A fé que supera limites

Introdução

1. O nosso tema geral para esta série de mensagem é: “No limite de Deus”. Começamos com o propósito de Deus nas provações. Vamos prosseguir selecionando textos que mostram sempre servos de Deus vivendo em situações-limite.
2. Neste domingo, refletiremos sobre a experiência de Abrão que, pela fé, superou os limites da certeza humana, da esperança humana, do despreendimento humano e que viveu como peregrino em direção à cidade permanente cujo arquiteto e edificador é o próprio Deus!
3. Os crentes são filhos de Abraão (Gl 3.6-7). Seguindo nas pisadas do nosso pai na fé, unimos de forma indissolúvel fé e obediência! Por isso, fazemos as obras de Abraão (Jo 8.39) e demonstramos a fé que temos pelas obras que praticamos (Tg 2.20-23). Essa é a fé que supera limites!

1º – A FÉ SUPERA OS LIMITES DA CERTEZA HUMANA

1. Pela fé Abraão saiu de entre os seus parentes para ir para um lugar que ela não sabia (Hb 11.8-9)! A cada passo que ele dava em obediência, Deus revelava o próximo passo. Assim, ele construiu uma história de fé e obediência. Abraão tinha a promessa, tinha a Palavra de Deus. Por isso ele tinha certeza e convicção (Hb 11.1). Suas ações em obediência eram baseadas na Palavra de Deus. Essa é a base da nossa fé! Quando agimos em obediência à Palavra, Deus age!
2. Além do exemplo de Abraão, temos muitos outros exemplos bíblicos e da História da Igreja que nos incentivam a agir pela fé, em obediência à Palavra, ainda que não compreendamos tudo o que Deus está nos dizendo. A Bíblia ensina que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. A certeza e a convicção vêm pela prática em obediência à Palavra (Rm 10.17; Jo 7.15-17).
3. A fé alcança a certeza que não é irracional, mas que está além da razão humana. É uma certeza transracional! (Mt 16.16-17; Lc 24.44-45). Pela fé ultrapassamos o domínio das possibilidades humanas para entrarmos no domínio das possibilidades divinas e sermos participantes do reino de Deus (Mc 9.20-27; Rm 15.18-19).

2º – A FÉ SUPERA OS LIMITES DA ESPERANÇA HUMANA

1. Deus prometeu a Abraão uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu e os grãos de areia que estão na praia. Mas havia esterilidade e o tempo foi passando e não nascia o filho da promessa. Quando Isaque nasceu Abraão tinha 100 anos e Sara 90 anos (Hb 11.12-13; Gn 17.17). Não havia mais esperança humana! Paulo explica em Romanos 4.16-24 como Abraão esperou contra esperança, se fortaleceu na fé e tornou-se o pai dos crentes!
2. A esperança cristã está baseada nas promessas de Deus e não nos cálculos humanos! Ela atravessa o véu e está ancorada no trono da graça (Hb 6.17-20). Essa esperança nos dá forças para resistirmos e superarmos todos os obstáculos da caminhada cristã!

3º – A FÉ ULTRAPASSA OS LIMITES DO DESPREENDIMENTO HUMANO

1. Abrão era homem muito rico (Gn 13.2), mas a maior riqueza dele era Isaque, o filho da sua velhice, o filho da promessa. Abraão daria tudo o que tinha por Isaque. E foi Isaque quem Deus pediu. Ele abriu mão do que lhe era mais precioso! (Hb 11.17-18). Não há verdadeira felicidade quando nos agarramos a tudo o que é provisório e passageiro. Mas esse despreendimento humano tem limites. Em Abraão, pela fé, ele foi além desses limites.
2. Abraão se dispôs a oferecer Isaque porque a sua confiança na promessa de Deus era inabalável: cria que Deus podia ressuscitar o filho para cumprir o que havia prometido (Hb 11.19ª). Quando abrimos mão de tudo o que é nosso, crendo na fidelidade de Deus à sua Palavra, podemos receber tudo o que Deus tem para nós. Conhecemos o Jeová-Jirá, o Deus de toda a provisão (Hb 11.19b). Quando não temos nada de nós mesmos, teremos tudo de Deus! Essa é a experiência dos crentes que seguem nas pisadas do pai Abraão (Ef 1.3; Fp 3.7-11)!

Conclusão

A caminhada de Abraão e dos patriarcas não terminou com a conquista da terra prometida (Hb 11.9-10, 13-16). “Esperavam eles uma pátria melhor, isto é, a celestial”. Que visão! Com eles, somos peregrinos em direção à nova Jerusalém. Não podemos retroceder (Hb 10.38-39).
Somos como atletas que correm no estádio tendo como espectadores todos os que venceram pela fé (Hb 11), como núvem de testemunhas (Hb 12.1-2). Eles torcem por nós porque dependem também da nossa vitória para que recebam o galardão (Hb 11.39-40). Portanto, vencer ou vencer!

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