O chamado para o discipulado

INTRODUÇÃO:

1. Olhando para o texto da Palavra de Deus que lemos nesta noite, podemos notar que Cristo chama para o seu ministério, vidas que estejam dispostas a um envolvimento com a sua obra na terra. Este chamado inclui eu, você. É evidente que existe dois tipos de chamados: O chamado para o discipulado e o chamado para um ministério específico. Nesta noite queremos avaliar o chamado para discipulado que envolve todas as pessoas.

2. É preciso que conheçamos os pontos essenciais dentro deste chamado de Cristo, e ao mesmo tempo nos envolver nela de corpo e alma, para que possamos ser úteis como filhos de Deus e no serviço do Reino.

VAMOS VER NESTA NOITE, AS IMPLICAÇÕES DO CHAMADO DE CRISTO

I – O CHAMADO DE CRISTO IMPLICA EM MUDANÇA DE VIDA

“Vinde após mim, eu vos farei pescadores de homens”, Mt 4.19.

1. Para vir a Cristo e ao mesmo tempo se colocar à sua disposição, é preciso saber que isto implica numa mudança radical de vida e de comportamento. Quem não está disposto a mudar de forma radical seu estilo de vida e conseqüentemente seu comportamento, não é apto para o chamado de Cristo.

2. Cristo não chamou homens para que alcançassem as glórias e os louvores deste mundo, tanto é que Paulo considerou os apóstolos, incluindo a si mesmo, como sendo o “refugo” do mundo e a “escoria” de tudo, 1 Co 4.13, “somos difamados, e exortamos; até o presente somos considerados como o refugo do mundo, e como a escória de tudo”. O que não podemos entender é como certos elementos que se dizem cristãos, buscam o dinheiro e a fama deste mundo em nome de Cristo, construindo verdadeiros “impérios religiosos”, onde não há quaisquer escrúpulos em suas atividades religiosas.

3. Ele chamou seus discípulos do mundo para que, na mais nobre e mais útil de todas as causas, fossem instrumentos nas mãos de Deus para a convocação de outros homens.

4. Notem que aqueles pescadores, foram chamados a deixar suas profissões, seu “ganha pão”, para se tornarem “pescadores de homens”. O envolvimento principal deles agora deveria ser com o Reino de Deus. Tinham que viver na prática o princípio de vida, descrito por Jesus em Mt 6.33, “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

II – O CHAMADO DE CRISTO IMPLICA EM RENÚNCIA

“Deixando imediatamente as redes… deixando… o barco e se pai, seguiram-no”, Mt 4.20-22.

1. O chamado de Cristo tem prioridade. Nenhum interesse humano pode sobrepor-se a ela. É difícil, mas é o preço do discipulado. Os discípulos tiveram que deixar “redes”, “barcos de pesca”, “família”, e outras coisas importantes, para que se tornassem úteis para Deus. Veja o que Jesus disse em Lc 14.33: “Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo”.

2. Porém, há uma recompensa futura, que o discípulo contempla pela fé, por vezes em meio a privações e provações amargas neste mundo. Paulo escrevendo a Timóteo em sua segunda carta, disse: “6 Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação, e o tempo da minha partida está próximo. 7 Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”, 2 Tm 4.6-8.

III – O CHAMADO DE CRISTO IMPLICA EM URGÊNCIA NO ATENDIMENTO

E ele, levantando-se ou seguiu”, Mt 9.9.

1. O chamado de Cristo não admite demora. É uma questão de tamanha importância, que leva o indivíduo a uma atitude decisiva e imediata, assim que ouve a convocação do Senhor para o trabalho na santa seara.

2. Veja o que Jesus disse a uma pessoa que poderia segui-lo, mas ao mesmo tempo queria estar comprometido com outras obrigações: Lc 9.59-61, “59 E a outro disse: Segue-me. Ao que este respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. 60 Replicou-lhe Jesus: Deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos; tu, porém, vai e anuncia o reino de Deus. 61 Jesus, porém, lhe respondeu: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus”.

IV – O CHAMADO DE CRISTO IMPLICA NA ELIMINAÇÃO DE TODO E QUALQUER PRECONCEITO

“Por que come o vosso Mestre com publicanos e pecadores”, Mt 9.11.

1. Cristo não levou em conta as barreiras de separação que os homens levantaram. Ele não reconheceu superioridades. Por isso, não fez acepção de pessoas. Aproximou-se de todos com o mesmo interesse de salvar.

2. Determinou que o seu Evangelho fosse anunciado a toda a criatura como a provisão de Deus que atende às necessidades de um mundo sem fronteiras. Em Cristo, todas as barreiras de preconceitos caem por terra. Veja Gl 3.27-29, “27 Porque todos quantos fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. 28 Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. 29 E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa”.

3. Quantos preconceitos se têm levantado nos dias em que vivemos, onde são levados em conta o status social, a cor, a raça, o sexo, etc.? Vejam o que Tiago recomendou aos irmãos: Tg 2.1-9, “1 Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas. 2 Porque, se entrar na vossa reunião algum homem com anel de ouro no dedo e com traje esplêndido, e entrar também algum pobre com traje sórdido. 3 e atentardes para o que vem com traje esplêndido e lhe disserdes: Senta-te aqui num lugar de honra; e disserdes ao pobre: Fica em pé, ou senta-te abaixo do escabelo dos meus pés, 4 não fazeis, porventura, distinção entre vós mesmos e não vos tornais juizes movidos de maus pensamentos? 5 Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que são pobres quanto ao mundo para fazê-los ricos na fé e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? 6 Mas vós desonrastes o pobre. Porventura não são os ricos os que vos oprimem e os que vos arrastam aos tribunais? 7 Não blasfemam eles o bom nome pelo qual sois chamados? 8 Todavia, se estais cumprindo a lei real segundo a escritura: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem. 9 Mas se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo por isso condenados pela lei como transgressores”.

V – O CHAMADO DE CRISTO IMPLICA NA PROCLAMAÇÃO DE BOAS NOVAS

“Não vim chamar justos, mas pecadores”, Mt 9.13.

1. O simples anúncio das boas novas de salvação proclama o fato de que o homem afastado de Deus, está perdido; que o amor de Deus busca incessantemente o pecador e que esse pecador passa a gozar os benefícios de salvação no momento em que se arrepende dos seus pecados e aceita, em Jesus Cristo, a oferta do amor de Deus.

2. Como discípulos de Cristo, recebemos esta mesma incumbência, ou seja nos tornamos anunciadores das boas novas de salvação. Paulo falando aos Coríntios, expressou sua preocupação com a tarefa que recebeu do Senhor, 1 Co 9.16, “Pois, se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!”

CONCLUSÃO:

1. Vimos que para nos tornarmos discípulos produtivos no Reino de Deus, precisamos nos colocar debaixo de algumas implicações:

a) Disposição para mudar de vida.

b) Espírito de renúncia.

c) Disposição imediata para o serviço.

d) Deixar de lado todos os preconceitos.

e) Estar disposto a cumprir nossa tarefa de anunciar as boas novas de Cristo ao mundo.

2. Cumpridas estas exigências podemos descansar debaixo do poder de Deus e saber que Deus cumpre com fidelidade todas as sua promessas a nosso favor. Caso contrário muitas barreiras se levantarão contra nós e nossa marcha cristã será dolorosa.

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