A comunhão do Espírito ou por que viver em comunidade?

Aprendemos com a experiência de Pentecostes que o Espírito Santo produz maravilhas e sinais em seu propósito de criar da igreja. Mas nem sempre apreendemos o ensino que o final do capítulo 2 nos dá: que o Espírito sempre produz comunhão! Sim, o Espírito produz meios para alcançar seus objetivos mas não devemos nos esquecer que seus propósitos são muito mais importantes do que o mais fascinante meio por ele produzido.

Leiamos Atos 2.42: “E todos continuavam ­ firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações.” Neste texto encontramos algumas razões pelas quais devemos viver em comunhão e também como podemos viver esta realidade. Vamos às razões:

1. A primeira razão para viver em comunhão é a PERDA ZERO – O texto nos diz que todos continuavam ­firmes. Aprendemos com esta a­ afirmação que é possível manter a unidade da igreja em meio à diversidade quando valorizamos a comunhão do Espírito. Nenhuma daquelas pessoas se perdeu. Quando pensamos em abandonar nossa comunidade ou em excluir alguém dela é porque esquecemos ou não valorizamos a comunhão que o Espírito quer produzir entre nós.
2. A segunda razão é a FIRMEZA INABALÁVEL que advém da comunhão. “Continuavam firmes.” Isto é importantíssimo. Quantas vezes somos atingidos por dardos do inimigo e corremos o risco de cair? Se estivermos sozinhos é bem possível que caiamos. Mas isto é evitado quando resistimos juntos (1 Pd 5.9)

Mas como viver esta realidade? Este texto mostra alguns fundamentos:

1. O primeiro fundamento é o APRENDIZADO. O texto nos diz “seguindo os ensinamentos dos apóstolos”. A comunhão não é algo que vem pronto. é algo que se aprende.

2. O segundo fundamento é a PRÁTICA da comunhão. “vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações.” Precisamos colocar em prática aquilo que aprendemos, não sendo apenas conhecedores intelectuais. Isto se dá de duas formas: separando tempo e desenvolvendo relacionamentos espirituais.

3. O terceiro fundamento é o TEMPO de comunhão- A idéia de partir o pão diz respeito à quantidade e qualidade de tempo que temos para os relacionamentos que desenvolvemos na vida da igreja. Não há comunhão sem investimento de tempo e sem busca de qualidade.

4. O quarto fundamento é o DESENVOLVIMENTO DE RELACIONAMENTOS ESPIRITUAIS. A comunhão deve nos levar a importar-nos com os outros e termos em mente sempre as suas necessidades e celebrarmos suas conquistas. Isto é viver “linkado” espiritualmente. O texto diz “fazendo orações”. A idéia é que as pessoas partiam o pão e oravam juntas.

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