A dinâmica do serviço

O contexto do serviço (v. 5) é o “corpo de Cristo” – qualquer ação em favor do Reino precisa ser precedida de um vínculo sincero e responsável com a Igreja. A base do serviço é uma correta visão da “graça”: somente a graça dada a Paulo (v. 3) e a nós (v. 6, Ef 4:7)) permite construir um alicerce eficiente para nossa participação no Reino; assim, serviço nunca é resultado de uma conquista baseada nos méritos humanos, mas um presente do Pai aos filhos que são chamados para o trabalho da Sua vinha (Mt 21:28-32). Já a base para a realização do serviço envolve uma correta visão de si mesmo (v. 3).Existem pessoas que têm sobre si uma visão marcada pelo orgulho e ufanismo (pensam “além” do que convém), outras caem na escravidão de uma baixa auto-estima que desestabiliza emoções e inviabiliza um serviço produtivo no Reino (pensam sobre si “aquém” do que convém). A solução de Paulo é clara: precisamos olhar para nós “com moderação segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (v. 3), ou seja, para servimos no Reino precisamos ter sobre nós uma “leitura divina” que equilibra perfeitamente nossa realidade com a imagem dela. Aprendemos, desde já, que só pode ser usado coletivamente no Reino quem está bem “resolvido” individualmente…. A partir de agora podemos e devemos perguntar: como é a DINÂMICA DO SERVIÇO DO REINO?

I – HÁ UMA GRANDE QUANTIDADE DE SERVIDORES (v. 4, 5 “muitos”) – Paulo traça a partir do verso 4 um paralelo constante entre o “corpo físico” e o “corpo de Cristo” = a Igreja.. O primeiro tem um número grande de membros, porém, fixo; o segundo tem um número grande e ilimitado, abrangendo um extraordinário contingente de trabalhadores que agrega pessoas de todas as nações, estrategicamente distribuídas por toda a terra como embaixadores do Reino (II Co 5:20);

II – HÁ UMA DIVERSIDADE DE SERVIDORES (v. 4 – “nem todos têm a mesma função”, v. 6 – “tendo diferentes dons”) – com a criatividade que Lhe é peculiar Deus distribuiu cada um dos membros na Igreja, procurando valorizar a individualidade, trazendo sobre cada um uma marca chamada de “dom”, através da qual todo servidor recebe a capacitação necessária para cumprir seu papel no Reino. O fato de sermos diferentes abre caminho para uma eficiência impactadora na sociedade que fomos plantados….

III – HÁ UMA UNIDADE DOS SERVIDORES (v. 5 – “conquanto muitos somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros”) – esta unidade resiste à quantidade e diversidade porque é cristocêntrica – ela não foi estabelecida pela instituição cristã com a qual mantemos vínculos, mas pelo Cristo que atraiu a todos nós para a Sua Cruz (Jo 12:32); além disso ela é experimental pois somos efetivamente “membros uns dos outros” numa vivência que nos leva para a amizade, diálogo, transparência, perdão, carinho, complicidade, empatia, solidariedade e altruísmo.

IV – HÁ UMA ESPECIFICIDADE DOS SERVIÇOS – sem a pretensão de fazer uma lista completa, Paulo aponta os dons como áreas específicas nas quais cada trabalhador do Reino tem de assumir sua responsabilidade: profecia (v.6) – é a “proclamação do pensamento e conselho de Deus para mostrar pecado, edificar, confortar e animar”; “ministério” (v. 7) – capacidade de identificar e suprir necessidades; “ensino” (v. 7) – capacidade de explicar e aplicar claramente a Palavra de Deus, de modo que haja aprendizado e prática da Bíblia; exortação (v. 8) – “chamar de lado” para confortar, estimular e levantar; contribuição (v. 8) – compartilhar bens e rendas; presidência – liderar traçando alvos de acordo com a vontade de Deus ; misericórdia (v. 8) – capacidade de ver, sofrer e agir rapidamente e eficientemente em favor do necessitado.

V – HÁ UMA QUALIDADE DOS SERVIDORES (v. 6-8) – dons fazem parte do programa de qualidade total preparado por Deus para conferir excelência à obra do Seu Reino. Por isso, não basta discenir e exercer o dom no serviço do Reino, é necessário fazer isto de forma diferenciada, agregando valores como “dedicação, esmero, liberalidade, diligência e alegria”.

CONCLUINDO, uma vez mais lembramos que Deus espera que sejamos pessoas certas – com uma correta visão de nós mesmos e do Corpo de Cristo; nos lugares certos – servindo numa área específica de acordo com os dons específicos; pelas razões certas – servindo em unidade, com qualidade, para a glória exclusiva daquele que nos salvo e comissionou – O Cristo Pedra Viva. Que ELE nos leve para esta maturidade de servo, é a minha oração sincera!

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