Vamos tentar de novo

Jesus disse a Simão: “Leve o barco para um lugar onde o lago é bem fundo. E então você e os seus companheiros joguem as redes para pescarem. Simão respondeu: Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer. Quando eles jogaram as redes na água, pescaram tanto peixe, que as redes estavam se rebentando”.(Lc.5:4-6)

Simão tinha todas as razões para não obedecer às ordens de Jesus: ele estava cansado porque havia tentado pescar ao longo da noite; até onde ele sabia, Jesus não era um pescador, mas um carpinteiro; além disso, com base na longa experiência que tinha em pescaria naquelas águas, ele sabia que voltar a pescar naquela noite seria perda de tempo.Talvez, para manter a amizade que nutria por Jesus ou, quem sabe, impressionado com as suas palavras, Simão aceitou a sugestão. Ele voltou para o alto mar e agiu conforme Jesus havia orientado. A velha rede ficou tão cheia de peixes que quase se rompeu.
A maioria das pessoas, com relação ao conhecimento humano, e a maioria dos crentes, com relação à Igreja e ao discernimento das coisas de Deus, oferece resistência às orientações dadas por Deus e pelo Espírito Santo através da Palavra, dos pastores, dos presbíteros, e de demais líderes. Oferecemos resistência a Deus e às autoridades por ele instituídas por várias razões.

1a Razão: resistimos por causa da nossa incredulidade na forma como Deus organiza o seu projeto de vida para nós. Mulheres obedeçam aos seus maridos; homens amem as suas mulheres; filhos obedeçam aos seus pais; pais disciplinem os seus filhos de acordo com a Palavra de Deus; crentes obedeçam aos seus líderes e às autoridades. Essas instruções bíblicas são exemplos claros da maneira como Deus deseja que os seus filhos construam as suas vidas. Infelizmente, muitos cristãos não acreditam na eficácia das orientações de Deus. Por isso, se tornam infelizes e contribuem significativamente para a desorientação dos relacionamentos na família, na igreja e, conseqüentemente, na sociedade em geral.

2ª Razão: resistimos por causa do nosso cansaço, oriundo da nossa insistência em fazer o que fazemos do nosso jeito particular. Somos teimosos, não gostamos de ouvir que, segundo a Palavra de Deus, aquilo que estamos fazendo deve ser feito de outra maneira. Então, resistimos às possíveis mudanças que nos sugerem e continuamos fazendo o que fazemos do mesmo jeito, mesmo que isso implique em sofrimento, em perdas, em destruições e em pedra de tropeço para os outros.

3ª Razão: resistimos porque acreditamos que a nossa experiência tem mais valor do que a orientação divina que recebemos. Temos tendência de reagir preconceituosamente às sugestões que nos são feitas. Geralmente, quando alguém nos sugere algo novo, somos impelidos a crer que não vai dar certo, que não funciona, que é arriscado, entre outros subterfúgios. Reagimos assim porque confiamos mais naquilo que estamos acostumados a fazer ou naquilo que conhecemos do que no desafio de enfrentar novas circunstâncias. Da mesma forma, imaginamos que Deus é limitado em relação à nossa experiência pessoal. Por isso, reagimos das mais variadas formas: às vezes a nossa discordância é tão explícita e direta que chegamos a ser agressivos e rebeldes diante de Deus. Outras vezes resistimos sutilmente, de modo político, diplomático, tentando negociar com Deus. Todavia, segundo a Bíblia, qualquer atitude que implique em desobediência a Deus se caracteriza como rebeldia, pecado comparado com atos de feitiçaria.
O que teria acontecido com Simão, se ele não tivesse obedecido? O que acontece conosco quando não obedecemos ao Senhor? O que acontece quando não atendemos às ordens claras da sua Palavra?

Conclusão
Somos gratos a Deus, porque Jesus, como fez com Simão, nos ensina novas formas de fazermos as coisas velhas, nos levando além da nossa incredulidade, além da nossa experiência e além da nossa lógica. Deus insiste em nos levar além dos limites e das possibilidades estabelecidas pela nossa racionalidade. Ele transcende a velha maneira de ser e de fazer dos seus filhos e providencia novas maneiras de ser e de fazer, segundo o seu projeto de vida para eles.
As redes nos foram dadas para pescar e não para serem lavadas e usadas para decorar barcos. Deus nos pede obediência suficiente para voltarmos ao alto mar e jogarmos as redes, mesmo que essa ordem transgrida a lógica da nossa experiência e as circunstâncias para obedecê-la não sejam propícias. O Senhor nos diz: tente novamente!

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