As palavras da cruz

Lucas 23.33:43

Quando Karl Marx estava morrendo, sua empregada chegou junto ao seu leito e perguntou-lhe: “Qual a sua última palavra. Diga-me para que eu possa transmitir aos seus seguidores”.

Karl Marx apenas sussurrou dizendo: “Últimas palavras são para pessoas que não disseram nada durante sua vida inteira. Eu já disse tudo o que tinha a dizer”.

Karl Marx errou em muitas coisas, e não nos surpreende ele ter errado também em fazer esta última declaração.

As últimas palavras são muito importantes especialmente para as pessoas que sempre têm algo a dizer antes de morrerem.

Há dois tipos de pessoas: 1) As que não sabem o que fazem. 2) As que sabem o que fazem.

Lá na cruz, Jesus encontrou forças para dizer suas últimas palavras a esses dois tipos de pessoas. Foram:

1) Palavras de perdão aos que não sabem o que fazem.

2) Palavras de perdão aos que sabem o que fazem.

1 – Palavras de perdão aos que não sabem o que fazem

Ao lado de dois malfeitores, Jesus orava intensamente ao Pai: “ Perdoa -lhes porque não sabem o que fazem!”.

“Não sabem” – Essas duas palavras expressam a natureza do perdão de Jesus aos que o estavam crucificando.

É claro que aqueles homens tinham consciência da maldade que estavam fazendo. Mas eles não sabiam quem estavam matando.

Para eles matar era mais um espetáculo! Eles já haviam matado tantas pessoas condenadas por diferentes crimes que Jesus parecia mais um criminoso comum. Matar fazia parte da rotina daquela gente!

Hoje não é muito diferente! Nós vivemos numa sociedade fria, insensível, que parece acostumada com o cheiro da morte.

Olha-se para um lado e para o outro, mas parece que muitas pessoas não têm noção da grandeza do mal à sua volta.

Eu fico assustado quando abro os jornais e leio que os assassinatos e a violência já se tornaram lugar comum.

Há pouco tempo uma reportagem no Fantástico me causou muita tristeza. Foram entrevistados dezessete jovens que trabalhavam para o tráfico.

Lembro-me que quando a reportagem foi concluída e entregue à Rede Globo, dezesseis daqueles jovens já haviam morrido e apenas um ainda estava vivo.

A tristeza tomou conta do meu coração! Comecei a pensar na dor das mães que perderam seus filhos…

… Meu pensamento voltou à cena do Calvário… Lembrei-me que Jesus morreu na Cruz por aqueles jovens…

… Que eu não tive a chance de falar-lhes do evangelho… E, talvez, eu seria também um responsável por eles terem morrido sem Jesus.

Olhei para meu interior e senti-me um criminoso pior que àqueles que mataram Jesus…

… Eles não sabiam o que estavam fazendo, mas eu sei o que estou fazendo quando deixo de pregar o evangelho!

Isso aumentou a minha responsabilidade e meu sentimento de culpa!

Em meio à crise eu me lembrei de outras palavras ditas por Jesus na cruz:

2 – Palavras de perdão aos que sabem o que fazem

Nos versos 39 a 41 diz que um dos criminosos crucificados repreendeu o outro que blasfemava contra Jesus.

Ele disse: “Nem ao menos temes a Deus… Nós recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez”.

Este homem é tão criminoso quanto àqueles que crucificavam Jesus. Mas há uma diferença! Esse homem é bem consciente do que está acontecendo. Sua mente é lúcida! Ele está no seu juízo perfeito.

Sua percepção acerca de Jesus é muito clara. Ele sabe que Jesus é o Salvador!

Ele sabe que existe uma possibilidade de alcançar o perdão dos seus pecados se ele se arrepender.

Diz o texto que ele se dirigiu a Jesus e arriscou um pedido:

“Jesus! Lembra-te de mim quando vieres no teu reino” (Lucas 23. 42).

Mas Jesus não atendeu o pedido daquele homem! … Não da forma que ele fez!!!

Ele fez um pedido a Jesus, mas Jesus lhe concedeu outro. Ele pediu uma coisa e Jesus lhe deu outra coisa ainda maior.

Verso 42. O pedido: “Jesus! Lembra-te de mim quando vieres no teu reino”.

Verso 43. A resposta: “Hoje estarás comigo no paraíso”.

O homem se achava tão indigno e estava tão consciente de sua miséria que ele pediu a Jesus para apenas se lembrar dele no seu retorno; na sua segunda vinda.

Mas Jesus se antecipa e diz: “ Hoje você estará comigo no paraíso!” (Lucas 23. 43).

Em outras palavras Jesus está dizendo: “Não precisa esperar tanto tempo, meu filho!”. “Você irá comigo direto para a Glória daqui há pouco!”.

Os que crucificavam Jesus não sabiam o que estavam fazendo…

… Mas este homem (este malfeitor) sabia muito bem o que estava fazendo!

Ele sabia que Jesus estava morrendo na cruz por seus pecados!

Aqui minha crise chegou ao fim… Meu coração encontrou descanso porque eu vi que Jesus perdoa os que não sabem o que fazem, mas também perdoa os que sabem o que fazem.

Senti-me perdoado!

É bem verdade que o perdão não é um salvo-conduto para pecar. O pecado não deixa de ser pecado se nós sabemos ou não o que estamos fazendo. Mas o perdão também não deixa de ser perdão se nós sabemos ou não o que estamos fazendo.

A eficácia do perdão é maior que o prejuízo do pecado. “Onde abundou o pecado superabundou o pecado, superabundou a graça”.

Às vezes você peca, mas não sabe o que faz… Jesus te perdoa!

Às vezes você peca, mas sabe o que faz… Jesus também te perdoa.

O perdão de Jesus é eterno porque ele é eterno! Suas últimas palavras na cruz foram de perdão a todos: Tanto para os que não sabem o que fazem quanto para os que sabem o que fazem.

Quanto a você… Sinta-se perdoado!

Por Eurípedes da Conceição

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