Quebrando a Dor da Quebra

INTRODUÇÃO:
• Uma história de traição no casamento – A história de Aparecido e Célia (drogas…)
• Uma história de ingratidão – Paulo e Alexandre o Latoeiro …
• Uma história de traição – Jesus e Judas
• Uma história de traição – Jesus e Pedro
• Uma história de esquecimento – José e seus irmãos, José e seus amigos de prisão

QUAL É A SUA HISTÓRIA? QUEM LHE TRAIU E VOCÊ AINDA SOFRE DA DOR DA TRAIÇÃO? (Dar um período de silencio para recordar …)

Em todas as histórias que pensamos havia algo em comum: 1) Uma expectativa construída: Vou ser acolhido, vou ser amada, vou ser honrada… 2) Uma confiança dada: Posso confiar em você e por isso me entrego a você…. 3) Uma traição: Fui abandonado, fui abusado, fui preterido, fui enganado…. 4) Uma dor: A dor nos quebra, nos faz sentir impotentes. A dor nos faz sentir raiva. A dor nos dá vontade de fazer vingança ou de fugir…

Uma coisa é central em tudo isso: A traição nos quebra, nos arrebenta… ENTRETANTO, a traição leva-nos a uma crise na qual teremos que decidir entre: Viver com a dor da quebra ou Quebrar a dor que nos quebrou….

E aí pastor? Como então lidar com a questão da traição? Como deixar a DOR DA QUEBRA e QUEBRAR A DOR QUE NOS QUEBROU? – Vamos ler alguns textos da Palavra de Deus que vai fundamentar a nossa reflexão hoje: ROMANOS 12:17-21, SALMOS 30:9-21 e SALMOS 55:12-14.

A Bíblia também contem histórias de traição. Ela conta a história de homens e mulheres que sofreram da angustia e da ansiedade, e mesmo, da culpa que os que foram traídos sofrem. Ela também nos conta a história de Jesus que foi traído por seu povo, por seu discípulo Judas e por um dos seus amigos mais íntimos: Pedro.

Por outro lado, a Bíblia nos aponta o caminho que nos leva a ser movidos da DOR DA QUEBRA para QUEBRA DA DOR QUE NOS QUEBROU quando somos traídos. E é exatamente por este caminho que vamos percorrer esta noite, ou seja, QUEBRANDO A DOR DA QUEBRA.
1 – Inicialmente vamos refletir sobre A DOR DA QUEBRA propriamente dita. Abra sua Bíblia no Salmo 55:7 e veja a emoção do Salmista: “Sim, eu fugiria para bem longe, e no deserto eu teria o meu abrigo”. O desejo do seu coração era fugir, desaparecer.

E aqui ele esta compartilhando sua dor por causa da traição de um amigo. Veja de novo os vv. 12-14:
“12-Se um inimigo me insultasse, eu poderia suportar; se um adversário se levantasse contra mim, eu poderia defender-me. 13-Mas logo você, meu colega, meu companheiro, meu amigo chegado, 14-Você, com quem eu partilhava agradável comunhão enquanto íamos com a multidão festiva para a casa de Deus!”

O texto revela a Questão da dor dentro de nós. E essa revelação traz à luz a nossa fragilidade, ou seja, somos pessoas marcadas pela queda e por isso não temos a resistência para suportar tamanha dor.

A revelação do texto traduz a angustia que havia dentro do coração do salmista. Sua alma estava rasgada. É exatamente isso que ele diz no v. 4: “O meu coração está acelerado; os pavores da morte me assaltam…” A tradução de Almeida diz: “O meu coração esta dorido dentro de mim…”

O texto fala ainda da Profundidade da sua dor. Os vv. 12 a 14 que lemos retrata isso, ou seja, ele sofria por causa da confiança dada e que foi estragada. Em outras palavras: “Eu lhe entreguei o que demais precioso eu tinha, a minha confiança. E você me feriu porque você estragou o que lhe dei…”

Por fim, a DOR DA QUEDA nos revela que essa Dor pode fazer-nos escravos dela. Ou seja, tornamo-nos escravos da dor quando ela nos leva para um estado de amargura. Veja Hebreus 12:15
“Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos…”

Ou seja, o autor sagrado tivera conhecimento das dificuldades e dissensões no seio da Igreja, com elementos de contendas e ódios que criara uma atmosfera debilitadora, em que os crentes mais fracos eram sufocados e sua fé era destruída… E, então, ele aplica a metáfora baseada na vida agrícola.
Algumas plantas são amargosas, prejudiciais e venenosas, e não devem crescer entre o trigo ou outras plantas benéficas ao homem. Ou seja, o autor sagrado parece estar apontando para algum individuo, ou talvez para um grupo de pessoas, que estavam envenenando a Igreja Local com sua empáfia, sua soberba e, conseqüentemente isso havia causado muita dor, traição, sofrimento…

E olhando para este prisma alguém sugeriu que se existisse um contrato que cada pastor ou líder de ministérios assumisse antes de ocupar qualquer posição na Igreja, aquelas letrinhas miúda deveriam incluir um parágrafo mais ou menos assim: “O abaixo assinado reconhece que o ministério na Igreja pode ser perigoso e pode sujeitar o abaixo assinado a expressões de animosidade, incluindo, mas não limitando a calunia, fofocas, maledicências, representações confusas e traição”. ……

E ai o autor orienta: Olha essas plantas venenosas são vigorosas, elas absorvem todos os nutrientes existentes no solo e vai deixa-lo ressequido e estéril para o crescimento de plantas úteis. Portanto, não deixe que sua dor o leve para o estado da amargura, caso contrario, você vai se tornar escravo dela!

Este é, portanto, o panorama sintético da DOR DA QUEBRA….. Se parássemos aqui, íamos todos arrebentados para casa esta noite. Por isso, precisamos ver o outro lado da história: COMO QUEBRAR A DOR QUE NOS QUEBROU?

2. Vamos, na seqüência, então, refletir sobre A QUEBRA DA DOR. Como quebrar a dor que nos quebrou? Primeira consideração: Aceite a realidade do fato: Eu fui traído! Estou quebrado! Estou machucado! Perdi o que tinha de mais precioso! Estou sofrendo…

E aqui eu não sei qual é a sua realidade: Talvez o que você tinha de mais precioso era o seu emprego, seu noivo, sua namorada, seu marido, sua reputação, seu filho que se tornou um traficante, sua filha que se tornou uma garota de programa, a troca por alguém mais novo que você, … qual é a dor da sua traição?…

E nesse estágio da aceitação da realidade dos fatos NÃO DIGA: “Ah! Eu acho que Deus esta trabalhando em mim…” – Isso vem depois. (Essa alias, é uma típica expressão de negação da dor que você esta sofrendo…).
Portanto agora, aceite seus sentimentos: Raiva, Tristeza, Ansiedade, Desejo de voltar a controlar e não poder, Medo – Como vai ser a minha vida daqui para frente?….

Esse estagio inicial é um estagio de aceitar a dor que se esta sentindo. JESUS fez isso: “Tenho sede” disse Ele. (Um Deus precisando de coisas humanas…) – “Deus meu, Deus meu por que me desamparaste?…” (Sofrimento de rejeição do pai…)

Nouem, autora do livro “Transforma meu lamento em Dança”, na pagina 9 diz: “Terei menor tendência a negar meu sofrimento quando aprender que Deus o usa para moldar-me e atrair-me para mais perto de si. Deixarei de ver minhas dores como interrupções dos meus planos e serei mais capaz de vê-las como meios de Deus fazer-me pronto a recebê-lo. Deixarei Cristo viver junto às minhas dores e perturbações”.

Depois deste estágio é o momento de Dar Graças pelo que Deus vai fazer em você. Abra sua Bíblia em Salmos 30:11-12
“Mudaste o meu pranto em dança, a minha veste de lamento em veste de alegria, para que o meu coração cante louvores a ti e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te darei graças para sempre”

Esse é um tempo de crer que Deus abrirá um novo caminho no meio do deserto. Por isso podemos dar graças pelo que ele fará, pela fé. Dar graças não é algo que se sente, é algo que pratica com os recursos de Deus!

Nesse tempo de quebrar a dor que nos quebrou a segunda consideração é: Aceite a sua impotência para controlar a traição. Tempo de pensar que Deus deixa que entremos num túnel sem luz para Ele mesmo ser a luz da nossa vida. Deus as vezes deixa que percamos o chão para que possamos experimentar o controle Dele e não o nosso.

E a grande lição disso é: Não temos controle! Até por que quando nos sentimos sem controle aí sim começa nosso processo de quebra da dor, por que temos que ir àquele que tem poder para quebrar a nossa dor…

Terceira consideração: Deixe Deus cuidar daquele que lhe traiu. Vamos voltar ao texto inicial de Romanos 12:17-20
“Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos. Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: Minha é a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor. Ao contrário: Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer, se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele.

Ou seja, vá a Deus com sua dor. Deixe aquele que lhe traiu nas mãos de Deus. Grife o versículo 19 em sua bíblia: “Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois esta escrito: Minha é a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor”.

Resolva perdoar quem lhe traiu! Essa traição pode ter sido uma infidelidade sexual, uma expectativa frustrada, uma palavra dada e nunca cumprida, um abuso verbal ou emocional,… independente do que tenha sido a perda que sofremos, precisamos aprender que em Deus temos tudo o que precisamos…

Por isso, perdoar não é esquecer. Esquecer pode ser fruto de perdoar, mas nunca o meio. Perdoar é deixar o outro ir. É rasgar a promissória. Nesse processo podemos ficar longe do ofensor, mas sem perder a nossa vulnerabilidade para amar de novo. O perdão nos liberta, nos cura, é terapêutico….

Quarta e última consideração para quebrar a dor que nos quebrou: Deixe Deus crescer em você um “Ferido que Cura”. Veja o versículo 12 do capítulo 21 de Romanos:
“Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”

A dor é um processo usado por Deus para levar-nos a ser pessoas sensíveis à dor dos outros. E nesse processo nós podemos entende-las e ministrar na vida dela quando for preciso. Podemos ser instrumentos da graça e não instrumentos de justiça e acusação.

Em 2 Corintios 1:3-4 Paulo diz: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar dos que estão passando por tribulações”.
Você já pensou em ser usado por Deus na vida de outras pessoas, nas áreas em que você tem sido ferido? Deus deseja que você se torne um FERIDO QUE CURA….

E no processo de deixar crescer em você este Ferido que Cura, lembre-se sempre que você foi honesto em dar sua confiança a alguém. O outro é que estragou esta confiança e não você! Causar a dor não foi escolha sua, o outro buscou este caminho…. Por isso, cerque-se de pessoas que vão ser firmes com você e não juizes! E finalmente, de o tempo necessário para a cura.

Portanto, quatro considerações importantes para nos levar a quebrar a dor que nos quebrou:

1-Aceitar a realidade da perda ou a realidade da dor.
2-Aceitar nossa impotência para ter impedido a dor.
3-Deixar Deus cuidar daquele que nos causou a dor.
4-Deixar Deus crescer em nós um Ferido que Cura.

Lembra-se do Aparecido e da Célia? Depois de anos de luta, após o perdão ministrado ao seu marido, hoje são membros da Igreja e integrados a um grupo pequeno de comunhão. Deus fez da Célia uma ferida que cura….

Lembra-se de Pedro? Jesus restaurou-o e Pedro tornou-se líder da Igreja entre os judeus. E se hoje estamos aqui também foi graças ao chamado restaurado de Pedro. Pedro foi restaurado pelo Ferido que Cura: Jesus.

E você? Qual é a sua dor hoje? Quem sabe você precisa dar um passo decisivo hoje e pedir ao Senhor que faça de você um Ferido que Cura?!…

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