O Mundo Desrespeita e Subverte os Valores de Deus

Exemplo do Filme (vídeo) – “Lados Opostos” – Visão distorcida do certo e do errado. Visão do mundo do que é a felicidade e o sucesso. O editor sério é caracterizado como despótico, ultrapassado, não esclarecido. O filho homossexual, é moderno, eficaz e competente Desrespeito aos padrões de Deus.

Introdução – Os Dilemas, as Escolhas da Vida

Os cristãos devem sempre ser levados ao exame das Escrituras, que nos ensina, de forma objetiva e direta, o que Deus requer de suas criaturas. Sua Lei Moral, resumida nos Dez Mandamentos (Ex 20) e, posteriormente, por Jesus em Mt 22.37-40 e Jo 14.15, constitui nosso único padrão de julgamento e de base para as nossas ações. Sob a iluminação do Espírito Santo devemos procurar aplicar os padrões de Deus às situações específicas do dia a dia. Em nossas atividades diárias somos chamados a exercer decisões e a definir nossos caminhos. Nessas decisões enfrentamos alguns dilemas e eles ocorrem por duas razões:

(1) Ausência de padrões – Vivemos em um mundo submerso em pecado que despreza os padrões de justiça de Deus. A sociedade, de uma forma geral, encontra-se envolvida em uma forma de vida que contraria, em vários pontos, os princípios da lei de Deus. Os padrões parecem não existir, a forma de se medir felicidade e sucesso difere daquela encontrada na Palavra de Deus. O objetivo de vida não é a glorificação de Deus e a busca desenfreada da felicidade pessoal, a qualquer preço e fora de quaisquer princípios, passa a determinar as ações das pessoas. O comportamento da sociedade em que vivemos termina por influenciar o nosso pensar e o nosso agir. É uma força negativa que nos afasta dos preceitos de Deus. Temos que ser vigilantes e termos a compreensão que as nossas convicções têm que ser derivadas dos preceitos de Deus e não da forma de vida do mundo.

(2) Padrões enganosos – Uma segunda razão provém não da ausência de padrões, mas exatamente porque o mundo procura racionalizar o comportamento injusto e ilegal invertendo posições – chamando o errado de certo, propagando a inversão de valores. Inversão de valores? O que é mesmo isso? É quando desrespeitamos abertamente o entendimento natural das determinações de Deus e passamos a caluniar essas mesmas determinações, que representam os seus princípios de justiça, as suas leis. É quando passamos a divulgar que todas elas não passam de fábulas, mitos, idéias ultrapassadas, coisas que não deveriam fazer parte da mente moderna das pessoas, nesse novo século em que adentramos.

Por acaso achamos que isso não nos afeta? Estamos enganados. Exemplo do ministro de nossa denominação que tem artigo publicado na Internet, sob o título o “Mito do Dragão Adormecido”, tratando da “sexualidade dos solteiros”. Nele apresenta a igreja e o seu ensino como, retrógrado, ultrapassado, repressor. A visão do mundo é apresentada como se fosse aceitável aos cristãos…

Possivelmente a passagem bíblica que se refere com maior clareza a essa situação é Isaías 5.8-25. Nela Deus condena veementemente a forma de vida do mundo retratada não somente no abandono dos padrões e da Lei divina, como também ao inverterem os valores, estabelecendo para si padrões que são totalmente antagônicos e contrários àqueles que Deus revelou em Sua Palavra.

Em Isaías 5.8 a 25, temos seis avisos solenes contra a impiedade, contra práticas que contrariam os princípios de justiça de Deus, que vão contrário á ética do povo de Deus. São lertas contra a inversão de valores. No trecho temos seis condenações explícitas. Cada uma delas é precedida pela expressão “Ai dos que”. A palavra traduzida por “ai” (hebr.: hoi) ocorre 51 vezes em outras passagens do Antigo Testamento (46 vezes com o sentido de condenação, 4 vezes conclamando a um lamento, 1 vez como uma chamada – Is 55.1). Ela significa, portanto, mais do que uma constatação prática do estado lamentável das pessoas que se colocam contra Deus. Ela representa um pronunciamento de uma sentença judicial, uma condenação, uma maldição que sobrevem em função das situações e questões descritas e que caracterizam o indiciado. Ela indica, portanto, ao mesmo tempo, um lamento e uma condenação.

Um lamento, pela constatação de que os princípios de Deus estão sendo desrespeitados e negligenciados, bem como pela condição daqueles que se envolvem nesses pecados – não somente serão infelizes, no final, mas são alvo da ira do Deus soberano (“Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” – Heb 10.31).

Uma condenação para a forma dissoluta de vida, mostrando a perfeita execução de justiça da parte de Deus, que não fica impassível perante a quebra de seus mandamentos. Trata-se de um pronunciamento formal, da parte de Deus, perante o desrespeito aberto aos seus padrões, representando um intenso aviso, ao seu povo, de que ele é Santo e Justo e espera, como conseqüência, que os seus sejam igualmente santos e justos.

As Condenações

Examinemos essas seis condenações explícitas:

1. Contra a Avareza: O primeiro dos avisos (Ais) é contra a avareza (vs 8-10). A natureza humana pecadora procura o máximo de bens e satisfação para si própria, indiferente às necessidades alheias. Na busca pela posse do máximo possível, ultrapassa os limites da iniciativa legítima e quebra a lei de Deus e os direitos dos semelhantes. Nesses versos lemos: Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem campo a campo, até que não haja mais lugar, e ficam como únicos moradores no meio da terra! Uma condenação semelhante é encontrada em Mi 2.2 e em Nem 5.1-8. Na época do Antigo Testamento, dentro do Povo de Deus, isso ocorria com a procura por grandes propriedades e latifúndios. Deus havia colocado na lei civil de Israel limites ao direito de propriedade de tal forma que a posse da terra era assegurada ao maior número de pessoas possível. Existiam aqueles, entretanto, cuja cobiça falava mais alto do que o respeito a Deus e aos homens. O verso 8 indica que o propósito final desses corações avarentos era ficar “como os únicos moradores da terra”, ajuntando para si uma propriedade após outra. Mas, em Lev 25 Deus havia estabelecido leis rígidas para a compra e venda de propriedades e de terras, no sentido de evitar o acúmulo de riquezas em poucas mãos. Tudo era regulado pelo ano de jubileu e as terras eram vendidas levando em consideração a sua proximidade ao ano de jubileu. Se estivesse próximo – custavam menos. Se o ano de jubileu estava distante, custavam mais. Isso porque nesse ano (50 º) ela retornava aos donos e às famílias originais. O povo havia desprezado essas diretrizes. Tanto a ganância dos compradores, como a dos vendedores gerou injustiça social e carências na terra. Deus, metaforicamente, diz que tal situação chegou aos seus ouvidos e passa a dar o teor específico da condenação: A meus ouvidos disse o SENHOR dos Exércitos: Em verdade, muitas casas ficarão desertas, até as grandes e belas, sem moradores. E dez jeiras (40 mil m2 – 4 hectares) de vinha não darão mais do que um bato (medida de líquidos: 22-28 litros), e um ômer (medida de sólidos: 220-280 litros) cheio de semente não dará mais do que um efa (medida de sólidos: 22-28 litros). O resultado dessa riqueza amealhada de forma indevida, dessa inversão de valores, será: O abandono das propriedades – tanto as vastas terras ficarão desertas, como as belas construções nelas edificadas. Esse abandono parece ser causado pela improdutividade da terra, pela inabilidade no cultivo agrícola produtivo. Planta-se na terra, mas as vastas plantações não produzem os frutos desejados. A avareza, que almejava riqueza, passa a gerar apenas pobreza.

2. Diversão Indiscriminada, Frivolidade: O segundo aviso é contra a procura indiscriminada do divertimento (v. 11 – 17). Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta! As pessoas estão ávidas para preencherem suas vidas com diversão, com as falsas alegrias dessa vida. Notem que há diligência e extremo interesse em seguir os passos da auto-indulgência. Levantam-se cedo para procurar a bebida e continuam bebendo até as altas horas da noite. Liras e harpas, tamboris e flautas e vinho há nos seus banquetes; porém não consideram os feitos do SENHOR, nem olham para as obras das suas mãos. A música e os instrumentos musicais estão sempre presentes e tudo isso serve para anestesiar os sentidos, para sufocar a voz de Deus, presente nas obras e maravilhas que tem realizado. Prestam atenção à diversão, as festas aos banquetes, à bebedice, mas não olham os feitos de Deus. O resultado da “geração MTV” é um povo de mente narcotizada, no qual impera a falta de entendimento. Portanto, o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede. A busca desenfreada pela diversão, diz o Senhor, provocará não somente a escravidão pela falta de entendimento, mas terão carências as físicas essenciais – fome e sede, que atinge tanto as elites como a multidão. Nessa situação as pessoas perecem. “Por isso, a cova aumentou o seu apetite, abriu a sua boca desmesuradamente; para lá desce a glória de Jerusalém, e o seu tumulto, e o seu ruído, e quem nesse meio folgava. Então, a gente se abate, e o homem se avilta; e os olhos dos altivos são humilhados”. A Cova (sheol – o inferno) suga, juntamente com o povo, toda a glória e beleza da terra. Para essa cova caminha a aparente alegria, o tumulto os ruídos, a bebedeira. Em vez de se alegrarem no Senhor, procuram os prazeres enganosos. Por causa dessa inversão de valores as pessoas estarão abatidas e aviltadas. Mas o SENHOR dos Exércitos é exaltado em juízo; e Deus, o Santo, é santificado em justiça. Então, os cordeiros pastarão lá como se no seu pasto; e os nômades se nutrirão dos campos dos ricos lá abandonados. A justiça e a santidade de Deus será exaltada e o seu povo verdadeiro (os cordeiros) serão alimentados e herdarão a terra.

3. Corrupção Aberta: O terceiro aviso é contra aqueles que lideram a impiedade e corrução (vs. 18 – 19). Ai dos que puxam para si a iniqüidade com cordas de injustiça e o pecado, como com tirantes de carro! Isaías compara esses pecados a uma carruagem, puxados por tirantes fortes, pelos praticantes. Tais pessoas mergulham em arrogância e desafiam a Deus. E dizem: Apresse-se Deus, leve a cabo a sua obra, para que a vejamos; aproxime-se, manifeste-se o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos. Caminham por esse mundo como se Ele não existisse. Como se os seus princípios de justiça estivessem abolidos. Demonstrando incredulidade nos tempos e na providência de Deus, zombam dele e de sua paciência, clamando para que ele se apresse e termine a sua obra, mas não com sinceridade de coração.

4. Inversão de Valores: O quarto aviso é contra os que mudam os rótulos e confundem a injustiça com a justiça (v. 20). Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Representa a atitude de inversão de valores mais presente em nossos dias. Os que passam a chamar o mal de bem. Os que defendem as coisas más e vis desse mundo, dizendo “o que tem isso demais”? “Isso não tem nada a ver”! Chamam a escuridão de luz. Atacam a luz e dizem que ela representa as trevas, o atraso, o pensamento retrógrado. Dizem que as coisas amargas do pecado são, na realidade, doces; enquanto que rejeitam as coisas doces e boas contidas na lei santa de Deus, dizendo que elas são remédio amargo e ineficaz.

5. Orgulho, desprezo aos conselhos: O quinto aviso é contra os orgulhosos. Contra aqueles que recusam os conselhos (v. 21). Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito! Contra os que persistem em resistir ao chamado ao arrependimento. Contra aqueles que desprezam a sabedoria e a prudência dos justos e da justiça de Deus, porque são “sábios aos seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito”. Esses, com uma opinião mais alta de si do que deveriam ter, recusam o caminho da humildade e não verificam que a salvação começa com a constatação de que nada somos e de que dependemos única e exclusivamente de Deus.

6. Arrogantes espoliadores: O sexto aviso é contra os arrogantes (vs. 22 – 25). Ele fala de que esses se dão à bebida forte e ao vinho, mas trata-se de um grupo de pessoas diferente dos que se entregam à bebida descritos no segundo aviso. Enquanto que a preocupação daqueles era a busca do divertimento, esses aqui estão deliberadamente envolvidos na subversão da justiça. Ai dos que são heróis para beber vinho e valentes para misturar bebida forte, os quais por suborno justificam o perverso e ao justo negam justiça! Eles são arrogantes e valentes e isso tanto os leva, como provem da ingestão continuada das bebidas. Concretamente, eles têm o seu interesse no ganho indevido que a posição de autoridade que ocupam lhes confere. O suborno é o seu ganha pão. Por suborno, não temem em desrespeitar a justiça de Deus. Livram o perverso e negam justiça ao justo.

Deus abomina a essa inversão de valores. Sua condenação virá inevitavelmente em seu devido tempo. Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a erva seca se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos e desprezaram a palavra do Santo de Israel. Por isso, se acende a ira do SENHOR contra o seu povo, povo contra o qual estende a mão e o fere, de modo que tremem os montes e os seus cadáveres são como monturo no meio das ruas. Com tudo isto não se aplaca a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão. Tais pessoas sumirão como um monte de galhos secos ou de mato seco é engolido por uma língua de fogo. Com suas raízes podres, serão mais rapidamente consumidos e virarão pó. Tudo isso porque rejeitam a lei do Senhor e desprezam a palavra do Deus todo poderoso. A ira de Deus se manifesta. Isso até mesmo para com aqueles que integrando o seu povo, se entregam à forma dissoluta de vida condenada por esses seis avisos. Deus não os deixará impunes, como se fossem vítimas de um terremoto, os cadáveres serão amontoados nas ruas e a ira de Deus não será desviada.

Conclusão, com chamada ao arrependimento, mostrando as boas novas do Evangelho de Cristo, que nos salva da ira e da condenação de Deus, pelos nossos pecados.

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