ORA:

1) Tremem os alicerces da fé – porque revela evidência dela ou ausência dela nas nossas ações e atitudes.

2) Tremem os valores que a Igreja cultua: tradição, estrutura, poder. A Igreja se descobre como tal: cumprindo e tentando salvar sua rotina ou cumprindo o propósito do Reino.

3) Tremem as doutrinas e ensinos mentirosos. Eles se desmancham como um castelo de areia, porque o Espírito Santo é o Espírito da Verdade (João 14.17).

4) Tremem os ímpios

5) Tremem os pecadores, porque sentem necessidade de arrependimento, confissão e conversão.

6) Tremem os rudimentos deste mundo

7) Tremem satanás e seus anjos – “satanás treme quando o vê o mais fraco de todos os crentes de joelhos”.

Aquele tremor experimentado era um SINAL DO ESPÍRITO SANTO. Era ele dizendo: eu estou no meio de vocês, prossigam no testemunho. E eles perceberam e falavam ousadamente as coisas de Deus.

PALAVRA FINAL

Onde queremos chegar com tudo o que foi falado?

1) A Igreja não precisa temer realizar a obra de Deus. O Espírito Santo dá poder e dinamismo na obra. É preciso desejá-lo, querê-lo!
2) A Igreja não precisa nem deve sentir vergonha, medo de ser diferente ou de fazer a diferença. O Senhor honra aqueles que honram o seu nome.
3) Quando ouvimos a voz do Espírito, as coisas acontecem não porque queremos, mas porque ele quer.
4) Vamos ser uma Igreja nova? Podemos escolher: continuar num templo bonito mas com pouca e acanhada expressão cristã, tendo a forma mas não o poder. Ou podemos ser, de fato, uma Igreja nova, revitalizada e revitalizadora, animada pelo Espírito Santo, avivada e avivadora, vivendo uma renovação lúcida, consciente, racional, sem extremismos e sem frenesi espiritual. Desse jeito a Igreja poderá seguir corajosa e desassombradamente.
5) Finalmente, a Igreja precisa redescobrir seu papel de intercessora, comunidade que ora os desejos, vontades e sonhos do coração do Pai celestial.

– Este momento novo é um espaço fértil que o Espírito Santo abre e coloca diante de nós, a Igreja para nos engravidarmos de coisas boas: vontade de ser Igreja. Vontade de sermos vasos novos. Vontade de servir. Vontade de crescer. Vontade de sorrir. Vontade de vencer. Vontade ajudar. Vontade de correr. Vontade de arrependimento. Vontade de conversão. Vontade de perdoar. Vontade de reconciliação, enfim vontade de VIVER.

Deus seja louvado. Amém! Aleluia!

Compartilhe a BençãoEmail this to someone
email
Print this page
Print
Tweet about this on Twitter
Twitter
Share on Facebook
Facebook
Share on LinkedIn
Linkedin

Comentários

comments

Contribua com sua opinião