Orando contra

Introdução

A um famoso violinista perguntaram certa vez: – Sabia que fulano de tal fala muito mal de você? Ao que ele teria respondido: – Enquanto ele fala contra mim, eu toco contra ele. Em geral, há preposições que regem certos verbos, que se tornam inseparáveis deles. Exemplo: Pecar contra; orar POR (a favor de). Mas orar CONTRA?

O salmista chama a nossa atenção para essa preposição junto ao verbo orar, gerando, com isso, uma situação estranha. Daí aprendemos que…

1. A oração é uma arma * Ilustr. Certo empresário, evangélico atuante, agastado com o fato de ser constantemente “assaltado” por um policial corrupto, entrou em luta corporal com ele. Tendo uma arma na mão, nosso irmão atirou no policial e o matou. Agora, está detido, cumprindo pena, simplesmente por ter usado a arma errada. * O autor do hino 62 (do Cantor Cristão) diz: “…ele [o nome de Jesus = o próprio Jesus] é arma ao teu alcance…”. * Maria, a Sanguinária, rainha da Escócia, dizia temer as orações de John Knox, mais do que a um exército. * Tiago: “A oração do justo PODE muito em seus feitos”(Tg 5.16b). A oração é a arma do justo; não apenas do pastor, ou do bispo… Qualquer crente.

2. Quando eu uso essa arma, eu transfiro para o céu aquilo que me inquieta na terra. * Dt 15.9 diz que eu devo tratar bem o pobre para que não ocorra “que ele clame contra ti ao Senhor”. O injustiçado na terra pensa que não tem nenhuma força: nem econômica, nem militar, nem política. Sua voz é fraca demais para ser ouvida no auditório dos tribunais. Se ele, porém, se relaciona corretamente com Deus, tem na oração a sua arma mais eficaz.
Deus mesmo lhe advogará a causa, e a vitória não fugirá às suas mãos. * A fé em Deus não nos isenta de problemas com os homens. O rei Davi sabia
que muita gente não gostava dele. Seus sentimentos quanto a isso ficaram registrados em textos que a erudição bíblica chama de Salmos imprecatórios. Contra os ímpios que queriam a sua ruína, Davi poderia ter usado as armas poderosas do seu arsenal de guerreiro. Davi preferiu, entretanto, usar a melhor de todas as armas: a oração. Foi o que fez, segundo o Salmo 109.1-4, especialmente o fim do verso 4: “…mas eu me dedico à oração”. * A razão é que quando eu oro, Deus age; ele é o Deus que intervém nos processos da nossa vida, desde que convidado, evidentemente. E se ele age, há solução visível. Foi o que ele mesmo disse por meio de Isaías: “…operando eu, quem impedirá? (Is 43.13 )”.

3. Jamais devo apontar essa arma contra as pessoas * Foi o que Tiago e João queriam fazer contra os samaritanos (Lc 9.54) * Não devemos usar os recursos de Deus para prejudicar os homens. Ilustr. Em Salvador (BA), realizava-se o projeto “Impacto Carnaval”. Quem nos contou foi uma irmã dedicada, líder entre os batistas brasileiros, presente ao encontro. Antes de sair para o corpo-a-corpo evangelístico, ela e o grupo oraram. Ao fundo, o som agressivo e estridente de um trio elétrico deixava ouvir a voz de Daniela Mercury. Um rapaz do grupo resolveu evocar o poder de Deus contra aquilo e orou: – Ó Deus, manda um raio neste momento sobre aquela cantora. Ou então, põe um câncer naquela garganta. Nossa irmã não titubeou: interrompeu a oração, dizendo: – Espere aí, meu irmão! Isso não é bíblico! texto que serve de base a esta nossa reflexão é muito claro: “…continuarei a orar contra os feitos dos ímpios”. Não diz que devemos orar contra os ímpios. Na verdade, a Bíblia manda amá-los. A oração deve ser contra o pecado e não contra o pecador. É fundamental para a nossa saúde espiritual que não confundamos as coisas.

Conclusão

* Orou contra? Nada aconteceu? Nesse caso, ore e peça paciência para suportar as situações que você não consegue mudar, que estejam fora do seu controle. Que Deus o abençoe, meu irmão!

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