A referência que precisamos (Natal)

Vivemos em um mundo cada vez mais desreferenciado…
Mundo que se ocupa em relativizar tudo.
Em minar e destruir qualquer tipo de âncora segura, de baliza que possa ser apontada como algo constante, absoluto e confiável. Ouvimos seguidamente pessoas dizerem coisas do tipo: “cada um tem a sua verdade!”, “a verdade de um não é a mesma do outro!”, “qualquer verdade vale, se ela te faz feliz!”, ou “não existem verdades, tudo é relativo!”

Tudo isso não é novidade…
Também Pilatos (Jo 18.38) perguntou: “o que é a verdade?”
Existe verdade? Existe uma verdade? Existe “a” verdade?
De fato, no mundo em que vivemos, construído e definido pelo conhecimento humano, as verdades são convenções que estabelecemos, e que uma vez aceitas, se tornam nas verdades em torno das quais organizamos a vida, e a sociedade…
É impossível viver sem um sistema de crenças, de verdades… a vida de cada um de nós, de cada ser humano, é fruto de suas crenças, de suas verdades… mesmo a daqueles que afirmam que não existe verdade alguma, que se dizem agnósticos ou ateus…
Todos são fruto de suas verdades, daquilo em que acreditam!

Nesta época de Advento, na semana que antecede a comemoração do Natal, novamente somos confrontados com as muitas distorções e relativizações que se construíram em cima da comemoração do Natal.
Num dos grupos de Advento, no último Domingo, entre muitas coisas que compartilhamos, o Fernando nos contou da sua experiência no Canadá, onde na Universidade havia uma convenção politicamente correta de que se podia desejar um “happy holliday!”, mas não um “merry Christmas!”.
Muito absurdo! Pois o feriado é cristão, é a data que reservamos para lembrar o nascimento do Salvador, é para adorar a Deus pela chegada do Messias, e quem não pode ou não quer fazer isto, que suprima o feriado, não comemore, vá fazer outra coisa… como os mórmons ou testemunhas de Jeová!
Perdemos completamente as referências… Pois, no feriado que existe para celebrar o nascimento de Jesus, não poder falar nele… é dose!!!

E o que Ele diz de si mesmo?
Em Jo 14.6, aquele que celebramos diz “eu Sou a verdade!”
Noutra ocasião, Ele afirma:
“E conhecereis a verdade, e a VERDADE vos libertará!” Jo 7.33
Sim, mesmo vivendo num mundo de verdades construídas, cremos em alguém que construiu o mundo e tudo o que nele há! Alguém que é a Verdade, antes que nós pudéssemos conhecer e estabelecer qualquer verdade!
Ele não está sujeito às transitoriedades deste mundo, pois Ele mesmo as criou e fez, dentro de um propósito maravilhoso, do qual nós também fazemos parte.

No texto indicado para este dia, o apóstolo Paulo fala destas duas grandezas.
Ele estava sendo cobrado por causa de uma promessa de visita que lhes havia feito e ainda não cumprido.
Ele expõe suas razões para tanto, mas lembra aos membros da Comunidade de Corinto que, mesmo diante das falhas e limitações humanas, ele lhes havia anunciado alguém que não está sujeito à isso:
“Alguém em quem não há sombra de dúvidas!”
Alguém que não falha em suas promessas, e cumpre com cada uma delas. Nele o SIM se faz presente, pois Ele é fiel.

Ele disse que enviaria o Salvador, e pela boca do profeta Isaías (7.14) disse que seria de uma virgem, e assim o foi!
Para Miquéias (Mq 5.2) revelou que o eterno nasceria em Belém, e assim o foi.
Para Oséias (Os 11.1) falou que ele viveria sua infância no Egito, e assim o foi.
Também para Isaías (Is 9.1-2) fora dito que na Galiléia ele exerceria o seu ministério, a assim se cumpriu!
E assim são tantas outras as promessas de Deus que se cumpriram e se cumprem ao longo da história. Deus é fiel!
E assim também será em relação ao que ainda há de se cumprir!

Este mesmo Deus que no Natal afirmou o seu SIM para com a humanidade, escolheu nascer e viver no meio de nós, espera que não lhe fechemos a porta da nossa vida.
Ele também espera pelo teu SIM.
E este é o grande mistério do Advento, que foi anunciado a Maria, e desde então, se oferece a cada um de nós: Jesus nasceu, viveu entre nós e morreu em nosso lugar. Ele não veio para dar uma voltinha na Terra, ver “in loco” como é viver neste mundo, mas veio para nos resgatar. Veio por que ama a cada um de nós, e não se conforma em nos perder.

As portas se lhe fecharam em Belém, e ele acabou nascendo na estrebaria. Jo 1.11 diz que ele veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam… Ao morrer, diz Hb 13.12 que ele sofreu e morreu fora da porta, fora da cidade, mais uma vez excluído até a morte.
O mundo continua querendo celebrar as dádivas, a graça e o amor de Deus, sem a presença dele.
Continuam celebrando o Natal, sem querer acolher o Salvador!

Para cada pessoa que “cai em si”, e compreende que este mundo tem dono, que existe uma verdade, não construída, mas eterna, e que Ele quer ser acolhido em nossos corações, ela recebe um SELO.
Ela recebe e a marca de que é, doravante, propriedade de Deus.
E não há força, não há poder no mundo, que possa tirar tal pessoa das mãos de seu Deus!
Podem até lhe tirar a vida, como no Irã, a tiraram do pastor Tourani, nesta semana, por anunciar o Senhor do Natal.
Sim, os inimigos de Deus podem fazer qualquer coisa, menos me arrancar das mãos de meu fiel Senhor.
Assim Paulo canta em Rm 8.31: nada pode nos separar do amor de Cristo! Nada fora de nós mesmos pode destruir a nossa fé!

E qual é a garantia? Qual é este SELO?
É o próprio Espírito Santo, dado e derramado sobre todo o que crê!
É aí que se consuma a alegria do verdadeiro Advento!
É quando a obra conquistada e consumada por Deus em Jesus chega aos nossos próprios corações e toma conta das nossas vidas.
A alegria do Espírito Santo em nossos corações se torna tal, que não temos dúvidas.
Estamos entre os selados. Somos de Cristo. Novas criaturas.
Podemos ter a certeza da salvação!
Agora vivemos pela Verdade e para a Verdade.
Nosso hiato de vida neste mundo se torna apenas um pequeno prelúdio do que um dia será a plenitude da vida no Reino da Trindade.
Diante de tal superioridade e grandeza, Paulo pode chegar a afirmar que até a morte se torna em lucro! Fp 1.21
Diante desta expectativa, ele até chega a gemer por ser revestido de um novo corpo, espiritual, o corpo da habitação celestial (2 Cor 5.2).

Amados, não deixemos que o brilho das luzes deste mundo nos ofusque, a tal ponto de não mais percebermos as verdades eternas.
De não atentarmos quando o Salvador bate a nossa porta, e dizermos como o dono das hospedarias em Belém, quando do seu nascimento: “infelizmente, aqui não há lugar para ti!”.
Está cheio… minha casa está lotada… não há espaço para abrigá-lo!
As coisas deste tempo, deste mundo, tomaram todo meu tempo, minhas energias e meu esforço! Minha agenda está lotada. Deus, não há lugar para ti. Eu até gostaria, mas… não dá!
Meu trabalho, meus esforços, vês que procuro ser correto, honesto, mas tá cheio, tu não cabes mais aí!!!!
Não tenho mais olhos para esperar e crer num Salvador…

Mesmo que você ande decepcionado, frustrado, com o seu trabalho, com as pessoas, com os governos, com tantas coisas, e até consigo mesmo, há uma boa nova:
Deus em sua graça ainda olha para você e lhe espera com um SIM!
Sim, eu te amo!
Sim, Eu quero cuidar de ti, te restaurar, te consolar, te fortalecer, te dar uma nova vida, com novos valores, sentido, esperança…
O que ainda esperas?
Entramos na semana do Natal?
Jesus ficará mais uma vez batendo do lado de fora, sem encontrar um lugar em tua vida, tua família?
Pense nisso!!!
Enquanto oramos, eu gostaria de convidar à todos aqueles que nunca tiveram a oportunidade de abrir a porta, de dizer, sim Senhor, eu quero que entres, eu quero que sejas não só o dito Messias nascido em Belém, há mais de dois mil anos, mas que sejas também o MEU SALVADOR, a estes eu convido para ficarem de pé, como um sinal concreto diante de Deus da sua disposição em viver uma vida NOVA, recebendo o Espírito Santo como selo e garantia de sua salvação!

Rui Petry

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