Alegria indestrutível

Você tem alegria ou é apenas feliz? Dizem os entendidos que a felicidade é uma experiência agradável que se origina da posse de coisas boas, inclui dinheiro e propriedade em geral. Alegria não depende do que acontece; ela provém de fontes interiores na vida de uma pessoa. Ela jorra como uma fonte que nunca seca. Uma atitude alegre de mente é coisa valiosa. Há um velho ditado que diz: “Somos tão velhos quanto pensamos”. Moisés estava com 80 anos de idade quando começou a sua grande obra como líder e libertador de Israel. A alegria independe da idade, das condições físicas ou das circunstancias da vida. “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco e nos currais não haja gado. Todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha Salvação” Habacuque 3:17, 18. O mundo lança ao crente o desafio de ser alegre e Cristo capacita os seus seguidores a aceitar esse desafio. Nada neste mundo pode tirar nossa alegria, nem mesmo os piores problemas imaginados. Quando Paulo estava preso em Roma, ficou lá como que uma águia na gaiola. As suas viagens foram impedidas e os seus inimigos ficaram livres para bisbilhotar tudo. Todavia, ele havia aprendido que o homem que louva a Deus prevalece. Dez anos haviam-se passado desde que ele ministrava pessoalmente aos Filipenses. Sob a inspiração do Espírito Santo de Deus ele enviou à Igreja que estava em Filipos uma carta pessoal. E nela há uma centena de referencias pessoais e 16 referencias ao regozijo. Os 4 capítulos revelam como uma alegria indestrutível pode ser possessão dos que colocam a sua fé em Jesus Cristo. Satanás pode nos impedir de viajar, mas não de triunfar. Pode nos impedir de muitas coisas, mas não de ser alegres.

I- A alegria indestrutível vem através da oração

“Fazendo sempre, com alegria, súplicas por todos vós, em todas as minhas orações” v.4. Paulo tinha motivos fortes para interceder pelos Filipenses: 1- Havia ações de graça pelo passado. “Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós” v.3. Ele podia sentir alegria, mesmo depois de 10 anos, pela convivência que teve com os irmãos. Era uma Igreja especial, amorosa, e preocupada com os servos de Deus, com os missionários, pregadores da palavra. Paulo estava agora preso, mas podia lembrar-se daqueles irmãos com alegria no coração 2- Havia em Paulo um coração sensível às misericórdias de Deus e também um coração muito terno, manifestado na maneira como ele tratava os outros. “Porque Deus me é testemunha das saudades que de vós todos tenho, em entranhável afeição de Jesus Cristo” v 8. Paulo podia se lembrar com muita saudade daqueles irmãos. Creio que não podia dizer o mesmo de Corinto, pois lhe causaram muitas preocupações. 3- Havia uma confiança no futuro. Ele estava certo de que Deus levaria a um fim glorioso a obra que começara nas vidas de seus seguidores. “Tendo por certo isso mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo” v.6. Ele desejava que o amor dos Filipenses pudesse transbordar mas dentro dos limites do conhecimento. A sua esperança era que eles fossem capazes de fazer uma melhor avaliação da vida e, finalmente que eles tivessem uma experiência mais plena de justiça. “E peço isto, que o vosso amor abunde mais e mais em ciência e em todo conhecimento, para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até o dia de Jesus Cristo; cheios de frutos de Justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus”v. 9 – 11.

II- A alegria indestrutível vem quando se conserva o senso de um objetivo

“Mas o que importa? Contanto, que de toda maneira, ou por pretexto ou em verdade Cristo seja anunciado, nisto me alegro e me alegrarei sempre” v.18. Tem-se dito que o envolvimento em uma grande coisa é o segredo do sucesso. As do apóstolo haviam-se transformado em portas. As limitações físicas e a humilhação social realmente haviam servido para o progresso do evangelho. “E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho” v. 12. Paulo tinha um objetivo na vida – pregar o evangelho. Não media as suas condições pelas dificuldades enfrentadas, mas pela facilidade que tinha de espalhar o evangelho de Cristo. Quando temos em nossa vida um objetivo, as dificuldades deixam de ser dificuldades e os problemas deixam de ser problemas; porque nosso objetivo maior está acima das circunstâncias da vida. Paulo estava preso, mas não via isso como problema, via sim, como portas abertas para o avanço na evangelização e ensino através de cartas escritas às Igrejas. E podemos dizer, que os maiores ensinos teológicos que temos até hoje são as cartas escritas enquanto Paulo estava preso. O maior consolo que encontramos para nossas horas de aflição, são as cartas escritas na prisão de Roma. Paulo não podia viajar, mas tinha como objetivo proclamar o evangelho de Jesus, e isso fazia com alegria. Precisamos, como Paulo, encontrar no sofrimento, nas dificuldades, nos problemas, e nas humilhações, um objetivo. Então a alegria continuará em nosso íntimo. Quando não temos esse objetivo, tudo é motivo para tristeza e desânimo.

III- A alegria indestrutível vem com o antegozo de perspectivas gloriosas para o futuro

Cristo tem um poder extraordinário. Ele transforma a miséria em melodias e as prisões em palácios; a pobreza em riqueza e a dor em gozo. É difícil entender a alegria de Paulo na prisão, bem como a de José na masmorra e a de João na ilha de Patmos. Mas estes e tantos outros homens e mulheres experimentaram grande alegria nas horas mais difíceis da vida. Eles nunca olharam para as grandes dificuldades. Parece que as dificuldades, que tanto nos prejudicam não existiam para eles, mas a alegria era constante em suas vidas. Fico a pensar como estamos longe de um viver idêntico; como estamos longe de experimentar o que estes crentes experimentaram. E creio, ser por um motivo: não aceitamos as coisas ruins que nos acontecem, e por qualquer dificuldade nossa vida se transforma em lamúria. Nosso ser é invadido pela tristeza e o desanimo jorra em lugar da alegria. Cristo continua o mesmo. Ele quer transformar a miséria de nossas vidas em melodias e as prisões em palácios. “Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espírito de Jesus Cristo, me redundará em libertação, segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne, traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um lado, e de outro lado estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor. Mas, por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne. E, convencido disto, estou certo de que ficarei, e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo na fé. A fim de que aumente, quanto a mim, o motivo de vos gloriardes em Cristo Jesus, pela minha presença de novo convosco” v. 19-26. Não sei o que dizer de expressões como estas! Pois ele estava em grandes apertos e dificuldades, mas a esperança era a sua arma. Quem poderia dizer como Paulo: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. Ele desejava e estava pronto para morrer, mas por amor do evangelho estava disposto a viver. Ele se regozijava com a possibilidade da morte, visto que todas as perdas chegariam ao fim. Ele também se alegrava com a permissão para viver. A direção de sua vida fora estabelecida. Ele havia resolvido que Cristo seria honrado em seu corpo. Ele tinha convicções bem estabelecidas. Aprendamos a sentir no sofrimento e nas dificuldades, o antegozo do glorioso futuro que nos é garantido em Cristo Jesus.
Conclusão

Fico preocupado com a falta de alegria de muitos crentes, pois só o que se ouve é murmúrio e reclamações, e nunca ações de graça. Qualquer acontecimento é um problema, não sabem canalizar isso para o bem dos outros. Às vezes pequenas coisas tiram nossa alegria. James L. Murssell conta um exemplo disso: Ele conta que um grupo de operários de uma fabrica eram infelizes e tinham perdido completamente a alegria. Seu salário era bom, o tempo de trabalho era normal, e as condições eram excelentes. Esses operários admitiam tudo isso. Mas estavam fervendo de descontentamento. A gerencia da fabrica estava preocupada e finalmente chamou um psicólogo industrial. Este estudou a situação e descobriu que o problema estava nos sapatos dos operários. Os operários precisavam ficar em pé quase todo o tempo e num soalho duro; os seus pés e pernas ficavam extremamente cansados porque os sapatos que usavam não lhes dava apoio adequado. A fadiga que começava nos pés se espalhava pelos seus nervos, e assim criava um descontentamento enorme. A empresa mandou fazer sapatos especiais e a alegria voltou. Freqüentemente nos deixamos afetar por pequenas coisas. Precisamos mudar nossa maneira de ver as coisas e pedir a Deus para nos ajudar a descobrir qualquer obstáculo que esteja tirando nossa alegria. Muitos crentes são peritos em fazer com que pequenos contratempos se tornem em verdadeiras montanhas intransponíveis. Aprendamos a encontrar nas dificuldades portas abertas para a evangelização e motivos para ações de graça, então a alegria será indestrutível em nós. Mas lembre-se: a alegria será indestrutível quando oramos com seriedade e compromisso; quando temos o senso de um objetivo – pregar o evangelho; e quando experimentamos antecipadamente o gozo da vida futura.

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