Porta aberta para a igreja

INTRODUÇÃO

O Novo Testamento usa duas palavras que podem ser traduzidas em português por tempo: krônos e kairós. A palavra crônos significa o tempo que pode ser medido em dias, meses, anos, séculos, milênios etc. Daí a palavra cronologia. A palavra kairós aplica-se à qualidade do tempo cronos pelos eventos significativos que nele ocorrem. Por exemplo, a encarnação do Filho de Deus em Jesus de Nazaré enche de sentido o tempo vivido por Jesus, principalmente o seu ministério, morte, ressurreição e ascenção ao céu para sentar-se a direita do Pai! A palavra kairós, portanto, refere-se ao tempo como oportunidade. Quando aproveitamos todas as oportunidades que Deus nos dá, o tempo da nossa vida fica cheio de sentido, de significado! Mais importante do que os nossos anos de vida, é a vida em nossos anos!
A porta aberta que Jesus coloca diante da Igreja de Filadélfia, portanto, significa oportunidades que devem ser aproveitadas. Jesus é “o santo, o verdadeiro, o que tem a chave de Davi (autoridade), que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá” (Apocalipse 3.7). Ele é o Senhor do tempo. Quando ele abre, ninguém fecha; quando ele fecha, ninguém abre. A sabedoria consiste em discernir as portas que Jesus abre. Deus tem muito interesse em atender quando pedimos sabedoria (Tiago 1.3). Ele não só nos abre as portas, mas nos conduz também pelos caminhos certos (Salmos 23.3).
Com base em Apocalipse 3.7-13, que portas Jesus nos abre? Quais as oportunidades mais importantes que ele coloca diante de nós?

I – JESUS ABRE A PORTA DOS TESOUROS DO REINO DE DEUS

A igreja de Filadélfia era pobre e pequena e fraca, porém, fiel (3.8). Tinha consciência da sua fraqueza; era diferente da Igreja de Laodicéia. Aprendemos com a experiência de Paulo narrada em 2 Coríntios 12.7-9 que o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza humana; podemos concluir com ele: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2 Coríntios 12.10). Os que são fracos podem ter acesso ao tesouro do poder de Deus.
Jesus mesmo é a porta que dá acesso aos recursos do Pai celestial. Ele disse: “Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo; poderá entrar e sair e achará comida” (João 10.9). Ele rasga a cortina para que tenhamos acesso à presença do Pai: a) para adorá-lo (Hebreus 10.19-22); b) para suprir as nossas necessidades através da oração em seu nome (João 14.13-14); na intimidade com o Pai pela mediação do Filho, somos fortalecidos para vencermos a oposição (3.9), para sermos aprovados na provação (3.10) e para conservarmos o depósito da graça (3.11).

II – JESUS COLOCA DIANTE DA IGREJA TAMBÉM UMA PORTA ABERTA

PARA ALCANÇAR OS PERDIDOS COM A MENSAGEM DA SALVAÇÃO.
A cidade de Filadélfia cumpria a missão de difundir a cultura grega. Localizava-se na fronteira e, por isso, espalhou a língua e a literatura gregas na região da Mísia, Lídia e Frigia, mediante modos pacíficos de penetração. Agora, a igreja podia usar essa posição estratégica para irradiar o amor de Jesus.
Diante de nós Deus coloca portas abertas para a pregação do Evangelho. Ele nos incumbiu desta missão (Marcos 16.15). Paulo é o exemplo do cristão que percebia as oportunidades para levar as boas novas da salvação aos gentios (Atos 14.27, 1 Coríntios 16.9, Colossenses 4.3). Usar essa porta é ao mesmo tempo nosso privilégio e nossa oportunidade especiais. O desafio evangelístico, através de 1 Coríntios 9.16, foi o grande motivo que levou Eduardo Carlos Pereira a aceitar o chamado para o ministério pastoral.

III – JESUS ABRE A PORTA PARA QUE A IGREJA SEJA
PARTICIPANTE DO SEU REINO NA NOVA JERUSALÉM (3.12).

O Reino de Deus já é uma realidade, mas será consumada na volta do Senhor. Jesus contou parábolas para explicar esse mistério do Reino, usando muitas figuras: a) semente que é semeada para frutificar; b) o fermento colocado na massa para levedar; c) o trigo e o joio que crescem juntos até a ceifa; d) os talentos entregues aos servos para que fossem multiplicados.
O tempo presente é a oportunidade de semear, levedar e trabalhar com os talentos recebidos. Chegará o momento da prestação de contas. O vencedor será o que aproveitou as oportunidades de Deus. Terão a firmeza e a segurança como colunas no santuário de Deus. É cidadão da Nova Jerusalém, o eterno Reino de Deus. Participarão da Festa permanente (Mateus 25.19-27).

CONCLUSÃO

A porta é estreita e o caminho é apertado (Mateus 7.13-14), mas estão abertos a todos. A letra de um dos nossos hinos expressa bem essa verdade: “É franca a porta divinal, aberta a todo o mundo. Por ela o pecador mortal avista amor profundo. Aberta, sim, de par em par! Entrai com grande urgência! Pois Deus a todos quer mostrar, real munificência”.
Entrado por esta porta, somos salmos, e nos tornamos agentes de Deus para que outros sejam salvos. As duas coisas estão unidas: a salvação pela graça (porta aberta) sem as obras para que sejamos livres para a prática das boas obras (abrir a porta aos perdidos). Os vencedores são os que recebem a salvação como oportunidade para serem instrumentos na construção do Reino de Deus.

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