O povo que andava em trevas viu grande luz

Amada congregação do Senhor Jesus Cristo,

O povo do Brasil, principalmente o povo no norte e no nordeste, no interior e no sertão, é um povo sofrido. Muitos sofreram por causa da seca, a qual atingiu milhares de pessoas, provocando escassez e miséria. Muitos outros sofreram por causa das chuvas e das enchentes. Casas e bens forma destruídos pela água. As pessoas receberam ajuda, do governo, e de várias entidades, mas para a maioria os sofrimentos continuam. Muitos não têm emprego. Muitos querem trabalhar, para ganhar o pão de cada dia e para sustentar a família, mas não encontram serviço. Há muitos que não se alimentam bem, ficando fracos e vulneráveis a doenças. Há ainda milhares de crianças que trabalham, mas que deviam estudar nas escolas, para assim serem preparadas para o futuro. Há muitos doentes que sofrem nos hospitais. Sempre ouvimos histórias de pessoas que entraram no hospital, mas que quase morreram no corredor, ou que só foram atendidas vários dias depois ter chegado. Tudo isto, meus irmãos, é ainda uma parte da miséria. Há muito mais. Principalmente as famílias, sofrem. Em muitas casas não há paz. As mães quase sempre carregam uma responsabilidade muito grande. Os pais às vezes dão mais valor à bebida, e aos jogos. Muitos adolescentes e jovens crescem sem receberem orientação e sem receberem os valores bíblicos. Muitos se sentem inseguros, têm um complexo de inferioridade, ou não têm equilíbrio. Muitos não têm amigos, pois o clima é de desconfiança. Mas o pior de tudo, meus irmãos, é que muitos vivem sem Deus. Muitos não conhecem a Cristo. Muitos levam uma vida cheia de dificuldades e desafios, mas não conhecem o Salvador, e não encontram paz para suas almas.

Assim era também a situação do povo de Deus na época do profeta Isaías. Naqueles dias o povo de Deus se encontrava numa situação muito precária. Não havia luz. Muitos andavam desesperados, perdidos e sem rumo. Muitos procuravam adivinhadores e necromantes. Principalmente as pessoas do norte e nordeste do país de Israel, aqueles que eram da terra de Zebulom e da terra de Naftali, como também os moradores da Galiléia, eram muito carentes (Isaías 9: 1). O caminho deles era um caminho torto. O grande problema deles foi que eles tinham se afastado de Deus. Como conseqüência disto havia “angústia, escuridão, e sombras de ansiedade” (Isaías 8: 22). E mais: O povo de Deus corria risco de vida. Deus mandou o poderoso rei da Assíria, para castigá-los e para dar uma pisa neles. Assim aconteceu. Deus ficou irado, e enviou o rei da Assíria para dar uma lição dura no povo de Israel. O rei da Assíria foi lá e levou muitos, principalmente da região da Galiléia, para a Assíria (2Reis 15: 29). Muitos foram desenraizados e lançados para países distantes. Aqueles que ficaram no país de Israel, entraram em estado de depressão. Assim o povo de Deus vivia uma situação de calamidade inédita. Eles precisavam de socorro. Eles precisavam de alguém que pudesse reanimá-los. Eles necessitavam de alguém que pudesse tirá-los do sufoco. Mas quem

faria isso? Quem seria capaz de consertar a vida do povo? Quem poderia ajudar o povo de Deus, que vivia à beira do abismo?

É impressionante, irmãos, lermos o que o profeta Isaías escreveu a respeito. Ele revelou, por mais incrível que pareça, um retrato exato da única pessoa que podia ser o Salvador do povo de Deus. O profeta Isaías viveu mais ou menos setecentos anos antes do nascimento de Cristo. Mas vejam só, ele deu um retrato detalhado do único Salvador. Sendo iluminado e guiado pelo Espírito Santo de Deus, Isaías revelou de uma forma que não podia ter sido mais clara, que o nosso Senhor Jesus Cristo, havia de ser o Salvador de seu povo. O profeta Isaías viu “uma grande luz que resplandece sobre aqueles que vivem na região da sombra da morte” (Isaías 9: 2). Desta maneira o profeta Isaías se referiu ao Senhor Jesus Cristo, que é a luz do mundo (João 8: 12). O profeta Isaías também falou sobre alguém que multiplicaria a alegria do povo de Deus (Isaías 9: 3). Isto nos faz pensar na história que o Senhor Jesus Cristo mudou água em vinho (João 2), proporcionando muita alegria àqueles que estavam lá. E mais, Isaías falou também sobre “alguém que quebra o cetro do opressor” (Isaías 9: 4). Isto também se refere, sem dúvida nenhuma, ao nosso Senhor Jesus Cristo, o poderoso Filho de Deus, que venceu, pelo seu poder, os nossos inimigos mais perigosos: o pecado e a morte.

Como se tudo isto ainda não fosse suficiente, Isaías revelou muito mais ainda. Ele fez menção de um menino que nasceu! “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu ” (Isaías 9: 6). Quem é aquele menino que o profeta viu nascer, com sua visão profética, senão o nosso Senhor Jesus Cristo? É o nosso Senhor Jesus Cristo. Ele nasceu segundo as antigas promessas de Deus. Ele veio ao mundo como menino. Desta maneira ele nos foi dado pela graça e pela misericórdia de Deus. Assim, falando de um menino que nasceu, o profeta Isaías, deixou bem claro: o Salvador do povo de Deus seria uma pessoa humana. É isto que Domingo 6 também confessa: “O Mediador e Salvador deve ser verdadeiro homem”. Assim o catecismo repete, o que o profeta Isaías disse. Assim o catecismo está de acordo com a palavra de Deus. A miséria humana, também a grande miséria que se encontra no Brasil, somente poder ser removida por uma pessoa humana. O castigo que todos nós merecemos, devido aos nossos muitos pecados, somente pode ser levado por um verdadeiro homem.

Há ainda outra coisa que deve prender a nossa atenção, irmãos. Quando Isaías apresentou, por sua visão profética, o único Salvador, ele não falou apenas de um menino que nasceu. Pois claro, só falar de um menino que nasceu, não é suficiente para resolver os problemas mundiais. Um menino, sendo apenas menino, não pode salvar de maneira alguma um povo inteiro. Então reparem irmãos! O profeta Isaías ainda viu outra coisa. Ele viu que o Salvador, apesar de ser menino, também havia de ser Deus. Pois ele disse a respeito do menino que nasceu: “O seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Assim o profeta previu que o Salvador havia de ser humano e divino ao mesmo tempo. Ele havia de ser verdadeiro homem (pois nasceria) e verdadeiro Deus (pois o nome dele seria “Deus forte”). Que coisa profunda, meus irmãos! Um ser que é ao mesmo tempo verdadeiro homem e verdadeiro Deus! Mas devia ser assim mesmo! Aquele que havia de salvar todos os pecadores perdidos, aquele que havia de solucionar todos os problemas, havia de ser verdadeiro homem e ao mesmo tempo verdadeiro Deus! Só assim, sendo Deus Forte, o menino que nasceria, teria condições de livrar as almas dos oprimidos pelo diabo. Somente assim, encontrando alguém que é um de nós, porém que é muito mais forte do que nós, dá para nós confiarmos nele. Necessitamos do menino Jesus, o Cristo divino, o Rei da terra, o qual nasceu igual a Deus. O nosso Salvador devia ser alguém que comia peixe, que dormia durante um passeio de barco, que chorava na hora da tristeza, e que tomou providências para sua mãe, que era viúva. O nosso Salvador devia ser também diferente de todos nós, uma pessoa divina que fez o mar e o vento acalmar, que multiplicou os pães, que curou os doentes, que expulsou os demônios, e que ressuscitou mortos.

Muitas vezes esta doutrina das duas naturezas de Cristo é criticada pelo mundo. Muitas vezes esta santa doutrina é zombada. Muitos acham que esta doutrina sobre o nosso Salvador e Mediador é uma invenção de teólogos. Muitos que acreditam que o ser humano se evoluiu de macacos, não conseguem entender de maneira alguma que em um só ser pode haver ao mesmo tempo a natureza humana e a natureza divina. As testemunhas-de-jeová não crêem que o nosso Senhor Jesus Cristo é Deus. Eles não conseguem entender esta doutrina, justamente como ninguém consegue entendê-la, e por isso, negam a divindade do nosso Senhor e Salvador. Isto é muito triste, e também muito grave. Assim há muitos outros que negam a divindade de Cristo, apagando a luz dos profetas e dos apóstolos. Para muitos Cristo é apenas um anjo, ou um homem bom. Nós porém, só podemos defender a doutrina bíblica. Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Defendemos a antiga doutrina sobre as duas naturezas de Cristo. Não temos a menor dúvida. Sabemos com certeza que é assim mesmo. O nosso Salvador não poderia ser diferente. O nosso Salvador, que levou o nosso castigo, devia ser homem como nós, porém, muito mais forte do que nós, ou seja, ele devia ser também verdadeiro Deus, pois só assim dava para ele suportar o castigo eterno e salvar-nos da ira de Deus.

Como é que recebemos esta certeza absoluta acerca do nosso Senhor Jesus Cristo? De onde veio a nossa certeza em relação a uma doutrina que a nossa razão e mente humana não são capazes de compreender? A resposta é muito simples, porém forte e convincente: Sabemos isto “pelo santo evangelho, que o próprio Deus, de início, revelou no paraíso. Depois Deus mandou anunciá-lo pelos santos patriarcas e profetas, também pelo profeta Isaías, e finalmente o cumpriu por seu único Filho” (Domingo 6). É isto irmãos! Meditando sobre a palavra de Deus, sendo iluminados pelo Espírito Santo, temos cada vez mais firme a palavra dos profetas e dos apóstolos (2 Pedro 1: 19). Isaías já predisse como o Senhor Jesus Cristo havia de ser. Isaías já ofereceu no seu livro um retrato detalhado dele, declarando que o menino que nasceria seria chamado de Deus forte. Com certeza muitos naqueles dias não entenderam o que Isaías disse. Até o próprio profeta Isaías deve ter tido dúvidas. Pois os próprios profetas do antigo Testamento procuraram saber e entender melhor o que eles viram com seu olho profético (1 Pedro 1: 10-12). Os próprios profetas, que anunciaram coisas maravilhosas e incríveis, tinham dúvidas e gostariam ansiosamente que pudessem saber mais. Porém, aqueles que sabem mais, irmãos, somos nós. Pois todos os profetas, inclusive Isaías, que falaram dos sofrimentos de Cristo e da glória dele, eles ministravam não para si próprios, mas para nós (1 Pedro 1: 12).

Aquilo que Isaías já previu, foi confirmado e cumprido pelo próprio Senhor Jesus Cristo. Isaías viu um menino que nasceu, cujo nome era: Deus Forte. O Senhor Jesus Cristo mostrou e confirmou, em tudo que falou e fez, que ele mesmo era aquele de quem o profeta Isaías falou. Que ninguém tenha dúvidas! Só Jesus Cristo, o Filho de Deus, tem condições de dar luz às pessoas que andam na escuridão. Somente ele, que deu pão aos famintos, que curou os aleijados, que mudou água em vinho e que anunciou as boas notícias, tem condições de dar-nos a vida. Reparem só o que Jesus Cristo fez. Ele foi morar justamente naquela região que era tão sofrida na época do profeta Isaías. Pois o Senhor foi morar numa cidade nos confins de Zebulom e Naftali (Mateus 4: 13), no norte do país. Assim o Senhor veio cumprir o que Deus tinha prometido pela boca dos profetas. Assim ele também foi mostrar: Eu nasci para vencer a grande miséria que existe neste mundo.

Esta é nossa fé, irmãos: O nosso Senhor Jesus Cristo, somente ele e ninguém mais, tem poder para salvar o povo de Deus de toda sorte de miséria. Somente ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Somente ele pode socorrer-nos, quando estamos no pecado, quando a nossa vida é um pesadelo, quando nos afastamos de Deus. Somente ele tem soluções onde os planos e projetos dos sábios e entendidos deste mundo fracassam. Somente ele pode curar e salvar os povos de toda a terra. Saber isto é fundamental, irmãos. Só Jesus Cristo dá perdão e vida. Por isso o grande passo que todos os homens devem fazer para sair da miséria e para escapar da condenação é crer em Cristo, o eterno Filho de Deus, o qual é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. O fundamental é abraçar aquele, que é homem e Deus ao mesmo tempo. O principal e viver com Cristo no coração. O fundamental, o mais importante, não é ganhar mais dinheiro, ou poder comprar coisas que você viu, mas o fundamental e o mais importante, é ter Cristo. Pois se ele não nos salva, ninguém salva. Se ele não nos dá socorro, não há socorro para ninguém. Somente Cristo Jesus, que foi revelado na santa Bíblia, dá completa salvação e justiça para nós pecadores. Só ele nos dá força para suportarmos todas as aflições deste tempo presente. Então, irmãos, creiam nele! Creiam no Cristo divino, o Rei da terra, que nasceu como menino. Levem uma vida cristã, uma vida dedicada a Cristo. O mundo não é nada, meus irmãos e jovens. O mundo oferece festas ao povo, enquanto ninguém resolve a grande miséria que existe. O mundo oferece bebida, não para resolver problemas, mas só para preservá-los. Por isso temos que estar com Cristo, que nasceu como menino, mas que é nosso eterno Deus. É assim que nós, que muitas vezes sofremos, ganhamos alegria, paz e segurança, e mais, ganhamos a vida eterna.

Amém.

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