O Altar em ordem

Introdução

(Uma breve explicação sobre o contexto e sobre a relação do texto com o tema do Acampamento).

Este texto nos é interessante, na medida em que ele nos fala da manutenção do altar. Ele nos ensina como o altar deve ser mantido continuamente pronto para o sacrifício e nos fala também do ofertante. É nossa responsabilidade, como sacerdotes da Nova Aliança, manter o altar de Deus, em nossas vidas, em perfeito estado, como o Senhor nos orienta, em Sua Palavra.

Quais são as orientações de Deus, que devermos seguir, para que o nosso altar se mantenha sempre pronto para Ele ?

1 – O fogo deve ficar acesso continuamente (vs. 9, 12,13)

O holocausto ficaria no altar durante toda a noite e o fogo estaria queimando-o. Pela manhã, o sacerdote tiraria as cinzas e colocaria mais lenha – a chama não deveria, nunca, apagar. O fogo era um elemento indispensável ao altar; altar sem fogo era altar sem a presença de Deus; altar sem fogo era altar em ruínas. Fogo sobre altar era a confirmação da aceitação de Deus do sacrifício recebido. No caso de Elias e de Manoá, Deus recebe os sacrifícios com fogo.

O significado que isto tem para nós é tremendo. Fogo em nosso altar, no altar do nosso coração, significa fervor, dedicação, entusiasmo, a presença de Deus sentida. Isto não é coisa de pentecostais; veja os discípulos a caminho de Emaús, enquanto Jesus lhes falava: ardia-lhes o coração.

Como esperar que Deus se empolgue com nosso culto, se não nos empolgamos com Sua presença. Eu não estou falando de formas externas de culto, não estou falando de cultos avivados, pentecostais ou tradicionais; estou falando da indiferença que, às vezes, recai sobre nossa adoração, a ponto de tornar nossa estadia na igreja um compromisso social, ao invés de um ato de adoração. Como um Deus vivo pode receber uma adoração sem vida ?

Jo 15.4 nos ensina que a falta de fervor e devoção é também falta de temor.

Algumas tempestades da vida podem apagar o fogo de nosso altar. O excesso de cinzas podem apagar o fogo de nosso altar.

2 – O ofertante deve se vestir com as vestes da santidade (vs. 10)

Era este o que o linho simbolizava, a santidade. Se quisermos manter nosso altar em ordem, precisamos nos vestir com as vestes da santidade. Palavras como separação, consagração e dedicação são chaves para entendermos o que é santificação.

Como alguém, que não é separado deste mundo para glorificar a Deus, pode desejar que o Senhor receba seus sacrifícios ? Como alguém, que não é consagrado e dedicado ao Senhor, pode almejar a presença de Deus em sua vida ?

3 – O ofertante deve levar as cinzas para fora (vs. 10, 11)

As cinzas são as sujeiras que se ajuntam no altar. Para o altar estar pronto para o sacrifício, elas devem ser levadas para fora todos os dias. Que significado tremendo para nós ! Isto aponta para a confissão de pecados a Deus, para a restauração da comunhão com os irmãos e para a limpeza de nosso coração, em relação a todos os sentimentos ruins. Levar as cinzas para fora é libertar-se das culpas do passado, abrindo oportunidades para que novas experiências com o Senhor tenham lugar.

Conclusão

Com estes cuidados, nosso altar estará sempre pronto para que, nele, possamos oferecer e servir a Deus com sacrifícios agradáveis.

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