A grande diferença

INTRODUÇÃO

O rei Davi estava feliz com o nascimento de mais um filho, porém Deus feriu a criança e ela adoeceu gravemente, ele então começou a orar a Deus e jejuar passando a noite toda com o rosto no chão pela cura do filho, por mais que seus servos insistissem com ele para se alimentar ele não saiu do quarto. Passado sete dias, a criança morreu, seus servos temiam revelar-lhe a morte do filho por medo de uma reação de desespero incontrolável. Davi percebeu algo estranho, pois os ouvia conversarem em voz baixa como se não querendo que ele os ouvisse. Calculou então que o filho havia morrido e perguntou: “É morta a criança? Sim, é morta- responderam” (v.19). Ao receber a notícia ele levantou-se, tomou banho, vestiu-se e foi para a casa de Deus (igreja) e adorou ao Senhor, possivelmente tenha expressado mais ou menos nestas palavras: “Senhor, Tu és soberano em todos os teus feitos, por isso a minha alma Te adora, pois aplicastes a tua vontade desta forma para que meu ser entendesse que Tu és o meu Senhor e tudo é teu (Aleluia!)”. Tendo adorado, voltou para o palácio, pediu comida e alimentou-se sem derramar uma lágrima sequer.

COMENTÁRIO

Davi tivera uma atitude completamente contrária a que era comum naquela situação, o que causou admiração a todos ao ponto de questioná-lo, talvez até pensando que ele teria fingido aquele sentimento de sete dias chorando pela criança. Em sua resposta o rei Davi nos ensina duas coisas importantes:

I – UMA COMPLETA SUBMISSÃO A DEUS (v.22)

Sua reação mostra que ele foi submisso, aceitando resignadamente a vontade de Deus.
A submissão a Deus nos leva a aceitar aquilo que nos aflige como sendo a vontade dele (I Pe.3:17), quem age desta forma está reconhecendo Deus como o Senhor de sua vida, como o soberano do universo que controla tudo, conforme a sua santíssima vontade, não podendo ser questionado em nada que faz, pelo homem que é simplesmente sua criatura (Rm. 9:20,21).

Quatro coisas acontecem como consequência dessa submissão:

1 – As nossas reações diante de grandes perdas serão muito diferentes das comuns no mundo em qualquer época.

2 – Como recompensa da submissão recebemos de Deus uma força extra-humana para superar a perda e continuar a vida sem lamentações desnecessárias.

3 – Causa um impacto tremendo aos que estão nos observando, abrindo uma grande oportunidade de testemunharmos da graça benevolente de Deus, provando com nossa vida, a veracidade do que falamos.

4 – Frustra o plano de satanás que espera tirar proveito da nossa dor e sofrimento através de palavras impensadas que pode até chegar a ser uma blasfêmia contra Deus.

II – DEDICAÇÃO AO PRÓXIMO (V.22,23)

Davi se sacrificou pela criança, buscou a Deus, jejuou e se dedicou em favor dela enquanto vivia, porém depois da sua morte ele disse: “agora que é morta, porque jejuaria eu? (v.23)”. A criança não poderia receber nem sentir nada do que ele fizesse por ela agora. A bíblia diz que aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo (Hb. 9:27). O que temos de fazer a uma pessoa deve ser feito enquanto ela viver, depois da morte jamais repararemos os erros cometidos contra ela ou daremos algum tipo de ajuda que ela precisou em vida, se assim o fosse, certamente Davi, um homem segundo o coração de Deus, teria feito pelo seu filho após a morte deste, mas o texto diz que, imediatamente que soube da morte da criança ele parou de orar por ela e levantou-se.
Tudo o que precisarmos fazer tem que ser enquanto estamos vivos.

III CONFIANÇA NA PROMESSA DA SALVAÇÃO (V.23)

Em terceiro lugar, mostra a sua fé na vida após a morte e sua confiança em participar dela, Ele sabia que seu filho tinha ido para os braços de Deus e tinha a certeza de que quando ele morresse também iria e encontraria com seu filho no reino de Deus. Quando temos esta confiança sentimos o consolo que muitos gostariam de sentir porém falta-lhes o essencial, a certeza da vida eterna (I Ts.4:13).
Sabemos pela palavra de Deus que a separação que estamos sofrendo é por um pouco de tempo, brevemente estaremos nos reunindo novamente e dessa vez para nunca mais nos separar (I Ts.4:17,18).
Por outro lado, esta certeza não nos faz pessoas sem sentimentos, o choro pela perda é lícito, é a expressão do amor, da amizade, da consideração e de como desejaríamos continuar desfrutando da presença de quem partiu. É como a despedida de alguém que viajou de mudança para um lugar bem distante e num futuro próximo iremos também para o mesmo lugar.

CONCLUSÃO
Ainda que o momento da separação seja doloroso e inaceitável no ponto de vista humano e tenhamos que chorar, (o choro é como uma válvula que descarrega a tensão do nosso sentimento) todo o desespero e descontrole emocional tem origem na incerteza de um reencontro com o ente querido que partiu. Para que esta situação seja revertida é necessária uma entrega incondicional da vida a Jesus Cristo que é o único que garante a vida eterna com Deus, Só então é que a pessoa pode controlar suas emoções e sentir paz no espírito.

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