O mesmo sentimento de Cristo

I – Introdução

Fernando e Alicia, um casal cristão da cidade de Orlando, Estados Unidos, tinham um filho a quem amavam muitíssimo. Esse filho, ao chegar à adolescência, transformou-se em um jovem rebelde, desobediente, insensato e, às vezes, desafiante! Isso ocasionava muito sofrimento aos seus pais. Um dia, ao chegar em casa, voltando da escola, o pai pediu-lhe para cortar a grama antes de sair de bicicleta. Mas, ele desobedeceu e saiu. Um caminhão que vinha em alta velocidade na direção contrária, o atropelou. O motorista do caminhão levou o rapaz quase sem vida para o Hospital. Telefonaram para a casa dele e deram a notícia ao seu pai. O pai, angustiado, foi informado pelo médico das várias fraturas que seu filho havia sofrido, e recomendou que o levasse a especialistas que poderiam, depois de um longo tratamento, trazê-lo de volta à normalidade da vida. O pai aceitou a recomendação, apesar dos custos elevadíssimos que isso significaria. À medida que o tratamento ia prosseguindo, ele teve que vender a casa, os carros e os objetos de valor e ainda empenhou vários meses de seu salário para pagar as contas. Desligou-se de tudo o que possuía porque em seu coração havia apenas amor pelo seu filho. Quando o rapaz ficou completamente recuperado, perguntou ao pai: – Pai, como fez para pagar essa dívida tão grande? O pai respondeu: – Vendi tudo o que possuía e renunciei ao nosso conforto para vê-lo com saúde. Agora não temos bens, mas temos a você, a quem mais queremos. Essa demonstração de renúncia e amor mudou o filho, de rebelde e ingrato para obediente e agradecido.

Queremos apresentar também o melhor e maior exemplo de renúncia e amor abnegado de Jesus por todos nós. Leiamos Filipenses 2:5.

II – Tende em vós este mesmo sentimento – Filipenses 2:5

A Podemos ter o mesmo sentimento e pensamento que Jesus teve.

Somente o Espírito Santo tem poder para incutir em nós a mesma maneira de sentir e pensar de Jesus. Ele tem poder para revelar e colocar em nós os atributos do caráter de Cristo. São João 15:26.

B Qual foi o sentimento que houve em Jesus?

De todos os maravilhosos atributos do caráter de Jesus destacaremos dois, pelos quais somos salvos em Cristo Jesus:
a) Seu amor abnegado.
b) Deu-Se a Si mesmo – Filipenses 2:6.

Em três entregas, em três renúncias e em três despojamentos de Cristo estão expressas claramente estas duas características.

III – Esvaziou-se de Si mesmo – Filipenses 2:7

A Despojou-se de Si mesmo, de continuar sendo igual a Deus – Filipenses 2:6

Esvaziou-Se a Si mesmo voluntariamente. Renunciou usar Seus atributos divinos em Seu benefício.

Dos traços característicos de Sua divindade, renunciou a:
a. Sua onipotência
b. Sua onisciência
c. Sua onipresença
d. Sua igualdade com Deus Pai e com Deus Espírito Santo.
e. Sua glória. Decidiu abandonar a glória celestial de Sua altíssima condição; da adoração dos anjos.

Ele não reteve todos os traços característicos da divindade, não Se apegou a eles, mas despojou-se a Si mesmo. Isto é amor abnegado.

B Despojou-se a Si mesmo tomando forma a de servo, semelhante aos homens – Filipenses 2:7

Cristo era um ser humano no mais completo sentido da expressão. Cobriu-Se com a forma humana, e ainda humilde.

Há uma enorme diferença e contraste entre a “forma de Deus” e a “forma humana” de servo. Ele assumiu os atributos de um escravo. Quais são eles?

a) O escravo deve OBEDECER totalmente. É uma obediência dócil. Cristo comprometeu-se a obedecer ao Pai. Hebreus 5:8; Romanos 1:1.

b) O escravo deve SERVIR e SERVIR.
Pertenceao seu amo. Não tem direito a comprar propriedades, não tem direito à sua vida. Cristo viveu para servir. Mateus 20:28.

Não Se apegou à Sua soberania divina; dedicou-Se a servir e isto tornou-se a paixão mais dominante de Sua vida. Toda Sua vida estava subordinada ao Pai.

C Despojou-se a Si mesmo até à morte, e morte de cruz – Filipenses 2:8

a) Cristo tinha os mesmos desejos humanos, inclusive o de conservar a sua vida, mas Seu amor por nós era tão grande que Sua obediência O levou a entregá-la Sua vida.

b) Despojou-Se de Sua vida eterna. Como nós, ficou sujeito à morte.

c) Despojou-Se da paz e do poder para submeter-Se à dor e à angústia que provém da morte.

d) Despojou-Se da amizade e da sociedade com os seres celestiais, para sentir a separação, a saudade e o desespero que o pecado produz.

e) Sua morte foi na cruz. Ele Se submeteu à morte mais ignominiosa, que lhe ocasionou grande vergonha e intenso sofrimento. Este tipo de morte era somente para:
a. os escravos
b. os não romanos
c. os mais vis criminosos

Aquele que trouxe a vida existência dos mundos e universos, agora estava sujeito à mortalidade. E despojou-Se a Si mesmo.

IV – Conclusão:

A Podemos experimentar este mesmo sentimento de Jesus. Filipenses 2:5.

a) O profundo e intenso amor a Cristo pode nos levar a despojar-nos do:
a. Egoísmo
b. Orgulho
c. Cobiça
d. Vanglória
e. Vaidade
f. Avareza
e experimentar o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.

b) Quando nos despojamos destas coisas, também podemos despojar-nos das coisas materiais:
a. Dinheiro
b. Posses
E para doar tudo para a Causa de Deus, tendo o mesmo sentimento dEle.

B Que tenhamos o mesmo sentimento de Jesus, é o chamado de Deus para nós, hoje, agora. Ao compreendermos como Cristo desceu da glória para a humilhação, da vida eterna para a morte cruel saberemos o que é renúncia e abnegação, e a dar de acordo com o Modelo, que é Jesus.

O sermão mais difícil de pregar é o da negação própria. A avareza e o eu fecham as portas para o bem. Cristo não agradou a Si mesmo mas gastou e apagou a Sua vida em serviço dos demais. Era rico, mas por amor a nós Se fez pobre, para que por Sua pobreza fôssemos enriquecidos.

V – Apelo:

Cristo fez tudo por você e por mim, por amor. Você e eu podemos ter este mesmo sentimento. Por amor, poderemos ofertar generosamente. Tomemos esta decisão hoje. Que o Espírito Santo nos dê este mesmo sentimento. Amém.

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