A verdadeira vitória

A. A Mensagem de Paulo

1.Durante todo o capítulo 15, Paulo está empenhado em substanciar os fatos do evangelho, especialmente a veracidade da ressurreição de Cristo Jesus.

2.Ele vai demonstrando que não está pregando apenas uma filosofia subjetiva, irreal, transcendente, mas entrelaça as verdades pregadas ao desenrolar da história.

3.Nos versículos 3 a 11 Paulo mostra qual a sua mensagem (v.3), indicando que ele não a inventou mas é simplesmente uma testemunha fiel, transmissor do que ele ouviu.

4. A mensagem é (vs. 3-5):

Cristo morreu pelos nossos pecados, (O único sacrifício capaz de salvar)

Segundo as Escrituras,(Plano soberano de Deus, não consequência irremediável de atos de homens)

Foi sepultado (sua morte foi real, pagou realmente pelos pecados)

Ressuscitou ao terceiro dia (representa a vitória final sobre a morte)

E apareceu… (sua ressurreição foi real, não é uma história meramente “espiritual” ou forjada):a Cefas (v 5), aos doze (v 5), a mais de quinhentos irmãos (a maioria desses ainda vivos) (v 6), a Tiago (v 7), aos doze, novamente (v 7), ao próprio Paulo (vs 8-11)

5.Essa mensagem, portanto, baseia-se em fatos comprovados, não importa quem a pregue, ela é verdade (v 11) e é a base da nossa crença (“assim crestes”)

B. A Incoerência dos Coríntios (vs 12-34).

1.Ocorre que muitos dos Coríntios eram incoerentes, assim como nós também somos em nossa fé cristã. Quantas vezes proclamamos os princípios de honestidade e justiça de Cristo, mas quebramos esses em nossas vidas. Quantas vezes condenamos outros e até disciplinamos os nossos filhos por falhas que cometemos.

2.Aquela igreja era constituída, em grande parte, por gentíos (gregos) e havia uma grande facção nela que negava a ressurreição do corpo. A mente grega considerava o corpo uma prisão, uma fonte de fraqueza e de pecado e não podia admitir que a ressurreição corpórea fosse uma realidade.

3.Ao mesmo tempo em que negavam a ressurreição do corpo, pregavam a Cristo mas o trabalho da Cristo está intimamente ligado à sua ressurreição.

4.Não devemos compreender mal aqueles crentes: Eles, como muitos de nós nos dia de hoje, gostavam da mensagem, queriam ter o nome de cristãos, participar das bênçãos, conservar a terminologia, mas negavam doutrina fundamental. Paulo se preocupa em demonstrar que não podemos guardar o conveniente, o que entendemos e preservar o resto. As verdades bíblicas são indivisíveis.

5.Paulo inicia então um tratamento de demolição da lógica dessa pregação que causava divisão na igreja de Corinto., construindo vários silogismos, com as afirmações dessas pessoas e mostrando o absurdo das conclusões a que cada um desses levava.

Cristo não ressuscitou (v 13)

Nossa pregação é vã (v 14)

Nossa fé é vã (v 14)

Somos falsas testemunhas de Deus ( v 15)

Permanecemos em nossos pecados e os que já morreram, também (vs 17 e 18)

Somos os mais infelizes dos homens. (v 19)

6. Sobretudo Paulo prova que a negação da doutrina da ressurreição representava uma visão curta e limitada da vida, na qual desaparece a esperança (v 19) e a perspectiva de vitória.

C. Reafirmações de Paulo, quanto à Ressurreição.

1. Paulo coloca com toda a clareza (v 20), “mas de fato Cristo ressuscitou…”

2. Assim sendo, nossa visão é abrangente, nossa esperança existe, nosso conceito de vida não é existencialista:

“Nossa esperança… se limita apenas a esta vida” (v 19)

“…comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”

3. Essa é a visão “moderna de vida”, do homem sem Deus, sem esperança.

4. Para vergonha daquela igreja, Paulo indica que na própria igreja existiam aqueles que “não tem o conhecimento de Deus” e chama os crentes à sobriedade (v 34)

5. A veracidade da doutrina nos dá várias convicções e benefícios:

Todos (os salvos) serão vivificados em Cristo (v 22)

Toda oposição será derrotada (vs 24 e 25)

Por isso somos ousados e despreendidos, com relação a essa vida (30-32)

Por isso devemos nos prender à revelação de Deus e deixar as “más conversações” (v 33)

6. Ele dá andamento a esse trecho com um tratamento de perguntas comuns sobre a ressurreição e que se constituíam em impedimento para a crença de alguns, mostrando a irrelevância e a impertinência desses questionamentos (vs 35-44).

7. O trecho é encerrado com uma comparação entre Adão e Cristo (vs 45-50), passagem por demais importante porque substancia a historicidade de Adão, posição tão questionada nos dias de hoje, quando o relato bíblico é tomado como sendo apenas poético e não história viva.

8. Em resumo, Paulo enraíza todo na história, nos feitos de Deus para com o seu Povo.

D. Conclusão de Paulo Quanto à Ressurreição e o Seu Hino de Vitória (vs. 51-58)

1. Paulo classifica a ressurreição como um mistério, mas que nos foi revelado (“vos digo” – v. 51)

2. Essa é a verdadeira vitória nossa. Não é passageira, efêmera, temporal. Não traz alegria hoje e apenas lembrança, depois. Não terá que ser renovada a cada quatro anos, mas foi efetivada já, no tempo e no espaço, pelo Deus soberano, por amor dos seus.

3. Quando a ressurreição ocorrer, “tragada foi a morte pela vitória” (v 54)

4. Hino à vitória, em Cristo (vs 55-57)

5. O propósito dessas verdades é o ânimo redobrado nesta vida (v 58). Porque temos a verdadeira vitória:

Somos amados

Devemos ser firmes e inabaláveis

Devemos ser abundantes na obra do Senhor

Devemos reconhecer que o nosso trabalho não é vão no Senhor.

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